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Automobilismo Fórmula 1

Verstappen fora da Red Bull? Saída pode causar uma “dança das cadeiras” na Fórmula 1

O futuro de Max Verstappen voltou a ser um dos principais assuntos do paddock. Para Emerson Fittipaldi, uma eventual saída do tetracampeão da Red Bull poderia desencadear um verdadeiro efeito dominó no mercado de pilotos da Fórmula 1.

Verstappen chega à pausa de verão em uma situação incomum para alguém acostumado a disputar vitórias e títulos. O holandês ocupa apenas a sexta posição no campeonato, ainda não venceu em 2026 e soma quatro pódios. Além disso, problemas com o sistema de asa traseira ativa da Red Bull já lhe custaram pontos importantes ao longo da temporada. Mesmo assim, Fittipaldi continua destacando a capacidade do piloto de extrair mais do carro do que ele parece ser capaz de oferecer.

Verstappen ainda é fiel à Red Bull?

Apesar das especulações, existe um fator que pode pesar a favor da permanência: a relação de Verstappen com a Red Bull. O tetracampeão faz parte do programa da equipe desde muito jovem e construiu praticamente toda a sua carreira na Fórmula 1 dentro da estrutura austríaca. Para Fittipaldi, essa lealdade é um aspecto importante da relação entre piloto e equipe.

O brasileiro também reconhece que é difícil avaliar a situação sem conhecer os detalhes das conversas internas e, principalmente, quais são os planos da Red Bull para os próximos anos. Ainda assim, Fittipaldi não descarta uma mudança.

Uma saída poderia mexer com toda a F1

É justamente nesse cenário que surge a ideia de um grande efeito dominó. Caso Verstappen realmente decida deixar a Red Bull, uma das vagas mais cobiçadas do grid seria aberta. Ao mesmo tempo, sua chegada a outra equipe obrigaria o piloto que ocupa aquela vaga a procurar um novo destino.

E o processo poderia continuar. “Se isso acontecesse, seria como uma dança das cadeiras. Isso vai movimentar todo mundo”, afirmou Fittipaldi. A possibilidade transforma o futuro de Verstappen em algo muito maior do que uma simples troca de equipe. Uma mudança do tetracampeão poderia redefinir diversas duplas para 2027 e alterar completamente o equilíbrio da categoria.

McLaren deveria contratar Verstappen?

Entre os possíveis destinos, a McLaren aparece naturalmente nas especulações. A equipe tem um dos carros mais competitivos do grid e já possui uma dupla formada por Lando Norris e Oscar Piastri. Mas nem todos acreditam que mexer nessa formação seria uma boa ideia.

Mika Häkkinen, ex-campeão mundial e antigo piloto da McLaren, considera que substituir Piastri por Verstappen poderia criar mais problemas do que soluções. Para o finlandês, a equipe já conseguiu construir uma combinação extremamente competitiva e equilibrada. Trocar um dos pilotos poderia colocar em risco justamente a estabilidade que ajudou a McLaren a chegar ao topo.

Verstappen ainda consegue salvar a temporada?

Apesar da fase complicada, a temporada de Verstappen não pode ser resumida apenas pela posição no campeonato. O tetracampeão continua conseguindo resultados acima do potencial da Red Bull em determinados finais de semana. Na Hungria, por exemplo, ele terminou em segundo depois de largar em quarto, resultado que o próprio piloto considerou surpreendente diante do desempenho apresentado pela equipe ao longo do fim de semana.

O problema é que esses momentos de brilho têm sido intercalados com finais de semana extremamente difíceis. Verstappen abandonou na China e em Mônaco, enquanto terminou apenas em oitavo no Japão. Até a pausa de verão, ele havia acumulado quatro pódios, mas ainda não conseguiu vencer uma corrida em 2026.

A própria Red Bull também não conseguiu oferecer a consistência necessária. Uma análise recente do ex-engenheiro da Ferrari Rob Smedley apontou que a equipe teve “problemas básicos demais” ao longo da temporada, algo que ajuda a explicar por que Verstappen tem aparecido tão longe da disputa pelo título.

E esse é justamente o ponto que torna seu futuro tão interessante. Verstappen não parece estar simplesmente procurando uma equipe melhor por uma questão de status: ele precisa saber se a Red Bull será capaz de voltar a construir um carro capaz de disputar campeonatos.

Caso a resposta seja negativa, a possibilidade de uma mudança ganha força. Caso a equipe consiga reagir na segunda metade do ano, porém, permanecer pode voltar a ser a opção mais lógica para um piloto que construiu praticamente toda a sua carreira dentro da estrutura da Red Bull. Além disso, Verstappen já se mostrou crítico em relação à nova geração de carros e chegou a admitir anteriormente que seu futuro na Fórmula 1 poderia ser afetado pela direção tomada pela categoria.

O mercado pode virar uma grande dança das cadeiras

A grande questão, portanto, não é apenas se Verstappen vai deixar a Red Bull, mas o que aconteceria depois. Uma mudança do holandês poderia atingir equipes que sequer estão diretamente envolvidas na negociação. Pilotos poderiam trocar de lugar, contratos poderiam ser renegociados e jovens talentos poderiam finalmente encontrar espaço no grid.

Por enquanto, Verstappen continua sendo piloto da Red Bull e seu futuro permanece em aberto. Mas, caso o tetracampeão realmente decida mudar de equipe, o mercado de 2027 pode se transformar em uma das maiores “danças das cadeiras” da história recente da Fórmula 1.

Foto: (Reprodução/ Fórmula 1)