A pressão sobre o técnico Luis de la Fuente aumentou consideravelmente após a estreia sem gols da Espanha na Copa do Mundo de 2026. O empate por 0 a 0 contra Cabo Verde expôs um problema que vem perseguindo a equipe há vários anos e que agora se tornou uma das principais preocupações da comissão técnica: a dificuldade para transformar domínio territorial e posse de bola em gols, deixando o resultado ainda em aberto no Grupo H, que ainda conta com Arábia Saudita e Uruguai, que também tropeçaram na primeira rodada e somam um ponto na tabela de classificação da chave.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal AS, a Espanha acumula impressionantes 49 finalizações e cerca de 2.500 passes desde a última vez que balançou as redes em uma Copa do Mundo. O último gol espanhol no torneio foi marcado por Álvaro Morata ainda na fase de grupos do Mundial do Catar, contra o Japão, em 2022. Desde então, a equipe passou em branco contra os japoneses no restante daquela partida, contra Marrocos nas oitavas de final, onde a Furia Roja acabou sendo eliminada na disputa por pênaltis, e novamente diante de Cabo Verde em 2026.
O cenário preocupa porque a equipe de De La Fuente não sofre com falta de produção ofensiva. Pelo contrário. Os números mostram um time capaz de controlar partidas, acumular posse de bola e empurrar adversários para o próprio campo. O problema está na etapa final das jogadas. Contra Cabo Verde, a Espanha encontrou enormes dificuldades para desmontar uma defesa compacta e bem organizada, repetindo um roteiro que já havia aparecido diante de Marrocos no Mundial anterior. A longa circulação de bola muitas vezes se transforma em previsibilidade, permitindo que adversários fechem espaços e reduzam as oportunidades claras de finalização.
Por isso, De La Fuente e sua equipe técnica intensificaram o trabalho de análise nos dias seguintes ao empate. O objetivo da Espanha é encontrar mecanismos capazes de acelerar a circulação ofensiva e gerar mais profundidade. O treinador entende que o problema não está apenas na conclusão das jogadas, mas também na forma como a equipe consegue chegar à área rival. Contra Cabo Verde, os melhores momentos surgiram quando a seleção explorou o lado esquerdo do campo, aproveitando a profundidade oferecida por Marc Cucurella. Pelo centro, porém, a equipe teve pouca criatividade, enquanto jogadores importantes como Mikel Oyarzabal participaram muito pouco do jogo ofensivo.
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Nesse contexto, algumas mudanças na Espanha ganham força para a próxima rodada diante da Arábia Saudita. A entrada de jogadores mais agressivos no um contra um, como Lamine Yamal, surge como uma das alternativas para romper linhas defensivas fechadas. Outra possibilidade estudada é uma reorganização dos extremos, com Ferran Torres atuando aberto pelo lado esquerdo e Lamine pela direita, buscando ampliar a capacidade de desequilíbrio individual da equipe. A intenção é criar situações que evitem a dependência excessiva da troca de passes e permitam ataques mais verticais.
A missão de De La Fuente é encontrar rapidamente esse antídoto. Embora a Espanha continue sendo uma das seleções mais talentosas do torneio, a Copa do Mundo costuma punir equipes que dominam sem eficiência. O técnico espanhol sabe que insistir apenas no controle da posse não será suficiente para levar a equipe longe. A busca por mais profundidade, velocidade e capacidade de decisão no último terço do campo tornou-se prioridade absoluta. Se conseguir destravar o ataque, a Furia Roja continuará entre as candidatas ao título. Caso contrário, o fantasma da eliminação diante de defesas fechadas poderá voltar a assombrar uma geração que possui qualidade para sonhar muito mais alto.

Como a Espanha busca mudar seu ataque e ir em busca do primeiro gol na Copa do Mundo de 2026
A busca pelo primeiro gol da Espanha na Copa do Mundo de 2026 tornou-se uma das principais missões de Luis de la Fuente neste início de torneio. Depois do surpreendente empate sem gols diante de Cabo Verde, a seleção espanhola chega pressionada para o confronto contra a Arábia Saudita, no próximo dia 21 de junho, em Atlanta, sabendo que uma vitória pode colocá-la na liderança do Grupo H e deixá-la muito próxima da classificação para a fase eliminatória.
O problema não está na produção ofensiva, mas sim na eficiência. Contra Cabo Verde, a Espanha teve cerca de 75% de posse de bola e finalizou 27 vezes, mas não conseguiu superar a atuação inspirada do goleiro Vozinha e a sólida organização defensiva africana. O resultado ampliou um jejum que já preocupa a comissão técnica: desde o gol marcado por Álvaro Morata contra o Japão, ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de 2022, a equipe acumula 49 finalizações e aproximadamente 2.500 passes sem conseguir balançar as redes em um Mundial.
Diante desse cenário, De La Fuente passou os últimos dias revisando vídeos e estudando alternativas para tornar o ataque mais imprevisível. A avaliação interna é que a equipe continua dominando seus adversários, mas encontra dificuldades quando enfrenta sistemas defensivos muito fechados. Contra Cabo Verde, a Espanha teve pouca profundidade pelos corredores e encontrou seus melhores momentos apenas quando conseguiu acelerar as jogadas pelo lado esquerdo, principalmente com as subidas de Marc Cucurella. Pelo centro, a circulação de bola foi lenta, enquanto Mikel Oyarzabal participou pouco do jogo ofensivo.
Por isso, a tendência é que a Espanha apresente uma postura mais agressiva diante da Arábia Saudita. A utilização desde o início de jogadores como Lamine Yamal e Nico Williams surge como uma alternativa para aumentar o poder de desequilíbrio individual e abrir espaços em uma defesa que também demonstrou organização ao empatar com o Uruguai na primeira rodada. Outra possibilidade estudada pela comissão técnica é reposicionar Ferran Torres e dar maior liberdade aos pontas para atacarem os espaços entre os zagueiros e laterais sauditas.
O equilíbrio do Grupo H aumenta ainda mais a importância da partida. Após a primeira rodada, Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai somam um ponto cada, deixando a chave completamente aberta. Uma vitória espanhola poderá colocar a equipe em posição privilegiada antes da última rodada, quando enfrentará o Uruguai em um duelo que promete ser um dos mais aguardados da fase de grupos.
Além dos três pontos, marcar pela primeira vez no torneio tem valor simbólico para a seleção campeã da Eurocopa. O empate diante de Cabo Verde reacendeu críticas antigas sobre a excessiva dependência da posse de bola e a dificuldade para transformar domínio em gols. De La Fuente sabe que, em uma Copa do Mundo, controlar o jogo não basta. É necessário aproveitar as oportunidades criadas e evitar que a ansiedade se transforme em precipitação, algo que quase custou caro diante dos cabo-verdianos em alguns contra-ataques perigosos.
A expectativa espanhola é resolver a partida contra a Arábia Saudita com mais tranquilidade do que aconteceu na estreia. Um triunfo, aliado a uma atuação ofensiva convincente, não apenas encerraria o incômodo jejum de gols, mas também permitiria que a Espanha chegasse ao confronto contra o Uruguai dependendo apenas de si para confirmar a liderança do Grupo H e encaminhar sua caminhada rumo às fases decisivas da Copa do Mundo de 2026.

Será que a Espanha vai usar Yamal e Nico Williams para engrenar no ataque, após ficarem no banco de reservas contra Cabo Verde?
A dificuldade da Espanha para transformar posse de bola em gols na Copa do Mundo de 2026 aumentou a expectativa em torno de uma possível mudança promovida por Luis de la Fuente para o confronto diante da Arábia Saudita. Depois do empate sem gols contra Cabo Verde na estreia do Grupo H, a tendência é que o treinador aposte desde o início em dois dos jogadores mais decisivos do elenco: Lamine Yamal e Nico Williams.
A opção por deixar ambos no banco na primeira rodada surpreendeu parte da imprensa espanhola. A comissão técnica justificou a decisão principalmente por questões físicas e de gestão de carga após uma temporada longa e desgastante no futebol europeu. Embora nenhum dos dois apresentasse lesão grave, De La Fuente preferiu controlar a minutagem de seus principais velocistas, especialmente pensando em uma competição curta e intensa como a Copa do Mundo. A estratégia, no entanto, não trouxe o efeito esperado. A Espanha dominou Cabo Verde durante quase toda a partida, mas encontrou enormes dificuldades para romper as linhas defensivas adversárias e terminou sem balançar as redes.
A entrada de Yamal e Nico durante o jogo aumentou o ritmo ofensivo da equipe e reforçou a percepção de que a seleção necessita da capacidade de desequilíbrio individual dos dois pontas. Aos 18 anos, Yamal tornou-se uma das principais referências criativas do futebol mundial, combinando velocidade, drible e visão de jogo. Já Nico Williams oferece profundidade, explosão física e a capacidade de atacar espaços em velocidade, características que faltaram à Espanha em diversos momentos da estreia.
Por isso, a expectativa nos bastidores da seleção é que ambos iniciem como titulares contra a Arábia Saudita. Além da necessidade de conquistar a primeira vitória, a Espanha busca marcar seu primeiro gol no torneio e assumir uma posição de destaque em um Grupo H que começou completamente equilibrado. O empate entre sauditas e uruguaios na rodada inicial deixou a liderança em aberto, aumentando o peso estratégico do confronto.
Outro fator que favorece a utilização da dupla desde o apito inicial é a evolução física apresentada nos treinamentos desta semana. Relatos da imprensa espanhola indicam que tanto Yamal quanto Nico participaram normalmente das atividades e não demonstraram qualquer limitação que impeça uma atuação mais longa. Com mais dias de recuperação desde a estreia, ambos chegam em melhores condições para suportar a intensidade exigida por De La Fuente.
Caso a aposta se confirme, a Espanha poderá apresentar uma versão mais agressiva e vertical de seu ataque. Mais do que apenas buscar o primeiro gol na Copa do Mundo de 2026, a seleção vê no talento de Yamal e Nico Williams a oportunidade de encaminhar a classificação às oitavas de final antes do decisivo duelo contra o Uruguai, confronto que pode valer a liderança definitiva do Grupo H.
(Foto: AFP/Getty Images)
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