O Arsenal está prestes a fazer duas contratações bombásticas para a Premier League, que são as chegadas de Vinícius Júnior e Bruno Guimarães ao clube. Apesar do impacto dentro de campo que a contratação dos brasileiros causariam no Emirates Stadium, o preço desse projeto vai muito além dos valores que serão pagos pelos dois. Para viabilizar as duas chegadas, o Arsenal pode ser obrigado a abrir mão de jogadores formados nas categorias de base do clube, e é justamente nesse cenário que o Manchester United enxergou uma oportunidade.
Os Red Devils monitoram de perto a situação de Myles Lewis-Skelly, jovem jogador revelado pelas categorias de base do próprio Arsenal, cujo futuro no clube pode ficar mais incerto caso as negociações por Bruno Guimarães e Vinícius Júnior realmente se concretizem nos próximos dias.
As contratações que impactariam o caixa do Arsenal
O acordo por Bruno Guimarães já avançou de forma significativa. O Arsenal aumentou a proposta ao Newcastle para cerca de 80 milhões de libras (cerca de R$ 548 milhões), incluindo bônus, e o meio-campo brasileiro deve realizar exames médicos já nesta segunda-feira, com contrato de cinco temporadas praticamente acertado. A saída de um dos maiores destaques do Newcastle representaria mais um golpe no planejamento do clube, que já perdeu outros nomes importantes do elenco ao longo desta janela.
Ao mesmo tempo, as negociações por Vinícius Júnior também caminham para um acerto positivo. Os termos pessoais entre o atacante brasileiro e o Arsenal já estariam encaminhados, com o jogador do Real Madrid entrando no último ano de contrato no clube espanhol. A dupla de reforços daria a Mikel Arteta exatamente o que ele considera essencial para não repetir os deslizes da temporada passada, um meio-campo mais dominante e uma opção de desequilíbrio pela ponta esquerda para dividir a atenção da marcação adversária com Bukayo Saka.
Por que Lewis-Skelly virou alvo do Manchester United
O interesse do Manchester United por Lewis-Skelly não é recente. O clube já havia demonstrado interesse pelo jovem em março, período em que o jogador vivia um momento de pouco prestígio no time titular do Arsenal, mas a atenção ganhou força após a reta final de temporada em que o jogador voltou a se firmar, sendo titular na final da UEFA Champions League contra o Paris Saint-Germain.
A necessidade da lateral-esquerda no elenco comandado por Michael Carrick também ajuda a explicar o movimento. Luke Shaw, aos 31 anos, foi titular em todas as partidas do Campeonato Inglês na última temporada pela primeira vez na carreira. Sem muitas opções, e com Patrick Dorgu sendo visto mais como ponta do que como lateral, Harry Amass segue como única alternativa de origem para a posição, reforçando a necessidade do Manchester United de trazer um jogador da idade de Amass, com margem para evolução, mas com currículo muito maior na Premier League e na Champions.
Apesar da maior necessidade do Arsenal seja em reforçar a lateral-esquerda do clube, Lewis-Skelly também pode atuar no meio-campo, dando versatilidade ao time.
Por que o Arsenal poderia vender jovens jogadores
Do lado do Arsenal, a saída de Lewis-Skelly seria favorável ao caixa do clube. Lewis-Skelly foi formado nas categorias de base do clube, significando que qualquer valor recebido por sua venda seria contabilizado aos Gunners, sendo importante para equilibrar o investimento pesado nos dois brasileiros dentro das regras financeiras da Premier League. A mesma lógica vale para outro jovem talentoso da base, Ethan Nwaneri, que também teve o nome circulando como possível fonte de receita para financiar as contratações.
O clube já deu indícios dessa tática ao encaminhar a saída de Christian Norgaard, abrindo espaço no elenco justamente para a chegada de Bruno Guimarães, enquanto o futuro de Gabriel Martinelli segue como assunto especulado, por conta da proximidade do atacante com o compatriota que pode estar a caminho do Emirates.
A tendência é que mais saídas sejam necessárias para fechar a conta, além de ser importante dentro de campo, visto que trocar jovens promessas por nomes no auge da carreira traga vantagens evidentes no curto prazo e médio prazo.
Créditos da foto de capa: Getty Images



