Palmeiras empata com Cerro Porteño
Futebol Libertadores

Em erro de Carlos Miguel, Palmeiras leva empate do Cerro Porteño no final. Confira as impressões do jogo

O Palmeiras não conseguiu aproveitar o fator local nesta quarta-feira (12), ao empatar em 1 a 1 com o Cerro Porteño, no Nubank Parque, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América. O placar não condiz com a atuação alviverde, que apresentou um domínio ofensivo e de posse de bola sobre o time paraguaio. Entretanto, a falta de criatividade se fez presente, enquanto o Cerro possui uma maior eficiência ofensiva.

Mais do que apenas um resultado, o confronto deixou algumas conclusões importantes sobre os atuais momentos das duas equipes. Da dificuldade do Palmeiras em criar perigosas oportunidades de gol ao resiliente sistema defensivo paraguaio, a primeira partida do mata-mata da competição reforçou que o Verdão não vive os melhores momentos, apesar da liderança no Campeonato Brasileiro.

Domínio ofensivo sem eficiência

Jhon Arias x Cerro Porteño
Foto: Miguel Schincariol/AFP

O empate sofrido pelo Palmeiras em casa aconteceu também pela dificuldade da equipe em mostrar a efetividade nas conclusões ofensivas. O alviverde teve um domínio do ataque, que fica nítido ao verificar as finalizações obtidas (20 a 8). O controle do campo adversário e a intensidade na pressão fizeram com que o Cerro Porteño ficasse encurralado durante grande parte do jogo, evidenciando a superioridade técnica e tática do Palmeiras nesta partida.

Ainda que tenha havido ampla produção de jogadas, faltou ao alviverde a eficiência para que pudesse traduzir essa superioridade em uma vantagem confortável para o jogo da volta. Os atacantes pararam em um inspirado Roffo, responsável por sete defesas realizadas e pelo desperdício de chances cruciais, tal como uma finalização de Vitor Roque salva quase em cima da linha no primeiro tempo e um chute na trave feito por Jhon Arias na etapa final.

A incapacidade de transformar o alto número de finalizações em gols teve uma consequência dura para o Palmeiras ao término do jogo. A ausência de gols tornou o gol de Flaco López insuficiente após o gol de Vegetti.

A segurança defensiva do Cerro Porteño

O importante ponto conquistado pelo Cerro Porteño veio pela resiliente atuação defensiva da equipe, em meio à enorme pressão sofrida. O time de Ariel Holan foi escalado em um esquema tático compacto, fundamental para suportar um imenso número de 20 finalizações do Palmeiras e a ótima marca de 61 bolas rebatidas pelo alto.

Ainda que tenha tido sufoco em diversas ocasiões, o Cerro Porteño manteve a calma e não se desestabilizou emocionalmente. Com isto, a equipe seguiu à risca a estratégia de não deixar espaços para o Palmeiras atacar.

O principal destaque foi o goleiro Roffo, considerado o destaque da partida, graças às defesas realizadas. Com sete milagres capitais, a atuação dele não apenas evitou a construção de um placar mais confortável ao Palmeiras, mas também trouxe segurança para que o time mantivesse o 1 a 0 e buscasse o empate, com gol de Vegetti.

O oscilante desempenho de Carlos Miguel

Por mais que Andreas Pereira tenha tido a parcela no empate pela expulsão, a atuação do goleiro Carlos Miguel foi fundamental para que o Palmeiras sofresse o empate ao final. Durante a maior parte do jogo, ele manteve segurança e atenção nas poucas vezes que foi acionado, controlando com êxito na área e neutralizadas as raras, porém traiçoeiras investidas em contra-ataque do Centro Porteño.

A presença de Carlos Miguel contribuiu para que o sistema defensivo tivesse tranquilidade, que necessitou ser reforçado depois da expulsão de Andreas Pereira, aos 27 minutos do segundo tempo. Todavia, como acontece com todo goleiro, uma atuação boa pode ser esquecida após um erro.

Faltando apenas três minutos para o encerramento do confronto, ele não conseguiu interceptar um cruzamento despretensioso de Jonatán Torres, que foi aceito por Carlos Miguel e chegou a tocar no goleiro.

Créditos da foto da capa: Miguel Schincariol/AFP