A Copa do Mundo de 2026 chega a um de seus momentos mais aguardados. Nesta terça-feira, França e Espanha se enfrentam por uma vaga na grande decisão do Mundial em um duelo que reúne duas das seleções mais fortes do planeta e alguns dos melhores jogadores da atualidade.
De um lado, a França chega embalada pelo favoritismo, liderada por Kylian Mbappé e um ataque que tem sido o mais temido da competição. Do outro, a Espanha aposta no controle da posse de bola, na qualidade do meio-campo e no talento de Lamine Yamal para tentar impedir os franceses de alcançarem mais uma final de Copa do Mundo.
França tenta chegar à terceira final consecutiva
A seleção francesa busca um feito histórico no Mundial. Caso elimine a Espanha, chegará à terceira final consecutiva de Copa do Mundo, algo que apenas Alemanha e Brasil conseguiram anteriormente.
Durante toda a competição, os comandados de Didier Deschamps confirmaram o favoritismo e demonstraram enorme poder ofensivo. A equipe eliminou Marrocos nas quartas de final e chega às semifinais com um dos ataques mais produtivos do torneio.
Grande parte desse desempenho passa por Kylian Mbappé. O atacante vive mais uma Copa de altíssimo nível e divide a liderança da artilharia com Lionel Messi. Além dos gols, segue sendo o principal responsável por acelerar os ataques franceses.
Mas a França não depende apenas do camisa 10. Ousmane Dembélé, Michael Olise e Désiré Doué formam um quarteto ofensivo capaz de decidir partidas a qualquer momento, tornando o setor ofensivo francês um dos mais completos da competição.
Espanha aposta no controle do jogo
Se a França impressiona pela velocidade e eficiência no ataque, a Espanha chega às semifinais apoiada em outra característica.
A equipe comandada por Luis de la Fuente domina a posse de bola como nenhuma outra seleção neste Mundial. O estilo de jogo espanhol prioriza paciência na construção das jogadas, circulação constante da bola e controle do ritmo da partida.
Essa estratégia também fortalece o sistema defensivo. Como passa grande parte do tempo com a posse, a Espanha reduz o número de ataques sofridos e chega às semifinais com uma das melhores defesas da competição.
Além disso, a seleção espanhola lidera o torneio em volume de passes realizados no último terço do campo e mantém um elevado índice de precisão nas trocas de bola.
Rodri é o cérebro da seleção espanhola
Boa parte desse domínio passa pelos pés de Rodri.
O volante é responsável por iniciar praticamente todas as jogadas ofensivas da Espanha, distribuindo passes verticais e controlando a circulação da bola entre defesa e ataque.
Além da qualidade técnica, Rodri também exerce papel fundamental na recuperação da posse e na organização defensiva, sendo considerado um dos jogadores mais importantes da equipe.
Sua capacidade de acelerar as transições será decisiva para tentar neutralizar a pressão exercida pelo ataque francês.
Lamine Yamal pode ser o diferencial
Outro nome que desperta enorme expectativa é Lamine Yamal.
O jovem atacante do Barcelona ainda não apresentou seu melhor futebol nesta Copa, muito em função de uma lesão muscular que limitou sua participação durante parte da competição.
Mesmo assim, continua sendo uma das principais armas ofensivas da Espanha.
Com velocidade, dribles e facilidade para vencer duelos individuais, Yamal costuma receber passes em profundidade justamente de Rodri, criando situações perigosas pelos lados do campo.
Caso consiga repetir as atuações que o transformaram em um dos grandes talentos do futebol mundial, poderá desequilibrar diante da defesa francesa.
França chega com ataque mais eficiente do Mundial
Embora a Espanha controle as partidas por meio da posse de bola, a França apresenta números ofensivos superiores.
Os franceses aparecem entre os ataques mais produtivos da Copa, liderando estatísticas como finalizações certas e expectativa de gols criados (xG).
Além disso, a equipe distribui bem suas ações ofensivas. Se Mbappé for bem marcado, jogadores como Dembélé, Olise e Doué também oferecem enorme capacidade para decidir partidas.
Essa variedade torna a missão espanhola ainda mais complicada.
Meio-campo pode definir o classificado
Um dos setores mais importantes da semifinal será justamente o meio-campo.
A Espanha leva vantagem numérica e técnica nesse setor, contando com Rodri, Pedri e Dani Olmo para controlar a posse e criar espaços.
Já a França deve atuar com Manu Koné e Adrien Rabiot, dupla que terá a missão de suportar a pressão exercida pelos espanhóis e acelerar os contra-ataques.
Se conseguir dominar essa região do campo, a Espanha terá mais chances de limitar as ações ofensivas francesas e impor seu estilo de jogo.
Favoritismo francês encontra maior desafio da Copa
Mesmo sendo apontada como favorita ao título, a França encara justamente a seleção que reúne as melhores condições para interromper sua caminhada.
A Espanha já demonstrou nos últimos anos que sabe competir diante dos franceses e venceu o confronto entre as duas equipes na Eurocopa de 2024.
Agora, a expectativa é de mais um duelo equilibrado entre duas escolas tradicionais do futebol europeu.
Enquanto Mbappé tenta conduzir a França a mais uma decisão de Copa do Mundo, Rodri e Lamine Yamal lideram a esperança espanhola de voltar à final do torneio pela primeira vez desde o título conquistado em 2010.
Com elencos recheados de estrelas e estilos completamente diferentes, França e Espanha prometem protagonizar uma das maiores partidas da Copa do Mundo de 2026.
Foto: Arte O GLOBO