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Dorival Júnior no São Paulo em 2026? Saiba como o time pode jogar em caso de acerto com o técnico

Dorival Júnior é a primeira opção para assumir o comando técnico do São Paulo. Após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil, o clube decidiu demitir Roger Machado, contratação impopular, com o técnico já sofrendo com a pressão da torcida antes mesmo de estrear, graças ao conturbado momento político vivido no clube e a demissão inesperada de Hernan Crespo, trazendo a necessidade de resultados e desempenho para o time.

O resgate do Jogo de Aproximação

Dorival Júnior traz um conceito tático oposto ao de Roger Machado. Roger é um entusiasta do jogo de posição e atuou os últimos jogos sob comando do clube em um 4-2-3-1; já Dorival gosta de montar suas equipes em um 4-4-2 losango, com bastante aproximação entre os jogadores e movimentação entre as posições, gerando superioridade numérica em determinados setores do campo.

Nesse estilo de jogo, há uma priorização em toques curtos e jogadas mais elaboradas. Esse estilo de jogo de Dorival Júnior e sua implementação tática também facilitam a construção de jogadas pelo meio, ao invés das laterais, que, somadas à movimentação constante de seus jogadores, costumam abrir espaço nas defesas dos oponentes. Apesar desse estilo, na última passagem de Dorival Júnior pelo clube, ele também atraía as equipes adversárias para determinado lado do campo e realizava a inversão para o lado oposto, pegando a defesa do outro time desprevenida e atacando em superioridade numérica naquele setor ou, pelo menos, em um contra um, evitando dobras na marcação.

Dorival pode trazer o equilíbrio defensivo São Paulo

O técnico costuma montar as suas defesas de acordo com a característica dos adversários, alternando entre bloco alto e bloco médio. Quando atua com o time exercendo maior pressão, ele busca que a outra equipe seja induzida ao erro ou forçada a dar um chutão, para que seu time recupere a bola e tenha mais uma oportunidade de atacar. Já quando atua em bloco médio, o intuito é não ficar exposto a bolas nas costas, com uma altura dentro de campo mais equilibrada e com os jogadores de meio-campo sempre próximos para dar o combate no portador da bola e, em caso de recuperação, poder fazer um contra-ataque explorando as brechas deixadas.

Outra característica importante no estilo de marcação adotado por Dorival Júnior é a marcação individualizada. Também conhecida como marcação por setor, esse estilo de marcação é focado em que os 11 jogadores em campo tenham como referência marcar jogadores que estejam próximos da sua posição ou setor do gramado, acompanhando os passos dos jogadores do time adversário, mas também mantendo a preocupação em manter as linhas compactas, principalmente a última linha de defesa. Esse estilo de marcação se diferencia da marcação zonal, que possui a bola como principal referência.

Os times de Dorival costumam trabalhar com a última linha um pouco mais protegida. Ele prefere que os laterais saibam o momento exato de apoiar, evitando que os dois subam na mesma hora e deixem os zagueiros desprotegidos. Esse equilíbrio defensivo costuma fazer com que seus times sejam competitivos em mata-mata, diminuindo a quantidade de gols sofridos.

A gestão de grupo

(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)