Não faz muitos meses que Alec Pierce renovou seu contrato com o Indianapolis Colts. Com o novo vínculo (quatro anos, US$114 milhões), ficou claro que os Colts têm o objetivo de transformar Pierce no principal recebedor da equipe em 2026. Mas isso vai demorar um pouco.
Atualmente, Alec Pierce segue sua reabilitação após ter sofrido uma lesão séria no tornozelo na temporada passada. Isso o tirará de ação durante o início do training camp dos Colts. Ao que tudo indica, ele ficará fora por toda a pré-temporada.
Os Colts colocaram Alec Pierce na lista de jogadores fisicamente incapazes de jogar na segunda-feira, 27, com o início do training camp programado para quarta-feira, 29. O técnico Shane Steichen disse que Pierce retornará eventualmente e que a equipe terá um plano de retomada gradual em vigor quando ele estiver liberado.
E uma pergunta é criada sobre essa situação: o Indianapolis Colts precisa se preocupar com a situação de Alec Pierce?

Alec Pierce é motivo de preocupação
Alec Pierce foi submetido a uma cirurgia no tornozelo no final de março — após assinar a extensão do contrato — e a previsão era de quatro a seis meses de reabilitação. Já se passaram quatro meses e Pierce continua afastado. Essa é a má notícia.
A boa notícia é que ele pode sair a qualquer momento e, assim que Pierce sair, poderá treinar imediatamente. Acima de tudo, a lista de jogadores fisicamente incapazes (PUP) é uma rede de segurança processual para proteger as equipes caso algumas lesões demorem mais para cicatrizar.
Mas se o tempo de recuperação de Pierce se estender para perto de seis meses, ele retornaria por volta da Semana 3. Os Colts enfrentam os Ravens, Chiefs e Texans — três pesos-pesados da AFC — nos três primeiros jogos da temporada. Eles precisam de Pierce em campo, especialmente depois de deixarem Michael Pittman Jr. (Pittsburgh Steelers) sair nesta offseason e com o colapso da temporada passada ainda deixando um gosto amargo.
No momento, não há indícios de que Pierce vá perder jogos da temporada regular. Mas ele também precisa de um período adequado de preparação para o início da temporada. Os Colts podem optar por não incluí-lo nos jogos de pré-temporada, mas, em um mundo ideal, eles vão querer que seu principal recebedor (WR1) tenha bastante tempo de treino para estar em plena forma até a Semana 1.
Os Colts já estão apreensivos com a posição de quarterback, onde Daniel Jones está retornando de uma lesão no tendão de Aquiles sofrida há menos de oito meses. Jones declarou-se pronto para jogar, sem restrições, no início do training camp. Essa é uma ótima notícia. Mas também representa um período de recuperação muito rápido, mesmo para os padrões atuais.
Os Colts têm um ataque diversificado — com um Jones e um Alec Pierce saudáveis.
Sem Pierce, o poder de fogo muda drasticamente, mesmo que ele não tenha sido um recebedor de alto volume até agora. Josh Downs é uma opção sólida, e o tight end Tyler Warren deve ter um papel ainda maior no segundo ano, mas a velocidade vertical de Pierce foi o que ajudou a tornar o ataque dos Colts — em seu auge — o que ele foi em 2025.
Espera-se mais dele em 2026, depois que os Colts o tornaram o 13º recebedor mais bem pago da liga. Ele liderou a NFL em jardas por recepção nas últimas duas temporadas, mas também está apenas em 52º em recepções, 21º em jardas recebidas e 17º em touchdowns recebidos entre os wide receivers. Pierce foi alvo de passes apenas 84 vezes na última temporada e tem uma média de 74 passes recebidos ao longo de suas quatro temporadas; esse número precisa ser superior a 100 para que Pierce consiga jogar uma temporada completa.
O cenário ideal, obviamente, é que a cirurgia tenha sido bem-sucedida, que Pierce seja liberado para jogar logo no início do treinamento e que consiga recuperar totalmente a sua força bem antes da Semana 1. Se isso acontecer, os Colts podem realmente ter um jogador decisivo, capaz de apresentar um desempenho ainda melhor. Mas se houver contratempos em sua reabilitação, ou se a lesão não sarar completamente, isso muda significativamente o cenário dos Colts, que já é preocupante.
(Foto principal: Getty Images)



