A Bélgica conquistou a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo após golear os Estados Unidos por 4 a 1, em pleno Lumen Field, em Seattle, nessa segunda-feira (06). O placar foi fruto de uma equipe que jogou de maneira agressiva, vertical e completamente eficiente por quase toda a partida.
Mais do que um grande placar a ser comemorado, o resultado coloca a Bélgica como uma das principais seleções desta competição, especialmente pelo poder ofensivo, responsável por marcar sete gols nos dois confrontos do mata-mata. A seleção europeia controlou o meio-campo, aproveitou os deslizes adversários e impôs uma agressividade ofensiva que não foi contida pela atrapalhada defesa dos Estados Unidos.
Com a classificação obtida, a Bélgica enfrenta a Espanha na próxima fase da Copa do Mundo. O jogo será realizado nesta sexta-feira (10), a partir das 16h (horário de Brasília).
Confira, a seguir, quatro pontos que marcaram a goleada belga.
A eficiência letal da Bélgica desde os primeiros minutos

Logo nos primeiros minutos da partida, a Bélgica já mostrava o poder ofensivo, mesmo sem a presença de Lukaku. Aos nove minutos, De Ketelaere marcou o primeiro gol e ruiu com o estilo de jogo dos Estados Unidos. Mesmo com o empate anotado por Tillman, a seleção treinada por Rudi Garcia respondeu com a melhor prova de letalidade mental e técnica ao marcar o segundo gol, dois minutos depois.
O gol relâmpago trouxe tranquilidade para a Bélgica, que enfrentava uma equipe desorganizada e tecnicamente e mentalmente instável. Na segunda etapa, a equipe enxergou a insegurança defensiva dos Estados Unidos e subiu a marcação. Esta maneira agressiva de jogar sem a bola gerou uma falha bizarra do goleiro Freese e Vanaken ampliou a vantagem.
Com o placar administrado, a Bélgica pouco atacou depois do terceiro gol. No entanto, Lukaku entrou em campo e, com fôlego, marcou o quarto gol em uma jogada que se iniciou com um novo erro dos defensores norte-americanos.
A desorganização defensiva dos Estados Unidos
Por mais que a Bélgica tenha méritos na classificação, os erros de posicionamento estrutural e falhas individuais dos Estados Unidos contribuíam para o placar final.
Desde o começo do jogo, a linha de quatro defensores escalada por Mauricio Pochettino concedeu muita liberdade aos meias belgas. Aos 9 minutos, a marcação permitiu o avanço, mas De Ketelaere aproveitou e abriu placar. Já aos 33 minutos, a falta de combatividade e o péssimo posicionamento da zaga deixaram que novamente De Ketelaere aparecesse e subisse livremente, sem sofrer pressão, para marcar o segundo gol.
Na etapa final, o colapso psicológico dos Estados Unidos ficou evidente. Sem Pulisic, a equipe avançou totalmente desorganizada, desprotegendo o meio-campo e deixando os zagueiros expostos. Isto foi fundamental para que o terceiro gol viesse de uma falha bizarra de Freese. Já nos minutos finais, em mais um erro dos estadunidenses, Lukaku marcou o gol derradeiro.
O protagonismo de Charles De Ketelaere
O atacante da Atalanta foi o grande destaque da goleada da Bélgica por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, demonstrando oportunismo e letalidade cirúrgicos na área ofensiva. Abriu o placar aos nove minutos e ampliou o placar aos 33 minutos, no momento mais crítico das belgas, que havia sofrido o gol de empate dois minutos antes.
Além de ter sido o artilheiro do jogo com dois gols, De Ketelaere participou do terceiro gol ao pressionar a saída de bola adversária e roubar a bola de Freese fora da área, dando assistência para Vanaken finalizar para o fundo das redes.
A falta de cobertura dos Estados Unidos

Um dos motivos da eficiência belga acontecer foi a falta de cobertura do meio-campo e das laterais da seleção norte-americana, deixando os zagueiros expostos a situações de inferioridade numérica. Com jogadores do meio frequentemente atrasados na recomposição, os atacantes da Bélgica encontraram espaços entre as linhas americanas para criar jogadas com total liberdade.
A exposição ficou mais clara depois da saída de Pulisic por lesão, no momento em que o time se lançou ao ataque de modo desordenado. A ausência de um encaixe de transição defensiva eficiente: os zagueiros ficaram completamente sozinhos e desprotegidos, tornando-se alvos para os passes em profundidade da Bélgica.
Créditos da foto da capa: Alex Grimm/Getty Images
