Casares Confusão no São Paulo palmeiras
Futebol Brasileirão

Palmeiras questiona acordo do São Paulo com TJD

O Palmeiras não esconde nos bastidores a irritação com o pedido de desculpas do diretor do São Paulo, Carlos Belmonte. O alviverde descobriu que a gravação do vídeo ocorreu para compor um acordo com o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP). Desta forma, o tricolor paulista coseguiu escapar de punições por conta das confusões no Morumbis após o clássico válido pelo Campeonato Paulista.

Em contato com o “GE” nesta quarta-feira (13), Anderson Barros (diretor executivo de futebol do Palmeiras) disse que está indignado com o acordo feito entre o tricolor e o tribunal com objetivo de evitar julgamento de atletas e dirigentes denunciados pelas confusões após a disputa do Choque-Rei.

Cabe ressaltar que o São Paulo alega que o pedido de desculpas deveria ter sido divulgado após o estabelecimento do acordo, mas o material acabou sendo vazado e a imprensa fez a divulgação do vídeo.

Aspas de Anderson Barros, diretor do Palmeiras

“É uma indignação com a forma como o processo foi feito. Tem algo muito grave que envolve isso. Se comete um ato grave e para não ser punido levanta o dedo e pede desculpas? E mais, vaza-se um vídeo antes da transação (disciplinar esportiva) ser assinada. Acho que estamos perdendo por completo a noção do que é racional, em uma situação como essa.”

“Nunca foi enviado ao Palmeiras (o vídeo) e não cabe enviar ao Palmeiras. Um vídeo transacional eu não consigo entender que ele tem valor que tem que ter. Quando você quer pedir desculpas a alguém, vai falar com a pessoa. A razão do vídeo não é pedido de desculpas, é para que a pena seja menor.”

“A própria razão da punição foi porque – e isto não por mim – para que os atletas não pegassem as penas que deveriam ser atribuídas a eles. Não é questão da dosimetria, não é isso, não sou a pessoa competente para tal. É a forma como a gente constrói.”

São Paulo escapando de punições diversas

Cabe ressaltar que jogadores e auxiliares do São Paulo podiam pegar até seis jogos de supsensão, enquanto Ambrogi e Casares tinham risco de 180 dias de suspensão. Por fim, Carlos Belmonte, ficou na mira de pegar 270 dias de suspensão. Porém, caso haja o acordo, nenhuma punição será executada.

Imagem: Marcos Ribolli/São Paulo