A Honda não esconde a ambição para sua nova parceria com a Aston Martin: voltar a colocar Fernando Alonso em condições de disputar o título da Fórmula 1. O espanhol ainda não decidiu se continuará na categoria em 2027 e usará a pausa de verão para avaliar seu futuro. Aos 45 anos, Alonso também já deixou claro que sua relação com os novos regulamentos de 2026 é um dos principais fatores nessa decisão.
Depois de um início de temporada complicado, Aston Martin e Honda levaram um grande pacote de atualizações para o GP da Hungria. Foram 16 novidades no carro, e os resultados, embora ainda modestos, representaram uma evolução: Alonso terminou em 14º, enquanto Lance Stroll foi 13º, os melhores resultados da equipe na temporada até então.
Honda aposta na experiência de Alonso
Para a Honda, a experiência de Alonso pode ser uma das principais armas no desenvolvimento do projeto. O engenheiro-chefe da fabricante japonesa, Shintaro Orihara, destacou a importância das informações dadas pelo bicampeão, especialmente em um momento em que a equipe ainda tenta entender completamente a nova geração de unidades de potência.
Segundo Orihara, quando Alonso aponta uma necessidade específica do carro, como a entrega de energia antes de uma curva, a equipe leva esse feedback muito a sério. A confiança da Honda no espanhol vai além do desenvolvimento. A fabricante estabeleceu um objetivo ambicioso: fazer de Alonso novamente um candidato ao título mundial.
O último campeonato conquistado pelo piloto foi em 2006, ainda pela Renault. Sua última temporada realmente próxima da disputa pelo título aconteceu em 2013, quando terminou como vice-campeão atrás de Sebastian Vettel. Agora, quase duas décadas depois, a Honda quer ajudá-lo a voltar ao lugar onde acredita que ele ainda pode estar.
Alonso ainda está incerto sobre seu futuro na Fórmula 1
O problema é que a decisão não depende apenas da competitividade da Aston Martin. Alonso já afirmou que vai avaliar seu futuro durante as férias de verão, e o desempenho da equipe é apenas uma parte da equação. O espanhol deixou claro que sua relação com os novos carros de 2026 pesa bastante na decisão.
Circuitos como Spa-Francorchamps e Silverstone aumentaram suas dúvidas. A forte dependência do gerenciamento de energia das novas unidades de potência mudou a maneira como os pilotos precisam conduzir, algo que não agrada Alonso. “Pilotar esses carros em lugares como Spa ou Silverstone não é o que eu sonho para o meu futuro”, afirmou o espanhol. Por isso, mesmo uma evolução significativa da Aston Martin não necessariamente garante a permanência do bicampeão.
Atualizações da Hungria dão esperança à Aston Martin
Aston Martin e Honda, porém, terminaram a primeira metade do campeonato com motivos para acreditar em uma reação. O pacote introduzido na Hungria representou uma tentativa importante de mudar a trajetória da equipe. Os resultados ainda ficaram longe do topo, mas o comportamento do carro mostrou sinais de progresso depois de meses difíceis.
Adrian Newey também mantém confiança na permanência de Alonso e acredita que o espanhol está satisfeito com o trabalho realizado dentro da equipe. O próximo passo será ainda mais importante.
Nova unidade da Honda pode mudar o cenário
A estreia da nova unidade de potência da Honda, prevista para o retorno da F1 em Zandvoort, será um dos principais pontos de atenção da segunda metade da temporada. Depois de um primeiro semestre decepcionante, a Aston Martin precisa mostrar que as atualizações não foram apenas um ganho pontual. A equipe precisa transformar essa evolução em uma base sólida para 2027.
E é justamente aí que o projeto Honda-Alonso ganha importância. Se a fabricante conseguir entregar a performance esperada e a Aston Martin transformar seu desenvolvimento em competitividade, a equipe poderá finalmente começar a construir o carro capaz de convencer Alonso a continuar.
O sonho da Honda é claro: fazer o bicampeão voltar à disputa pelo título. Agora, resta saber se o projeto será competitivo o suficiente e se Alonso estará disposto a esperar para descobrir.
Foto: (Reprodução/ MSports)



