Não tem sido uma temporada fácil para o Internacional, o que já era esperado pelos inúmeros problemas que o clube passa. Entretanto, ainda tem, dentro de seu próprio limite, conseguido se manter competitivo. A partida contra o Corinthians na Copa do Brasil e até mesmo o empate com o Flamengo na última rodada do Brasileirão mostraram bem isso.
Não é uma equipe que tem grande sucesso ao ficar com a bola nos pés. Ironicamente, todas as vezes que teve menos posse de bola, o Colorado saiu com a vitória. E aqui estão a chave e o fator que podem fazer a real diferença até o fim do ano: a transição.

Internacional se encontra em campo
Ainda não é perfeito, mas o Internacional vai mostrando que pode conquistar resultados importantes. Com um elenco muito abaixo do esperado para um grande clube, não é um time que se destaca pela qualidade apresentada em campo. No entanto, o técnico Paulo Pezzolano tem encontrado formas de fazer a equipe atuar bem.
O treinador entendeu que é necessário se manter bem defensivamente e, nos últimos três jogos, entrou em campo com três zagueiros. Guillermo Maripán, aliás, tem sido peça importante para isso. O reforço foi criticado nas duas primeiras partidas que fez após o retorno do futebol brasileiro, só que já conseguiu se encontrar bem.
Outro destaque na defesa é Gabriel Mecado e, juntos, garantiram um ótimo sistema defensivo, especialmente contra o Corinthians neste domingo (2). A construção do bom momento do Colorado passa por aí e também pela transição ofensiva, com o clube gaúcho se mostrando cada vez mais forte.
A posse de bola tem sido um problema, com os jogadores apresentando dificuldade em saber o que fazer quando podem dominar este aspecto. Entretanto, a rapidez da transição permite aos atletas apenas avançar para o ataque, com uma boa velocidade. São esses contra-ataques que têm sido a força ofensiva do time.
Carbonero e Bernabei foram acionados diversas vezes nesta situação contra o Corinthians. Pezzolano vem mantendo um sistema de 3-4-2-1, garantindo uma solidez na defesa e no meio-campo, sendo o principal ponto para o sucesso na transição do Inter neste momento.

Futebol reativo deu certo
Desde o começo do ano, o Internacional tem mostrado dificuldade em ficar com a posse de bola. Isso ainda não é algo que mudou, o que fez Pezzolano alterar as coisas e até mesmo abandonar a sua forma de jogar. O técnico sempre deixou claro que gosta de intensidade e de que a equipe parta para o ataque.
No entanto, quando tentou isso com o Colorado, não teve muito sucesso. O futebol reativo, com a equipe se mantendo mais sólida na defesa e criando a transição ofensiva, se mostrou muito mais correto para o Inter. É claro, erros de jogadores têm custado algumas vitórias importantes, como foi contra o Flamengo.
Mas é uma forma que tem evitado derrotas e, na atual situação do clube gaúcho, já é algo a ser comemorado. Na temporada e excluindo as estatísticas do Gauchão, o Internacional não tem sido um time que marca muitos gols. Em 25 jogos em competições nacionais, foram apenas 32 bolas na rede.
Os problemas no ataque chamam a atenção, e também é o que faz o clube continuar a busca por atacantes no mercado. Mas Pezzolano encontrou uma forma de fazer com que seus jogadores marquem: o contra-ataque. Por enquanto, tem sido um ponto forte para um sistema ofensivo que precisava encontrar algo positivo.
Foto: Ricardo Duarte/Internacional



