Quando a Espanha começou a trajetória na Copa do Mundo, ao empatar em 0 a 0 com Cabo Verde, era difícil a caminhada marcada por emoções e um futebol contagioso. Mais de 30 dias e sete jogos depois, o treinador e os jogadores levantaram a taça em um jogo baseado na coletividade e no domínio da posse de bola.
A equipe foi capaz de trazer o melhor dos atletas a cada partida, diminuindo os pontos fortes dos adversários e fazendo com que o amante do futebol estivesse satisfeito com o futebol praticado pela Espanha. Mesmo tendo Luis de la Fuente como o grande arquiteto, o treinador sempre deixou claro que o coletivo era o essencial para levar a equipe longe.
A atuação da Espanha contra a Argentina na decisão
A coletividade foi mostrada na final contra a Argentina, nesse domingo (19). No primeiro tempo da prorrogação, Rodri e Laporte, dois dos principais pilares fundamentais da Espanha, foram substituídos por Eric García e Zubimendi, atletas que nunca haviam disputado um minuto na Copa do Mundo.
Portanto, é de se reconhecer o trabalho do comandante. Naquele que é considerado o momento mais importante de sua carreira profissional, Luis de la Fuente apostou em dois jogadores que esperavam a oportunidade, após semanas de treinamentos e sofrimentos. A tão almejada chance chegou no maior jogo, onde foi demonstrado o verdadeiro significado da palavra “equipe”.
Já na decisão, outros assuntos poderiam ser colocados à prova, tais como o estado do campo, a arbitragem, a duração dos intervalos, as pausas para hidratação, o comportamento da seleção argentina depois do confronto… Outros temas poderiam ter sido escritos; no entanto, isto faria com que o foco fosse perdido e não houvesse concentração no tema principal que garantiu o bicampeonato da Copa do Mundo.
Apenas uma equipe que saiba controlar poderia fazer com que craques como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Julián Álvarez, Kylian Mbappé, Dembélé , Vitinha, Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku , Darwin Núñez e Federico Valverde passassem despercebidos e não chegassem a incomodar o goleiro Unai Simón. Uma das principais afirmações do futebol é que a melhor defesa é um bom ataque, porém, nunca essa máxima foi tão claramente exemplificada como na seleção espanhola de 2026.
A final, iniciou com ambas as equipes tentando impor seus esquemas de jogo. A Argentina começou com a formação 4-4-2 que, com a ausência da bola, se transformava em um 5-3-1-1. Rodrigo De Paul recuou para se tornar o quinto membro da linha defensiva, jogando praticamente na ala-direita, enquanto Julián Álvarez se posicionava à frente do trio de meio-campo formado por Enzo Fernández, Alexis McAllister e Nico González.
Com esta adaptação, a Argentina igualou o quinteto que a Espanha costuma usar no sistema ofensivo: Marc Cucurella , Baena , Oyarzabal, Dani Olmo e Lamine Yamal. Também reforçou o meio-campo com três jogadores fisicamente imponentes, adicionando Julián Álvarez adiantado, próximo a Rodri, com a meta de desestabilizar o jogo de passes espanhol. Enquanto isso, Messi se manteve mais avançado no campo, completamente livre de obrigações defensivas.
Justamente nesta função, a Argentina encontrou o calcanhar de Aquiles. Com o atacante do Atlético de Madrid trabalhando arduamente, pressionando e tentando interromper a construção de partida da Espanha, porém, Messi simbolizou uma realidade oposta. O camisa 10 continuou sendo uma ameaça quando recebia a bola, pois a mentalidade e a influência ainda são essencialmente ofensivas, mas o esforço na pressão não possui impacto semelhante.
O lance que mudou a partida
Por mais que tenha dominado o jogo, a Espanha conseguiu encontrar maior facilidade quando Enzo Fernández foi expulso ao cometer uma falta em Cubarsí. Com a perda de um importante jogador adversário, La Roja achou maior espaço e marcou o gol no segundo tempo da prorrogação.
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Então, aos 106 minutos, veio um dos gols mais importante da história da Espanha. Zubimendi passou para Lamine Yamal, que tocou para Pedro Porro. O jogador cruzou para Nico William, que cabeceou para Ferran Torres que finalizou para o fundo das redes.
Créditos da foto da capa: Alex Pantling/FIFA/Getty Images


