A Copa do Mundo de 2026 mal começou e já tem um personagem marcando seu nome na história. O atacante Julián Quiñones foi o responsável por anotar o primeiro gol do torneio, abrindo o placar para o México na partida de estreia contra a África do Sul.
O feito garante ao jogador um lugar especial nos registros do Mundial. Afinal, marcar o primeiro gol de uma Copa do Mundo é algo reservado para poucos atletas. Além da importância para a seleção mexicana, o lance simboliza o grande momento vivido pelo atacante, que chega ao torneio após uma das melhores temporadas de sua carreira.
Para muitos torcedores ao redor do mundo, o nome de Quiñones ainda pode não ser tão conhecido quanto outras estrelas do futebol internacional. No entanto, seus números recentes mostram que ele chega à competição vivendo uma fase capaz de rivalizar com alguns dos principais atacantes do planeta.
De colombiano a símbolo da seleção mexicana
Julián Quiñones nasceu na Colômbia, mas construiu praticamente toda sua trajetória profissional no futebol mexicano. Desde jovem, o atacante encontrou espaço no país e passou a desenvolver sua carreira em clubes importantes da Liga MX.
Seu crescimento dentro do futebol mexicano foi tão significativo que o jogador acabou optando pela naturalização e escolheu defender a seleção do México. Antes disso, ele havia atuado pelas categorias de base da Colômbia, mas decidiu seguir um caminho diferente no futebol internacional.
A escolha não aconteceu por acaso. O próprio atacante revelou em entrevistas que criou uma forte identificação com o país ao longo dos anos. Um dos momentos que mais influenciaram sua decisão foi a vitória do México sobre a Alemanha na Copa do Mundo de 2018, resultado que despertou nele um sentimento especial de pertencimento.
Sucesso no futebol mexicano abriu portas
Durante sua passagem pelo futebol mexicano, Quiñones construiu uma reputação de atacante rápido, forte fisicamente e extremamente eficiente dentro da área. Sua capacidade de decidir partidas importantes chamou atenção de torcedores e dirigentes.
Ao longo dos anos, ele acumulou títulos, gols e atuações decisivas, tornando-se um dos jogadores mais respeitados da competição nacional. Esse desempenho constante acabou abrindo portas para um novo desafio internacional.
Em 2024, o atacante deixou o México para atuar no futebol da Arábia Saudita. A transferência marcou uma nova etapa em sua carreira e representou uma oportunidade para mostrar seu talento em um mercado que vinha atraindo grandes nomes do futebol mundial.
Números impressionam até mais que Cristiano Ronaldo
Se a mudança para o futebol saudita gerou dúvidas inicialmente, os resultados não poderiam ter sido melhores. Logo em sua primeira temporada pelo Al-Qadsiah, Quiñones mostrou capacidade de adaptação e terminou o ano com 20 gols marcados.
Mas foi na temporada seguinte que o atacante atingiu um nível ainda mais impressionante. Em apenas 31 partidas, ele balançou as redes 33 vezes, registrando uma das melhores campanhas ofensivas do futebol mundial naquele período.
O número chama atenção principalmente quando comparado a outros grandes atacantes que atuam na mesma liga. Quiñones marcou cinco gols a mais que Cristiano Ronaldo e terminou uma bola na frente de Ivan Toney, dois jogadores que também participam desta Copa do Mundo.
Os números reforçam que o atacante mexicano chega ao Mundial em um dos momentos mais produtivos de sua trajetória profissional.

Parceria com Retegui e protagonismo no clube
No Al-Qadsiah, Quiñones também ganhou destaque por formar uma dupla ofensiva de qualidade ao lado do atacante ítalo-argentino Mateo Retegui. Juntos, os dois foram responsáveis por grande parte dos gols da equipe.
Enquanto Quiñones viveu uma temporada espetacular, Retegui também acumulava bons números antes de sofrer uma lesão que interrompeu sua sequência. A parceria ajudou o clube saudita a alcançar resultados importantes e aumentou ainda mais a visibilidade do mexicano.
A confiança conquistada no clube acabou sendo levada para a seleção nacional. Mesmo sem viver grande sequência de gols pelo México nos últimos anos, o atacante continuou recebendo oportunidades e manteve o prestígio junto à comissão técnica.

Gol encerra jejum e entra para a história
Curiosamente, o gol marcado contra a África do Sul encerrou um longo período sem balançar as redes pela seleção mexicana. O último gol de Quiñones com a camisa nacional havia acontecido em 2024, durante um amistoso contra o Brasil.
Desde então, o atacante passou por diferentes convocações sem conseguir repetir o mesmo desempenho apresentado pelos clubes. Por isso, marcar justamente na abertura de uma Copa do Mundo tornou o momento ainda mais especial.
Além de acabar com o jejum, o gol colocou seu nome na história do torneio. Poucos jogadores podem dizer que foram responsáveis por inaugurar o placar de uma edição da Copa do Mundo, e Quiñones agora faz parte desse grupo seleto.
México ganha esperança para buscar campanha histórica
Mais do que um feito individual, o gol de Julián Quiñones representa uma excelente notícia para o México. A seleção chega ao Mundial sonhando em superar campanhas recentes e avançar além das fases iniciais da competição.
Para isso, contar com um atacante em excelente fase pode fazer toda a diferença. Os números construídos pelo jogador nos últimos anos mostram que ele possui capacidade para decidir partidas importantes e assumir protagonismo quando necessário.
Se depender do início da Copa do Mundo, Quiñones já demonstrou que está pronto para esse papel. O primeiro gol do Mundial de 2026 entrou para a história, mas o atacante mexicano espera que seja apenas o começo de uma trajetória ainda maior dentro da competição.
Foto: FIFA

