Há uma semana da estreia do Brasil na Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti já está formando o planejamento da seleção para a competição. Além das qualidades táticas treinadas e moldadas para cada enfrentamento do adversário, o treinador está em constante contato com as lideranças do Brasil.
Anunciado como treinador da seleção brasileira em maio de 2025, Ancelotti desenvolve uma boa relação com o grupo do Brasil, sendo esta característica essencial para a classificação nas Eliminatórias Sul-Americanas. O acréscimo para a disputa da Copa do Mundo é a convocação de Neymar, que não entra em campo com a camisa do Brasil desde 2023, após sofrer uma grave lesão no jogo contra o Uruguai, em Montevidéu.
O diálogo de Ancelotti com os atletas gera uma divisão de opiniões. Por um lado, é comentado que isto resultaria em uma diminuição da autoridade do treinador em relação aos jogadores, que poderiam ter autonomia para realizar ações próprias. Já outra visão aponta que o convívio próximo é importante para que haja um rendimento mais saudável e qualificável dentro de campo.
As principais lideranças do Brasil de Carlo Ancelotti
O elenco convocado pelo treinador italiano é mesclado por uma nova geração com experientes jogadores, que entendem como é disputar uma Copa do Mundo. Dos jogadores presentes, Neymar é o que possui o maior período vestindo a camisa da seleção profissional e jogará a sua quarta edição.
A trajetória de Neymar pelo Brasil consolidou o jogador como uma importante peça técnica e forte influência nos bastidores da seleção brasileira. Ele é o maior artilheiro da história da equipe em jogos reconhecidos pela FIFA, anotando 79 gols. Além disso, conquistou a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, sendo o grande destaque em ambas as competições.
Por conta disso, Neymar carrega um peso histórico pela seleção brasileira e adquiriu respeito das pessoas envolvidas pela seleção, incluindo Carlo Ancelotti. Desde a chegada do Brasil na América do Norte, o craque se aproximou rapidamente do treinador, voltando a figurar entre os líderes do time.
Pessoas que acompanham o cotidiano da seleção, inicialmente na Granja Comary e agora nos Estados Unidos, relatam que as conversas entre o camisa dez e o técnico têm sido cada vez mais frequentes. O diálogo havia começado antes da convocação, mesmo que nunca tivessem trabalhado juntos. O atacante do Santos demonstra um extremo respeito pelo comandante italiano.
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Além de Neymar, outras lideranças neste ciclo de Carlo Ancelotti são Marquinhos, Alisson e Casemiro. Os atletas, junto ao Neymar, estiveram constantemente presentes em conversas com a CBF sobre as bases de divisão de premiação em caso do título da Copa do Mundo.
Assim como no PSG, Marquinhos assume a braçadeira de capitão da seleção. Ele é reconhecido pela postura madura dentro dos gramados, auxiliando na integração de jovens jogadores e possui capacidade de lidar com a pressão, algo que o Brasil está enfrentando, mesmo antes do começo da Copa do Mundo.
Casemiro é considerado uma referência dentro e fora dos gramados, essencial na orientação do elenco e já carregou a braçadeira de capitão. Mesmo sem assumir este ponto, ele é um atleta de confiança de Carlo Ancelotti.
Tal qual os dois jogadores acima, Alisson disputará a sua terceira Copa do Mundo. Mesmo com o desempenho no gol na competição criticado por algumas pessoas, ele carece de um grande respeito pela postura madura, ajudando na integração de jovens jogadores e fortalecendo o senso coletivo.
O diálogo é fundamental na carreira de Ancelotti
Ao contrário de muitos treinadores que possuem voz autoritária em relação aos atletas subordinados, Carlo Ancelotti é conhecido por manter um diálogo saudável com os jogadores.
Em seu livro Liderança Tranquila, ele destaca a gestão de pessoas e a construção de autoridade calma como características essenciais em sua trajetória como treinador.
Em uma entrevista coletiva em novembro de 2025, ele elogiou o ambiente da seleção brasileira. “Estou encantado com os jogadores que estão aqui. Todos eles juntos fazem um bom ambiente de relação, um ambiente muito limpo para o que eles fazem. É um aspecto importante para todos os que estão aqui e é importante para a Copa do Mundo. Assim, você pode trabalhar ao máximo nível.”
Devido a isso, o fato de ouvir lideranças do Brasil simboliza um ato de diplomacia do técnico europeu. O diálogo com os jogadores é fundamental para que a seleção alcance um nível esperado e consiga conquistar o hexacampeonato da Copa.
Créditos da imagem da capa: Rafael Ribeiro/CBF
