McGregor e Michael Chandler
Lutas UFC

Conor McGregor queria Michael Chandler, mas UFC não viu sentido

Conor McGregor e Michael Chandler finalmente vão lutar? Bom… ainda não. E pelo visto, a novela continua tão bagunçada quanto uma coletiva do UFC com Dana White tentando explicar ranking dos pesos-pesados.

Nos últimos anos, Chandler praticamente transformou a busca pela luta contra McGregor em um segundo emprego. O americano falou do irlandês em entrevistas, podcasts, redes sociais, eventos do UFC e provavelmente até no mercado comprando pão. Durante muito tempo, parecia uma insistência unilateral. Só que agora surgiu uma revelação importante: McGregor também queria essa luta desesperadamente.

Segundo Audie Attar, empresário de Conor, a equipe do ex-campeão fez força pesada para remarcar o combate contra Chandler após o cancelamento do UFC 303, em 2024. O problema? O UFC não achou que a luta fazia sentido naquele momento.

O TUF virou fumaça e Chandler ficou esperando

A história toda começou oficialmente no The Ultimate Fighter 31. McGregor e Chandler foram treinadores rivais do reality em 2023, seguindo a tradição clássica do programa: técnicos se enfrentam no final da temporada.

O UFC vendeu a rivalidade como um dos maiores retornos da história recente da organização. Conor estava voltando depois da grave lesão na perna, Chandler aparecia como o adversário perfeito e toda a narrativa parecia pronta.

Só que o combate virou mais um capítulo da famosa “luta fantasma” do UFC.

A luta foi marcada para o UFC 303, em junho de 2024, mas acabou cancelada poucos dias antes do evento após uma nova lesão de McGregor. Desde então, Chandler basicamente ficou estacionado no limbo da divisão esperando pelo irlandês.

E honestamente? Pouca gente teria mantido essa paciência toda.

Enquanto outros lutadores seguiam suas carreiras normalmente, Chandler permaneceu preso à possibilidade de uma luta milionária contra o maior astro da história do UFC. O problema é que, no mundo McGregor, “próximo anúncio” virou quase um gênero de entretenimento.

McGregor queria Chandler… mas o UFC preferiu Max Holloway

Agora veio a bomba revelada por Audie Attar: Conor realmente queria devolver a oportunidade para Chandler.

“Conor realmente queria dar essa luta ao Michael Chandler”, disse o empresário ao MMA Junkie. “Ele sentia que Michael merecia isso depois de tudo que aconteceu no TUF, o cancelamento da luta e toda a situação.”

Attar ainda revelou que eles pressionaram bastante pela luta, mas ouviram do UFC que aquilo “não fazia sentido” naquele momento. Ao pegar a realidade de Chandler e a de McGregor, a luta entre os dois seria o melhor caminho possível, só ver com quem que eles estão casados no momento. O irlandês contra Max Holloway, que só foi dominado por Charles Oliveira, porque o brasileiro é surreal no grappling, mas imagina se a luta fosse em pé…

E no caso do norte-americano, terá Maurício Ruffy, que simplesmente engoliu e nocauteou Rafael Fiziev, e está sedento para amassar mais um ranqueado, o que deve ocorrer na Casa Branca.

E aqui entra um detalhe interessante: isso mostra que talvez o UFC esteja pensando na reta final da carreira de McGregor de forma muito mais estratégica do que emocional. Porque existe um fator importante nessa história: Michael Chandler é perigoso demais.

O americano pode até ter resultados inconsistentes recentemente, mas continua sendo um dos lutadores mais explosivos e agressivos da organização. É o tipo de cara que pode transformar qualquer luta em um caos absoluto em poucos segundos.

E sinceramente? Talvez o UFC não queira correr o risco de ver seu maior astro voltar após anos parado e tomar uma voadora giratória na cabeça em dois minutos.

Max Holloway virou o “plano mais seguro”

Sem Chandler, o UFC caminhou para outra superluta: Conor McGregor contra Max Holloway no UFC 329, em julho. E existe um detalhe importante nessa escolha.

McGregor já venceu Holloway no passado, quando ambos ainda eram pesos-penas. Hoje, obviamente, Max é outro lutador, muito mais completo, mais resistente e mais perigoso. Ainda assim, existe uma narrativa comercial extremamente forte ali. É uma revanche fácil de vender.

Além disso, o duelo será nos meio-médios, algo que favorece McGregor neste momento da carreira. Depois de tanto tempo afastado, cortar peso novamente seria um risco desnecessário.

Segundo Attar, Holloway aceitou imediatamente subir para os 77kg. E sejamos sinceros: Max Holloway toparia lutar até contra um urso se colocassem um cinturão BMF em jogo.

O UFC Freedom 250 também entrou na história

Enquanto McGregor vai para o UFC 329, Chandler terá outro desafio gigantesco: Mauricio Ruffy no UFC Freedom Fights 250, evento que acontecerá no gramado da Casa Branca.

Sim, isso ainda parece surreal de escrever.

O UFC literalmente vai fazer um evento na Casa Branca, com Dana White provavelmente tratando o gramado presidencial como se fosse mais um Apex qualquer. E Chandler chega extremamente pressionado. Porque existe uma sensação perigosa pairando sobre sua carreira: ele virou “o cara que espera McGregor”.

Isso é injusto, principalmente considerando o quão divertido Chandler sempre foi dentro do octógono. O americano entrega guerra praticamente toda vez que luta. É agressivo, vende combate, fala bem e tem estilo explosivo.

O contrato de McGregor segue cercado de mistério

Outro ponto curioso envolve a situação contratual de McGregor. Recentemente, o irlandês afirmou que seu antigo contrato com o UFC teria sido “anulado” após a mudança da organização no modelo de pay-per-view em 2026, consequência direta do novo acordo bilionário com a Paramount.

Até agora, ninguém sabe exatamente qual é o status contratual do ex-campeão. McGregor já disse várias vezes que restavam apenas duas lutas em seu vínculo com o UFC. Agora existe dúvida até se ele assinou um novo contrato ou renegociou termos.

E honestamente? Isso parece muito a cara da reta final da relação entre UFC e McGregor.

Uma mistura de dinheiro, ego, marketing, caos, anúncios misteriosos e uma eterna sensação de que tudo pode mudar amanhã.

Chandler ainda pode conseguir a luta

Apesar de tudo isso, a porta ainda não está fechada. O próprio empresário de McGregor deixou claro que a luta contra Chandler ainda pode acontecer futuramente. E sinceramente? Ela ainda faz sentido.

Porque existe história, existe rivalidade construída, existe expectativa do público e existe aquele elemento inevitável de caos que acompanha qualquer coisa envolvendo McGregor.

A diferença é que, agora, parece claro que o maior obstáculo nunca foi Chandler. Foi o UFC.

Foto: Chris Unger/Zuffa LLC