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Automobilismo Fórmula 1

Christian Horner pode se unir à BYD em ousada tentativa de entrada na Fórmula 1

O ex-chefe da Red Bull, Christian Horner, pode acabar desempenhando um papel importante na suposta tentativa da gigante chinesa de veículos elétricos BYD de entrar na Fórmula 1. O interesse pela F1 aumentou significativamente nos últimos tempos, tanto do ponto de vista esportivo quanto comercial. 

A categoria vive um momento de forte expansão global, atraindo novos fabricantes e investidores interessados em fazer parte do grid no futuro próximo. A grande mudança técnica prevista para 2026 acabou servindo como um enorme chamariz para marcas tradicionais e novos grupos automobilísticos. 

 Fabricantes como Audi, Ford e Cadillac já demonstraram interesse concreto e estão se preparando para integrar a categoria em diferentes formatos. Agora, tudo indica que uma possível 12ª equipe também deseja entrar na disputa.

A BYD, atualmente reconhecida oficialmente como a maior fabricante de carros elétricos do mundo, estaria muito interessada em apresentar uma proposta formal para entrar na Fórmula 1. A notícia rapidamente ganhou força nos bastidores do automobilismo internacional.

Pouco depois do surgimento desses rumores, Christian Horner também passou a ser ligado diretamente ao projeto. Segundo informações divulgadas recentemente, o ex-chefe da Red Bull teria realizado diversas reuniões com Stella Li, vice-presidente da BYD.

Horner busca retorno ao paddock após saída da Red Bull

Christian Horner estaria procurando uma maneira de retornar ao paddock da Fórmula 1 depois de sua saída conturbada da Red Bull no mês de julho do ano passado. O antigo chefe de equipe e CEO da escuderia austríaca foi afastado de maneira considerada surpreendente por grande parte do ambiente da categoria. Desde então, diferentes especulações passaram a surgir sobre os próximos passos do dirigente britânico dentro do automobilismo.

Em um primeiro momento, Horner havia sido associado a uma possível disputa com a Mercedes envolvendo a compra de uma participação de 24% na Alpine, fatia atualmente pertencente ao grupo Otro Capital. No entanto, os rumores mais recentes indicam que o dirigente pode ter objetivos ainda maiores dentro da Fórmula 1.

A BYD não estaria interessada em adquirir apenas uma participação minoritária em uma equipe já existente. A fabricante chinesa deseja utilizar sua enorme capacidade financeira, estimada em cerca de 125 bilhões de dólares em patrimônio líquido, para criar diretamente a 12ª equipe do grid da Fórmula 1.

Até o momento, nenhuma das partes confirmou oficialmente qualquer tipo de parceria ou negociação concreta. Apesar disso, foi relatado que Horner esteve presente em Cannes como convidado da própria BYD, algo que acabou aumentando ainda mais as especulações sobre uma possível colaboração entre ambos.

A possível união entre Horner e a montadora chinesa passou então a ser vista como um movimento potencialmente ambicioso dentro do cenário atual da Fórmula 1, especialmente diante do crescente interesse de grandes fabricantes globais na categoria.

BYD admite proximidade com a Fórmula 1

O fim de semana do Grande Prêmio da China acabou se tornando um ponto importante dentro dessa história que continua evoluindo nos bastidores. Durante o evento em Xangai, Stella Li confirmou que a empresa mantém contato próximo com a Fórmula One Management (FOM) e também com Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1.

“Estamos sempre em contato próximo”, afirmou ela. “Eu gosto da Fórmula 1 porque ela é feita de paixão e cultura, e as pessoas sonham em estar na Fórmula 1.” declarou Stella Li.

As declarações ajudaram a aumentar ainda mais os rumores sobre uma possível entrada da fabricante chinesa no esporte. Além disso, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também demonstrou uma postura otimista em relação à possibilidade de uma candidatura chinesa para integrar o grid da categoria.

“Se houver uma proposta chinesa — e vou falar em nome deles [FOM] agora diante de vocês — eles vão concordar com isso, porque se trata de sustentar o negócio”, declarou Ben Sulayem.

As falas reforçam a percepção de que existe abertura política e comercial para novos participantes na Fórmula 1, especialmente quando se trata de grandes fabricantes com forte capacidade de investimento e relevância global no setor automotivo.

Ao mesmo tempo, o crescimento da popularidade da categoria em mercados estratégicos como a China também é visto como um fator importante para esse possível interesse da BYD.

Entrada no grid ainda pode enfrentar obstáculos

Apesar do entusiasmo demonstrado por algumas figuras importantes da Fórmula 1, Stefano Domenicali preferiu adotar uma postura mais cautelosa em relação ao assunto. O dirigente italiano destacou que qualquer nova candidatura precisará apresentar enorme relevância para justificar sua entrada na categoria.

“Só vamos avaliar uma proposta de grande importância porque acredito que já estamos em um ponto sem muito espaço disponível; logisticamente, estamos no limite”, afirmou Domenicali.

Atualmente, o Acordo da Concórdia em vigor prevê espaço para até 12 equipes no grid da Fórmula 1. Portanto, uma eventual candidatura da BYD não seria algo impossível dentro das regras atuais da categoria. Mesmo assim, o caminho para entrar oficialmente na F1 ainda pode ser bastante complicado.

A longa disputa envolvendo Andretti e Cadillac para conseguir aprovação e garantir presença no grid mostrou que o processo pode ser demorado e politicamente complexo. Por isso, caso a BYD realmente esteja determinada a entrar na Fórmula 1, a fabricante chinesa provavelmente ainda terá um percurso longo pela frente antes de conseguir concretizar esse objetivo.

Enquanto isso, a possível participação de Christian Horner nesse projeto continua alimentando especulações importantes nos bastidores da categoria, especialmente diante de seu desejo declarado de retornar rapidamente ao centro das decisões dentro da Fórmula 1.

Foto: (Fórmula 1)