Amanda Ribas terá que passar por cirurgia após a derrota para Tabatha Ricci no UFC Abu Dhabi no sábado (26), e isso graças a uma cotovelada brutal.
Ribas caiu no segundo round após levar uma cotovelada no clinch, e o árbitro interrompeu a luta após mais alguns golpes. Ribas revelou horas depois que a cotovelada deslocou a placa de metal que ela inseriu na área em julho de 2023, após perder para Maycee Barber.
Amanda Ribas soma agora três derrotas consecutivas no UFC, derrotada pelas pesos-palha Mackenzie Dern e Ricci após uma derrota por decisão no peso-mosca para Rose Namajunas. Seu cartel no UFC caiu para 7-6, sendo 1-3 desde a primeira fratura no osso orbital sofrida contra Barber.
Com cirurgia e sequência de derrotas, como fica o futuro de Amanda Ribas?
A terceira derrota consecutiva de Amanda Ribas, uma marca que, historicamente, coloca qualquer atleta do UFC em situação de risco dentro da organização, é quase um sinal vermelho para Amanda, que após se recuperar da cirurgia que terá de fazer, não sabe se terá uma nova chance no Ultimate.
Embora ainda não haja qualquer anúncio oficial sobre uma possível demissão, é inegável que o futuro de Amanda no Ultimate ficou mais complicado. O UFC, apesar de oferecer certo espaço para lutadoras carismáticas e com histórico relevante na organização, costuma ser pragmático quando os resultados negativos se acumulam. Três derrotas seguidas, especialmente quando a última envolve uma interrupção médica severa, acendem um sinal de alerta, tanto esportivamente quanto em termos de viabilidade promocional.
No entanto, Amanda Ribas ainda tem ativos importantes a seu favor. Ela é uma das lutadoras brasileiras mais queridas pelo público, tem um estilo de luta empolgante e, até pouco tempo atrás, era considerada uma potencial estrela da organização. Esse tipo de currículo pode ajudar a adiar uma demissão imediata.
Se o UFC optar por mantê-la no plantel, o caminho de volta será desafiador, mas não impossível. Amanda Ribas precisará, primeiro, se recuperar plenamente da cirurgia, o que pode levá-la a um período de inatividade até 2026. Após isso, será essencial focar em alguns pontos.

Ela precisará mesclar treinos com novas academias mais experimentadas. Além disso, terá que descer um degrau na escada de competição, ao invés de encarar adversárias ranqueadas, Amanda pode buscar confrontos contra lutadoras em situação semelhante, para readquirir confiança e ritmo de luta.
E, talvez o ponto principal será ortalecer o lado psicológico. Três derrotas seguidas e uma lesão séria podem minar a confiança de qualquer atleta. O trabalho mental será tão importante quanto o físico nesse processo de reconstrução.
(Imagem de capa: Reprodução UFC)