Fred no Galo?
Futebol Brasileirão

Fred no Galo? Entenda como ele se encaixaria no Atlético-MG

O meia Fred, de 33 anos, atualmente no Fenerbahçe, pode ser reforço do Atlético nos próximos dias. O jogador já acertou bases salariais e o tempo de contrato com o clube mineiro, mas ainda precisa receber a liberação da equipe turca, que exige uma compensação financeira. A situação deve ser resolvida após as eleições presidenciais do ‘Fener’. Confira como o experiente meio-campista pode contribuir para o time do Galo.

Fred pode ser uma peça importante para o ataque alvinegro

Fred no Galo?
FOTO: Divulgação/Fenerbahçe

Uma das principais questões do Atlético-MG na temporada está no meio-campo. Desde o início do Brasileirão, Eduardo Domínguez tem utilizado, na maioria das partidas, um trio formado por Maycon, Alan Franco e Victor Hugo. Apesar da consistência defensiva, a equipe apresentou problemas na criação de jogadas em diversos momentos, sobretudo nos compromissos fora de casa.

Como consequência, o Galo passa a depender com maior frequência das jogadas pelos lados do campo. Embora esse recurso seja importante, o excesso de utilização pode tornar o ataque previsível, permitindo que os adversários reforcem a marcação na área e reduzam os espaços para Mateo Cassierra finalizar. Fred chegaria para atuar como um meia central, utilizando sua visão de jogo para organizar as ações ofensivas e criar oportunidades para os companheiros.

Isso permitiria que Victor Hugo atuasse mais próximo do setor ofensivo, facilitando a chegada da bola a Mateo Cassierra com maior frequência. Dessa forma, o Atlético teria um funcionamento mais equilibrado no ataque, reduzindo a dependência das jogadas pelos lados do campo e ampliando seu repertório ofensivo, o que poderia resultar em mais chances de gol.

Fred também seria uma solução defensiva para o Atlético-MG

Fred no Galo?
FOTO: Ahmad Mora/Getty Images

Além da qualidade na distribuição de jogo, Fred se destaca pela intensidade sem a bola e pela contribuição defensiva. Sua capacidade de ocupar espaços e participar das diferentes fases da partida o transforma em uma peça importante para o equilíbrio do meio-campo. Outro aspecto relevante é sua atuação na pressão pós-perda, característica que pode ajudar o Atlético a recuperar a posse em zonas mais avançadas e evitar períodos prolongados de recuo defensivo.

O meio-campista pode ajudar a reduzir a exposição da equipe em transições ofensivas adversárias. O problema tem sido recorrente em alguns momentos da temporada, especialmente pela falta de compactação entre os setores, o que abre espaços para os adversários explorarem em velocidade.

Por vezes, o Atlético-MG apresenta uma desconexão entre seus setores, abrindo espaços no meio-campo que comprometem tanto a construção ofensiva quanto a organização defensiva. A chegada de Fred poderia ajudar a corrigir esse problema, já que o meio-campista tem características que favorecem a circulação da bola e a compactação da equipe, funcionando como um importante elo entre defesa e ataque.

Fred é exemplo de disponibilidade, algo valioso em um calendário tão longo

Fred no Galo?
FOTO: Divulgação/Fenerbahçe

A durabilidade física também é um dos pontos fortes de Fred. Ao longo da carreira, o meio-campista acumulou poucos problemas musculares ou lesões de maior gravidade, o que contribui para a manutenção de seu rendimento em alto nível aos 33 anos. Seu afastamento mais longo ocorreu em 2024, após uma ruptura no tendão da coxa direita, lesão que o tirou dos gramados por 39 dias e o fez perder oito partidas.

Embora a temporada 2023/24 tenha sido a mais problemática de sua carreira no aspecto físico, com 89 dias afastado dos gramados e 15 jogos perdidos, o histórico de Fred continua sendo bastante positivo. Nos demais anos de sua trajetória profissional, o meio-campista nunca passou mais de 33 dias longe das partidas, um indicativo de sua consistência física e disponibilidade ao longo do tempo.

Para efeito de comparação, Fred não perdeu nenhuma partida por lesão na temporada 2025/26, entrando em campo em 41 jogos pelo Fenerbahçe. O Atlético certamente vê esse histórico com bons olhos, especialmente em um calendário tão intenso quanto o do futebol brasileiro, que frequentemente provoca desgaste físico e aumenta o risco de lesões.

FOTO: Ozan Kose/AFP