Fluminense e Vasco fizeram um grande clássico nessa quarta-feira (05), pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Em um jogo movimentado desde os primeiros minutos, o Cruzmaltino derrotou o Tricolor das Laranjeiras por 3 a 1, no Maracanã, e em certos momentos chegou a lembrar dos velhos tempos dos duelos deste que é um dos maiores clássicos do futebol nacional.
A vitória mostrou a força da eficiência ofensiva vascaína, que teve o maior número de finalizações, mesmo com uma menor posse de bola (43% a 57%). Já a equipe treinada por Luís Zubeldía esboçou uma reação apenas no segundo tempo, porém a pressão parava na forte marcação do Vasco e na falta de criação e de atenção dos jogadores de ataque.
A estrela decisiva de Brenner
Brenner era um dos jogadores mais criticados do Vasco, antes do clássico começar. Contratado pelo Vasco por €5 milhões (R$ 31 milhões), o jogador de 26 anos tinha marcado apenas três gols em 27 partidas pelo Cruzmaltino. As atuações do atacante pioravam a cada jogo e chegaram à marca de quase quatro meses sem marcar gols pelo Vasco.
Contudo, mostrou que tinha uma estrela na partida mais importante do clube no ano. Logo aos 18 minutos do primeiro tempo, ele recebeu um passe na entrada da área, se livrou da marcação e mandou um chute preciso, encobrindo o goleiro Fábio. O gol trouxe leveza a Brenner, que teve uma atuação mais tranquila e segura a partir de então.
Já na etapa final, a história se repetiu em um momento mais significativo do jogo, com domínio ofensivo do Fluminense. Em uma jogada de contra-ataque, Andrés Gómez avançou pela ponta direita e cruzou para Brenner, que, bem posicionado, apenas tocou para o fundo da rede e se tornou o principal nome do clássico. Já que tinha atuado no começo da carreira pelo Fluminense, ele mostrou mais uma vez o funcionamento da “Lei do Ex” no futebol brasileiro.
Mais do que os gols, Brenner teve uma importância tática para a equipe de Pedro Emanuel. Ele teve intensidade na marcação sob pressão dos defensores do tricolor carioca e fez bem o papel de pivô, sustentando lances de costas da primeira linha adversária.
A reação tardia do Fluminense

O Fluminense praticamente não atacou na primeira etapa, jogando recuado e deixando poucos espaços para o Vasco. A primeira finalização veio apenas aos 44 minutos, quando John Kennedy chutou no canto esquerdo de Léo Jardim, que agarrou a bola.
Já no segundo tempo, a atuação foi diferente. O tricolor teve uma postura agressiva, com maior volume de jogo e maior participação dos jogadores do meio-campo e do ataque. Logo no primeiro minuto, Canobbio acertou a trave e Guga errou um passe na entrada da área.
No entanto, no primeiro deslize, levou o segundo gol vascaíno, marcado novamente por Brenner. Com a saída de John Kennedy, Zubeldía colocou Hulk e Cano, peças fundamentais para que o Fluminense continuasse pressionando até o gol de Martinelli aos 29 minutos, porém, o nervosismo no último terço do campo impossibilitou o empate, que se tornou impossível com o gol sofrido por Puma Rodríguez.
O contragolpe letal do Vasco da Gama
Depois de Martinelli diminuir a vantagem vascaína, o Cruzmaltino se fechou em duas linhas compactas no sistema defensivo. Além de se defenderem, os jogadores tiveram atenção na recuperação da posse de bola no campo de defesa e acionaram imediatamente os atletas ofensivos com passes verticais.
Com a presença da maioria dos jogadores do Fluminense no campo de ataque, o contra-ataque se tornou a principal forma do Vasco investir no ataque e assim saiu o gol da classificação. Em um lance pela esquerda, Puma Rodríguez permaneceu livre na área vascaína, invadiu a área e tocou na saída de Fábio para encerrar o clássico.
Créditos da foto da capa: Matheus Lima/Vasco



