O PSG começou sua trajetória na Ligue 1 com um empate por 2 a 2 diante do Rennes, neste domingo. Atuando fora de casa, a equipe comandada por Luis Enrique teve uma estreia complicada, chegou a estar perdendo por dois gols de diferença, mas encontrou forças para reagir no segundo tempo graças à entrada decisiva de Ferrán Torres.
Recém-chegado ao clube, o atacante espanhol fez sua primeira partida pelo PSG e precisou de poucos minutos para assumir o protagonismo. Ferrán marcou os dois gols da equipe na etapa final e evitou uma derrota que parecia encaminhada após um primeiro tempo em que o Rennes foi mais eficiente.
O resultado não é exatamente o que o PSG esperava para o início da temporada, principalmente diante de um adversário que conseguiu aproveitar muito bem os espaços oferecidos. Ainda assim, a reação mostra a capacidade da equipe parisiense de mudar o cenário de uma partida mesmo quando as coisas não saem como planejado.
Do outro lado, o Rennes deixa o campo com a sensação de que poderia ter conquistado uma vitória importante. O time foi competitivo, abriu dois gols de vantagem e conseguiu incomodar o PSG durante boa parte do confronto, mas perdeu intensidade justamente no momento em que precisava controlar a reação adversária.
O próximo compromisso do Paris Saint-Germain será novamente fora de casa. Na sexta-feira, a equipe visita o Lille. O Rennes, por sua vez, volta a atuar diante de sua torcida no domingo, contra o recém-promovido Le Mans.
Rennes aproveita melhor as oportunidades
Empurrado pela torcida, o Rennes começou a partida com uma postura agressiva e surpreendeu o Paris Saint-Germain. Os donos da casa não se limitaram a esperar o adversário e procuraram pressionar a saída de bola, dificultando a construção parisiense.
O PSG teve mais iniciativa em determinados momentos, mas encontrou dificuldades para transformar a posse em oportunidades claras. A equipe de Luis Enrique trocou passes e tentou avançar pelos lados do campo, porém esbarrou em uma defesa bem organizada.
O Rennes, por outro lado, foi muito mais objetivo. Aos nove minutos, Szymanski recebeu de Thomasson pelo centro e aproveitou o espaço para arriscar de fora da área. O chute saiu preciso, sem chances para Safonov, e colocou os mandantes em vantagem.
O gol não fez o PSG perder completamente o controle da partida. A equipe continuou tentando trabalhar com a bola e buscar espaços, mas faltava precisão na conclusão das jogadas.
A diferença estava justamente na eficiência. Enquanto o PSG encontrava dificuldades para transformar suas ações ofensivas em perigo real, o Rennes aproveitava as oportunidades que apareciam.
Aos 38 minutos, os donos da casa construíram uma boa jogada pelo lado direito. Frankowski tabelou, avançou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para LePaul, que se antecipou à marcação na primeira trave e finalizou de primeira.
O segundo gol deixou o PSG em uma situação bastante complicada antes do intervalo. Luis Enrique precisaria encontrar uma solução para mudar a dinâmica do jogo, e a resposta veio justamente do banco de reservas.
Ferrán Torres muda o jogo
Na volta para o segundo tempo, Luis Enrique promoveu as entradas de Ferrán Torres e Mika Godts. As mudanças deram ao PSG uma postura mais agressiva e aumentaram a velocidade das ações ofensivas.
Ferrán rapidamente passou a participar das principais jogadas do time parisiense. O atacante se movimentou mais, atacou os espaços e ofereceu uma alternativa diferente para uma equipe que havia produzido pouco na primeira etapa.
Aos 26 minutos, a mudança de postura finalmente resultou em gol.
Fabián Ruiz encontrou Ferrán Torres com um lançamento preciso. O atacante invadiu a área e finalizou firme. Brice Samba ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse. O gol devolveu confiança ao PSG e mudou completamente o comportamento da partida. O Rennes, que havia controlado o jogo durante boa parte do primeiro tempo, passou a sofrer com a pressão parisiense.
A equipe de Luis Enrique acelerou a circulação da bola e passou a explorar mais os espaços no campo ofensivo. Ferrán Torres continuava sendo a principal ameaça. Aos 37 minutos, novamente Fabián Ruiz apareceu pelo lado esquerdo. O meia recebeu com liberdade, levantou a cabeça e cruzou para Ferrán, que atacou a bola e cabeceou com firmeza.
O espanhol marcou pela segunda vez e completou a reação do PSG. Nos minutos finais, o Paris ainda tentou buscar a virada, mas o Rennes conseguiu resistir e preservar o empate.
Para Ferrán Torres, no entanto, a estreia dificilmente poderia ter sido mais impactante. Entrando no segundo tempo, o atacante marcou duas vezes e foi diretamente responsável por evitar a derrota parisiense.
Análise: um empate que expõe problemas e virtudes do PSG
O 2 a 2 deixa avaliações diferentes para os dois lados. Para o Rennes, o resultado tem um sabor agridoce. A equipe apresentou uma atuação muito interessante no primeiro tempo, conseguiu neutralizar boa parte das ações do PSG e foi extremamente eficiente quando teve espaço para atacar. Abrir 2 a 0 contra uma equipe desse nível não acontece por acaso.
O problema foi administrar a vantagem. Depois do intervalo, o Rennes perdeu força, passou a sofrer mais com a pressão e não conseguiu acompanhar a mudança de ritmo imposta pelo PSG. A entrada de Ferrán Torres foi determinante, mas a queda de rendimento dos mandantes também contribuiu para a reação.
Do lado parisiense, o empate serve como um alerta. O PSG mostrou dificuldades para criar diante de uma defesa compacta e foi punido pelos espaços concedidos. A equipe teve problemas principalmente na primeira etapa, quando o Rennes conseguiu atacar com liberdade e transformar suas oportunidades em gols.
Ao mesmo tempo, a reação revela uma das grandes virtudes do elenco: a capacidade de mudar uma partida através da qualidade individual.
Ferrán Torres foi o principal exemplo disso. O atacante entrou no segundo tempo, encontrou espaços e marcou duas vezes. Mais do que os gols, sua participação alterou a dinâmica ofensiva do PSG e deu ao time uma presença que havia faltado nos primeiros 45 minutos.
Fabián Ruiz também teve papel fundamental. O espanhol participou diretamente dos dois gols, primeiro com um lançamento preciso e depois com o cruzamento que encontrou Ferrán dentro da área. Sua atuação foi importante para conectar o meio-campo ao ataque justamente no momento em que o PSG precisava acelerar.
Luis Enrique também merece crédito pelas mudanças feitas no intervalo. A equipe voltou mais agressiva, ocupou melhor o campo ofensivo e passou a pressionar o Rennes de maneira muito mais consistente.
Ainda assim, o treinador terá bastante coisa para corrigir. Começar a temporada sofrendo dois gols e precisando buscar uma reação contra um adversário que não figura entre os principais candidatos ao título mostra que o PSG ainda precisa encontrar equilíbrio. A qualidade ofensiva pode resolver muitos problemas, mas não será suficiente em partidas maiores se a equipe repetir os erros defensivos apresentados neste domingo.
Para o Rennes, fica a certeza de que existe capacidade para competir contra adversários de maior investimento. Para o PSG, fica um ponto conquistado graças à reação e, principalmente, à estreia espetacular de Ferrán Torres.
O empate por 2 a 2 acabou refletindo os dois momentos completamente diferentes da partida: um Rennes eficiente e superior no primeiro tempo e um PSG muito mais agressivo e perigoso depois do intervalo. No fim, o estreante espanhol foi quem fez a diferença e impediu que a temporada parisiense começasse com uma derrota.
(Foto: Getty Images)



