Após passar por um período difícil por conta da lesão sofrida na temporada 2025/26, o atacante Rodrygo está em uma fase mais tranquila da recuperação. No confronto do Real Madrid contra o Getafe em 02 de março, o jogador sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral, afastando-se dos gramados por doze meses. Entretanto, o avanço na recuperação fez com que o tempo reduzisse para dez meses.
Nesta terça-feira (21) completam-se 138 dias da lesão. O indício de que Rodrygo teria problema naquela partida começou antes do apito inicial, quando ele sentiu um estalo no momento em que se preparava para correr. Depois do lance que resultou na lesão, ele sentiu um desconforto subsequente no vestiário.
O aviso veio no dia seguinte, quando foram detectados uma ressonância magnética e um diagnóstico. Rodrygo precisou se submeter a uma cirurgia e encerrou sua participação na temporada. O impacto muscular foi tão grande que ele não foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti da seleção brasileira para a Copa do Mundo. Em uma carta divulgada nas redes sociais, Rodrygo confessou a tristeza com a notícia ” Um dos piores dias da minha vida ” .
Contagem regressiva para o retorno
Em 10 de março, ele realizou uma cirurgia. A espera de oito dias aconteceu porque é recomendado um período de repouso até que o inchaço inicial diminua, facilitando assim o procedimento. Sem pressão externa, o tempo de recuperação iniciou após o retorno e exigiu uma disciplina de Rodrygo.
Mesmo com o conturbado começo, há um otimismo nos dias atuais. Porque o jogador trabalha incansavelmente há quatro meses, desde longas sessões de fisioterapia e reabilitação, passando pela recuperação da mobilidade do joelho e alinhando com sessões de academia para que continue com a forma física.
Este esforço de Rodrygo trouxe consequências positivas ao atleta. Devido ao progresso, ele levou uma vida normal fora do campo, participando de eventos promocionais e viajando para a América do Norte para assistir aos jogos como torcedor do Brasil na Copa do Mundo. Além de espectador, teve um encontro com o seu maior ídolo do futebol: Cristiano Ronaldo.
O objetivo de voltar a jogar em janeiro
Dois conceitos são cruciais para o retorno: liberação médica e liberação competitiva . O primeiro remete ao momento em que, do ponto de vista médico, uma lesão é considerada totalmente curada.
Já o segundo se refere ao condicionamento físico do jogador, para que ele possa jogar no mesmo nível que seus colegas de time e adversários. A expectativa para a liberação médica é que ocorra em janeiro. Caso confirmada, o tempo de recuperação seria de dez meses. Em outras, significa o mínimo dentro do intervalo do seu diagnóstico inicial. Trata-se do tempo necessário para participar das grandes partidas e até mesmo para voltar a ser titular do Real Madrid.
Enquanto realiza o trabalho físico, Rodrygo está em Valdebebas desde o dia 13 de julho para fazer exames médicos . Ele chegou junto com os oito jogadores do elenco principal que não disputaram a Copa do Mundo (Andriy Lunin, Trent Alexander-Arnold, Dean Huijsen, Raúl Asencio, Álvaro Carreras, Eduardo Camavinga, Franco Mastantuono e Gonzalo García) e os outros dois atletas lesionados (Éder Militão e Ferland Mendy).
Depois, migrou-se para as instalações do Real Madrid, realizando fisioterapia e trabalho na academia. Ele continuou o progresso em uma jornada individual, porém não se limitou ao mínimo de atividades necessárias. Ao contrário, Rodrygo é muito próximo do grupo: assistindo aos treinos inteiros no campo , dialogando, apoiando e incentivando os companheiros. Inclusive, ele já foi visto no banco de reservas no final da última temporada. Mas agora, ele está ainda mais perto. Bem ao lado da bola, ao lado dos colegas.
Créditos da foto da capa: Reprodução/Real Madrid


