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Futebol Copa do Mundo

Seleção dos Estados Unidos cresce na hora certa e ganha motivos para sonhar alto na Copa

Os Estados Unidos seguem fazendo uma Copa do Mundo que começa a chamar cada vez mais atenção. N sexta-feira (20), a equipe venceu a Austrália por 2 a 0, chegou aos seis pontos e garantiu sua vaga no mata-mata da competição. Jogando em casa, diante de sua torcida, a seleção norte-americana não apenas conquistou mais uma vitória importante, mas também reforçou a sensação de que pode sonhar com algo maior no torneio.

É verdade que o duelo contra a Austrália não foi dos mais brilhantes. Em vários momentos, os americanos encontraram dificuldades para furar a marcação adversária e precisaram ter paciência para encontrar espaços. Ainda assim, o time pareceu ter controle do confronto. Os Estados Unidos foram superiores durante boa parte da partida e encontraram soluções para superar um adversário que optou por uma postura bastante defensiva.

Mais do que os três pontos, o jogo deixou alguns sinais bastante animadores para a sequência da Copa do Mundo. Principalmente porque alguns jogadores jovens seguem mostrando que podem ser peças importantes para surpreender adversários. 

Balogun e Freeman se destacam pelos Estados Unidos

Quando se fala na seleção dos Estados Unidos, é natural que o nome de Christian Pulisic apareça imediatamente na cabeça dos torcedores. Afinal, se trata de um jogador que já carrega uma trajetória importante dentro da equipe nacional. No entanto, esta Copa do Mundo está mostrando que os americanos possuem outras armas.

Um dos principais exemplos é Folarin Balogun. O atacante já havia sido decisivo na estreia e voltou a ter papel importante diante da Austrália. Mesmo sem marcar, participou diretamente da jogada que originou o primeiro gol da partida e foi uma ameaça constante para a defesa adversária. O que chama atenção em Balogun é a capacidade de criar problemas de diferentes maneiras. 

Seja atacando espaços, utilizando velocidade ou vencendo disputas físicas, o atacante consegue oferecer alternativas para o setor ofensivo. Além disso, em uma competição curta como a Copa do Mundo, ter um jogador vivendo boa fase pode fazer enorme diferença. Neste cenário, outro nome que merece destaque é Alex Freeman. O defensor de apenas 21 anos marcou o segundo gol da vitória e novamente mostrou personalidade em um cenário de pressão. Mesmo tendo começado o jogo com algumas dificuldades, o atleta conseguiu crescer durante a partida e terminou como um dos destaques da equipe.

Desta forma, os Estados Unidos recebem uma notícia extremamente positiva. Afinal, a equipe não depende apenas de atletas já consolidados. A Copa está servindo para apresentar novos protagonistas e ampliar o número de jogadores capazes de decidir partidas importantes. Isso aumenta as opções da comissão técnica e torna a seleção mais perigosa para os adversários que aparecerão pelo caminho nas fases eliminatórias.

Pochettino transforma críticas em elogios no comando dos Estados Unidos

Outro ponto que merece atenção é o trabalho realizado por Mauricio Pochettino. Antes da Copa do Mundo, o treinador conviveu com questionamentos. Parte da torcida e da imprensa esperava mais da equipe durante o ciclo de preparação para o torneio. Porém, dentro da competição, o cenário começa a mudar de forma bastante significativa. Inclusive, contra a Austrália, algumas decisões do argentino tiveram impacto direto no resultado.

Uma delas foi a mudança de sistema. Pochettino optou por atuar com três zagueiros, algo que ajudou os Estados Unidos a controlarem melhor os contra-ataques australianos sem abrir mão da agressividade ofensiva pelos lados do campo.

Além disso, o treinador também apostou em uma dupla de ataque formada por Balogun e Ricardo Pepi. Não era uma combinação utilizada com frequência, mas funcionou muito bem diante de uma defesa que atuava com cinco jogadores. A movimentação dos dois atacantes criou dificuldades para a linha defensiva australiana e abriu espaços que os americanos conseguiram aproveitar ao longo do confronto. Ao mesmo tempo, a presença dos alas em posições avançadas deu mais amplitude ao ataque e ajudou a empurrar o adversário para trás.

São ajustes que podem parecer simples olhando apenas para o resultado final. Porém, dentro de uma Copa do Mundo, onde os detalhes costumam decidir partidas, fazem enorme diferença.

Sendo assim, o trabalho de Pochettino começa a ganhar reconhecimento. A equipe apresenta organização, consegue controlar os jogos durante boa parte do tempo e mostra capacidade de se adaptar a cenários diferentes. Tudo isso passa diretamente pela influência do treinador.

É verdade que a classificação para o mata-mata ainda não garante nada. As partidas mais difíceis estão por vir e o nível de exigência aumentará consideravelmente a partir de agora. Mesmo assim, os Estados Unidos chegam à próxima fase com motivos claros para acreditar. A equipe soma duas vitórias, apresenta bom desempenho coletivo, vê jovens jogadores assumindo protagonismo e conta com um treinador que parece encontrar soluções importantes nos momentos decisivos.

Neste cenário, a sensação dentro da seleção americana é bastante positiva. Embalados pelos resultados e pelas atuações apresentadas até aqui, os Estados Unidos chegarão na fase eliminatória acreditando que podem buscar voos ainda maiores nesta Copa do Mundo disputada em casa.

Créditos da foto de capa: Getty Images Sport.