Lionel Messi é vice-campeão da Copa do Mundo de 2026
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Após aposentadoria de Messi, quem pode assumir o protagonismo da Argentina? Conheça três candidatos

A aposentadoria de Lionel Messi da seleção Argentina marca o encerramento de uma das maiores eras da história do futebol mundial. Durante mais de duas décadas, o camisa 10 foi o principal símbolo da Argentina, acumulando recordes, títulos e atuações que o transformaram em uma referência não apenas para seu país, mas para todo o esporte.

Aos 39 anos, Messi decidiu encerrar sua trajetória internacional após disputar sua sexta Copa do Mundo consecutiva. Sua despedida deixa números impressionantes: foram 207 partidas, 125 gols, dois títulos da Copa América e uma Copa do Mundo. Mesmo em sua última participação no Mundial, o argentino mostrou que ainda era capaz de decidir jogos. Ele marcou oito gols e deu quatro assistências, participando diretamente de 12 dos 19 gols marcados pela Argentina no torneio.

O número representa 63% de participação nos gols da equipe e ajuda a demonstrar o tamanho do desafio que a seleção terá pela frente. Substituir Messi individualmente é praticamente impossível. A Argentina, provavelmente, precisará encontrar uma nova maneira de jogar, distribuindo responsabilidades entre diferentes jogadores.

Ainda assim, toda grande seleção precisa de protagonistas. E, olhando para a nova geração argentina, três nomes aparecem como possíveis candidatos para assumir uma posição de maior importância no ciclo pós-Messi.

Julián Álvarez é o principal nome para liderar a nova geração

Julián Álvarez deverá continuar no Atlético de Madrid
Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

Entre os três candidatos, Julián Álvarez parece ser o jogador mais preparado para assumir imediatamente o protagonismo da seleção argentina.

O atacante já possui experiência em grandes competições e conhece bem a pressão de defender uma das camisas mais pesadas do futebol mundial. Além disso, durante os últimos anos, teve a oportunidade de atuar diretamente ao lado de Messi, formando uma dupla ofensiva que marcou presença em momentos importantes da seleção.

Apesar de ter feito uma Copa do Mundo abaixo das expectativas individuais, Álvarez continua sendo um dos jogadores argentinos mais valorizados do futebol europeu. O atacante marcou apenas um gol durante o torneio, mas sua capacidade vai muito além dos números apresentados em uma única competição.

A valorização do jogador no mercado demonstra sua importância. Em agosto de 2024, Julián Álvarez deixou o Manchester City para se transferir ao Atlético de Madrid por cerca de 104 milhões de dólares, aproximadamente 95 milhões de euros. A negociação se tornou uma das maiores da história do clube espanhol.

Logo em sua primeira temporada na Espanha, o argentino mostrou seu potencial. Foram 17 gols e quatro assistências em 30 partidas como titular no Campeonato Espanhol.

A grande vantagem de Álvarez em relação aos outros nomes é justamente sua experiência. Ele já disputou grandes jogos, atuou na Premier League, conquistou títulos importantes e sabe lidar com a responsabilidade de ser uma das principais referências ofensivas de uma equipe.

A Argentina não precisa necessariamente encontrar um novo Messi. Precisa encontrar alguém capaz de assumir responsabilidades quando o time precisar. E Julián Álvarez parece ser o candidato mais natural para se tornar o rosto da seleção nos próximos anos.

A Copa América de 2028 deve representar o primeiro grande teste dessa nova era, e Álvarez provavelmente chegará ao torneio como um dos principais líderes do elenco argentino.

Giuliano Simeone surge como opção pela intensidade e evolução

giuliano simeone argentina
Foto: REUTERS/Rodrigo Valle Imagen: 1/1

Giuliano Simeone talvez não seja o primeiro nome que muitos torcedores associariam à sucessão de Messi, mas seu crescimento recente faz com que ele mereça atenção.

Aos 23 anos, o jogador vem conquistando espaço tanto no Atlético de Madrid quanto na seleção argentina. Filho do técnico Diego Simeone, Giuliano cresceu dentro de um ambiente extremamente competitivo e vem tentando construir sua própria trajetória no futebol.

Sua primeira grande demonstração com a seleção aconteceu em março de 2025, durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo. Contra o Brasil, no Mâs Monumental, Simeone marcou um dos gols da vitória argentina por 4 a 1 sobre o maior rival.

O momento foi importante para apresentar o jogador ao público argentino. Mais de 85 mil torcedores acompanharam a partida, e Simeone mostrou personalidade ao aproveitar sua oportunidade em um dos maiores clássicos do futebol mundial.

Na Copa do Mundo, sua participação foi maior nas fases decisivas. Ele estreou contra a Jordânia, atuando durante 71 minutos na vitória por 3 a 1. Depois, voltou a ser utilizado na semifinal contra a Inglaterra e participou diretamente da movimentação ofensiva pelo lado direito.

Na partida contra os ingleses, teve a oportunidade de jogar ao lado de Messi. O jovem atuava pelo lado direito enquanto o camisa 10 organizava as jogadas e distribuía passes. A Argentina venceu por 2 a 1, de virada, e avançou para a decisão.

Giuliano também disputou 50 minutos da final da Copa do Mundo, demonstrando que já começa a ser considerado uma opção importante dentro do elenco.

Seu momento nos clubes também é positivo. Recentemente, foi decisivo em um empate do Atlético de Madrid contra o Villarreal, marcando um gol e dando uma assistência mesmo com sua equipe atuando com um jogador a menos.

Simeone possui características diferentes das de Messi. É um jogador mais intenso, físico e agressivo sem a bola. Por isso, não seria uma substituição direta. Mas pode se transformar em um dos grandes protagonistas de uma Argentina que precisará encontrar uma nova identidade.

Nico Paz representa o futuro e a criatividade da seleção

Nico Paz Argentina
Foto: IMAGO

Se Julián Álvarez representa o presente e Giuliano Simeone surge como uma opção em crescimento, Nico Paz pode ser considerado o projeto mais interessante para o futuro da Argentina.

Aos 21 anos, ele foi o jogador mais jovem convocado pela seleção para a Copa do Mundo. Sua participação dentro de campo ainda foi limitada, mas a experiência de estar presente em uma competição desse tamanho pode acelerar seu desenvolvimento.

Nico Paz estreou pela seleção principal em 2024 e, desde então, vem sendo tratado como um dos jogadores mais promissores de sua geração.

Durante a Copa do Mundo, um dos momentos simbólicos aconteceu na estreia contra a Argélia. Aos 80 minutos, Nico Paz entrou justamente no lugar de Lionel Messi, que havia marcado três gols naquela partida.

A substituição não significa que o jovem será literalmente o sucessor do maior jogador da história da Argentina, mas representa uma imagem interessante da transição que a seleção precisará viver.

Contra a Jordânia, Nico Paz recebeu uma oportunidade ainda maior. O jogador começou como titular e atuou atrás de Julián Álvarez e Lautaro Martínez, sendo responsável por organizar parte das ações ofensivas.

Sua principal característica é justamente a criatividade. Nico possui qualidade técnica, visão de jogo e capacidade para atuar entre as linhas, características que podem ser extremamente importantes para uma Argentina que perderá seu principal criador.

Nos clubes, também vem mostrando evolução. O jogador é titular do Como e terminou a última temporada com 12 gols e seis assistências.

Agora, terá mais um grande desafio em sua carreira: disputar a UEFA Champions League. O Como participará pela primeira vez da principal competição europeia, oferecendo a Nico Paz uma oportunidade importante para ganhar experiência contra adversários de alto nível.

Entre os três nomes, talvez seja o jogador que mais naturalmente poderia ocupar uma função criativa semelhante à de um tradicional camisa 10.

A Argentina terá que aprender a vencer sem Messi

messi
Foto: Getty Images

A saída de Lionel Messi representa muito mais do que perder um grande jogador. A Argentina perde seu principal líder, seu maior ídolo e o atleta em torno do qual a equipe construiu boa parte de sua identidade durante os últimos anos.

Os números de sua última Copa do Mundo demonstram isso. Participar diretamente de 63% dos gols argentinos mostra o quanto o time ainda dependia de seu talento.

Por isso, o futuro não deve ser construído tentando encontrar um novo Messi. A seleção argentina provavelmente nunca encontrará outro jogador com o mesmo impacto.

O caminho será construir uma nova geração com diferentes protagonistas.

Julián Álvarez pode assumir a responsabilidade como principal referência ofensiva. Giuliano Simeone pode oferecer intensidade, competitividade e capacidade de decisão. Já Nico Paz representa a criatividade e o talento técnico que podem ajudar a preencher parte do vazio deixado pelo antigo camisa 10.

A Copa América de 2028 será o primeiro grande capítulo dessa nova história. Pela primeira vez em mais de duas décadas, a Argentina entrará em uma competição importante sem Lionel Messi.

A grande questão será descobrir quem estará preparado para assumir o protagonismo. Talvez não exista um único sucessor. Talvez o verdadeiro desafio da Argentina seja justamente aprender a dividir entre vários jogadores a responsabilidade que, durante tantos anos, esteve concentrada em um dos maiores atletas da história do futebol.

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Kaique