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Bahia vacila, empata com a Chapecoense em jogo animado e chega à quinta igualdade seguida

Bahia e Chapecoense protagonizaram um dos jogos mais movimentados da 23ª rodada do Brasileirão. Na manhã deste domingo (16), as equipes empataram por 3 a 3 em uma partida marcada por alternância de domínio, falhas defensivas e boas finalizações. O resultado manteve o Tricolor em sequência de empates e prolongou o jejum de vitórias da equipe catarinense.

Com o empate, o Bahia chegou aos 34 pontos e subiu momentaneamente para a quinta colocação do Brasileirão. O time baiano, porém, segue sem vencer há cinco partidas consecutivas. A Chapecoense, por sua vez, chegou aos 11 pontos e permanece na última posição da tabela, ainda sem conseguir transformar as boas atuações em resultados positivos.

Bahia sai na frente, mas Chapecoense reage

Mesmo atuando fora de casa, o Bahia começou a partida tentando assumir o controle da posse de bola. A equipe trocava passes desde o campo defensivo e buscava encontrar espaços diante de uma Chapecoense compacta, que apostava principalmente na intensidade para dificultar a construção dos visitantes.

A estratégia dos donos da casa funcionou durante boa parte do início do jogo. O Bahia tinha a bola, mas encontrava dificuldades para transformar a posse em oportunidades claras. Até que um erro defensivo abriu espaço para o primeiro gol.

Aos 13 minutos, Erick Pulga recebeu dentro da área e foi derrubado por Heitor. O árbitro marcou pênalti, e Alejo Veliz assumiu a cobrança. O atacante bateu rasteiro, o goleiro ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse. Bahia na frente por 1 a 0.

O gol, entretanto, não fez o Tricolor controlar a partida. A equipe diminuiu o ritmo e permitiu que a Chapecoense avançasse suas linhas. A resposta veio rapidamente. Aos 19 minutos, Yago Felipe recebeu pela direita e levantou a bola na área. Giovanni Augusto apareceu livre, dominou e finalizou com precisão para deixar tudo igual. O gol deu confiança à equipe catarinense, que passou a explorar os espaços deixados pelo Bahia nas transições.

O empate expôs um problema que acompanharia o Tricolor durante boa parte da partida: a dificuldade para criar jogadas ofensivas com a bola no chão. O Bahia voltou a ter maior posse, mas não conseguia acelerar as ações no último terço. As finalizações apareceram, porém sem direção suficiente para ameaçar a meta adversária.

A Chapecoense, por outro lado, encontrava espaços nos contra-ataques e passou a ser mais perigosa mesmo com menos tempo de posse. Quando o primeiro tempo caminhava para o empate, o Bahia conseguiu recuperar a vantagem. Aos 42 minutos, o Tricolor finalmente encaixou uma sequência de passes rápidos no ataque. Erick Pulga recebeu dentro da área e bateu para o meio. A bola encontrou Kauan Faria, que desviou contra a própria meta e marcou gol contra.

O Bahia foi para o intervalo vencendo por 2 a 1, mas sem transmitir a sensação de que tinha o controle da partida.

Chapecoense muda no intervalo e volta pressionando

A Chapecoense voltou para o segundo tempo com três alterações e uma mudança na estrutura tática. A transformação foi imediata. A equipe catarinense passou a pressionar mais alto e encontrou espaços na defesa baiana.

Logo aos três minutos, Giovanni Augusto recebeu pela direita, levantou a cabeça e encontrou Marcinho dentro da área. O atacante dominou com qualidade, tirou Juba da jogada e finalizou com força para empatar novamente.

O 2 a 2 deixou a partida ainda mais aberta. O Bahia sentiu o empate e passou a encontrar dificuldades para controlar o meio-campo. A Chapecoense aproveitou o momento para pressionar e chegou a marcar o que seria o gol da virada, mas o lance foi anulado por impedimento na origem da jogada.

A partida ganhou ritmo e passou a ser disputada em velocidade, com os dois times encontrando espaços para atacar. O Bahia, que até então tinha produzido pouco no segundo tempo, voltou a ficar na frente aos 20 minutos.

Jean Lucas tentou ajeitar a bola no meio-campo e acabou entregando a posse para Acevedo. O volante aproveitou o erro, avançou e soltou uma pancada de fora da área. A finalização foi no ângulo, sem chances para o goleiro. Um golaço que colocou o Bahia novamente em vantagem: 3 a 2.

O gol poderia ter representado o momento de controle do Tricolor, mas a Chapecoense novamente encontrou forças para reagir.

Aos 26 minutos, a equipe catarinense construiu mais uma boa jogada pelo setor direito. Giovanni Augusto recebeu após cobrança de lateral, invadiu a área e levantou a cabeça antes de fazer o cruzamento.

Túlio Eduardo apareceu completamente livre e cabeceou com força para o fundo das redes. O goleiro do Bahia não teve tempo de reação, e o placar voltou a ficar igual: 3 a 3.

O terceiro empate da partida aumentou a tensão nos minutos finais. O Bahia voltou a ficar mais tempo com a bola e tentou encontrar espaços para marcar pela quarta vez. A Chapecoense, por sua vez, diminuiu um pouco o ritmo e passou a proteger mais a própria área.

As substituições e a parada técnica também contribuíram para reduzir a intensidade que havia marcado a segunda etapa. Ainda assim, o Bahia teve uma oportunidade clara para decidir o jogo.

Aos 44 minutos, Erick recebeu cruzamento vindo da esquerda e apareceu livre na pequena área. O atacante conseguiu cabecear para baixo, buscando dificultar a defesa, mas a bola passou muito perto da trave e saiu. Foi a última grande oportunidade da partida.

Empate reflete o momento das duas equipes

O empate por 3 a 3 acabou refletindo o equilíbrio de um confronto em que nenhuma das equipes conseguiu sustentar o controle por longos períodos. O Bahia teve mais posse e buscou organizar o jogo desde o início, mas mostrou pouca inspiração em diversos momentos. A Chapecoense compensou a menor qualidade técnica com intensidade, pressão e eficiência nas transições.

Para o Bahia, o resultado amplia uma sequência que começa a incomodar: são cinco empates consecutivos no Campeonato Brasileiro. Apesar da permanência na parte de cima da tabela, a equipe perdeu a oportunidade de somar três pontos contra o lanterna e ganhar força na disputa pelas primeiras posições.

A Chapecoense também sai de campo com sentimentos divididos. O time mostrou capacidade de reação em três momentos diferentes da partida e marcou três gols contra um dos times que brigam na parte de cima da tabela. Por outro lado, novamente deixou escapar uma vitória que poderia ser importante na tentativa de escapar da última colocação.

No fim, seis gols, alternância constante no placar e dois times com motivos diferentes para lamentar o resultado. O Bahia segue pontuando, mas continua sem vencer. A Chapecoense mostra poder de reação, porém ainda não consegue transformar suas boas respostas durante os jogos em uma vitória no Campeonato Brasileiro.

(Foto: Catarina Brandão/Bahia)