Argentina derrota Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026 - Serie A
Futebol Copa do Mundo

Argentina: Capacidade e superação levam a seleção para a 7ª final de Copa do Mundo

A Argentina tem demonstrado um poder de resiliência e intensidade nesta Copa do Mundo. Estas características foram essenciais para que a seleção de Lionel Messi alcançasse a sétima final de sua história, sendo a segunda consecutiva.

Esta caminhada iniciou na fase dos 16 avos de final, quando precisou derrotar a estreante Cabo Verde na prorrogação por 3 a 2. Já nas oitavas de final, o susto sofrido pela equipe sul-americana foi superior. Ao sair perdendo para o Egito por 2 a 0, entrou o lado da superação argentina e virou para 3 a 2, com reação começando aos 30 minutos do segundo tempo. O resultado se tornou a virada mais tardia de uma seleção em um jogo da Copa do Mundo, ao sair perdendo por dois gols de diferença, sem precisar da prorrogação.

Segundo os dados de probabilidade de vitória do Supercomputador Opta, a Argentina tinha apenas 0,6% de chance de vencer no confronto, antes de Cristian Romero começar a reação.

A situação foi diferente nas quartas de final, mas a seleção também precisou de disposição para eliminar a Suíça. A equipe treinada por Lionel Scaloni saiu na frente, mas depois do gol de empate, entrou em um estado preocupativo. O momento mudou quando Embolo recebeu o cartão vermelho por simulação e a Argentina aproveitou a ausência do jogador para marcar dois gols na prorrogação.

A superação para derrotar a Inglaterra

A Argentina não teria um adversário fácil nas semifinais: o time de Lionel Messi encararia a velha rival Inglaterra, equipe acostumada a buscar recuperação nos jogos da competição. Apesar da expectativa inicial, o jogo demorou a encontrar um ritmo, tanto que se tornou a primeira partida de Copa do Mundo masculina desde 1966 a não ter um chute a gol nos 30 primeiros minutos.

Como era esperado, ambas as seleções terminaram o primeiro tempo com baixa média de gols esperados, com apenas 0,008, a menor registrada na etapa inicial de um jogo do torneio desde 1966. O jogo mudou aos dez minutos, quando Anthony Gordon colocou a Inglaterra em vantagem.

Para uma equipe que praticamente não atacou, a Argentina precisava se transformar naquela seleção que conquistou diversas vitórias na base da determinação e técnica. Depois do gol, a seleção sul-americana aproveitou a postura claramente visível imposta pelo técnico adversário Thomas Tuchel e passou a criar uma quantidade superior de finalizações.

Com as entradas de Ezri Konsa, Dan Burn e Nico O’Reilly nos lugares de Gordon, Declan Rice e Reece James, a Inglaterra recuou e a Argentina movimentou a bola com desenvoltura, não apenas aproveitando a posse de bola concedida pela seleção europeia, mas também entrando com confiança e experiência dos atuais campeões mundiais para reverter mais uma desvantagem.

Lionel Scaloni colocou Nico González, Rodrigo De Paul e Lautaro Martínez, nomes que fariam a diferença nos minutos finais. Após um escanteio cobrado por Lionel Messi, o camisa 10 passou para Enzo Fernández acertar um chute forte de longa distância e empatar o jogo. Nos acréscimos, Martínez teve o posicionamento de um centroavante e cabeceou para virar o jogo.

Lautaro Martinez marca o segundo gol da Argentina na semifinal contra a Inglaterra
Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP

Conforme o andamento da partida, o resultado era evidente. Do gol de Gordon, aos dez minutos, até ao gol da vitória de Martínez, aos 92, a Argentina teve uma posse de bola dominante de 88%. Um grande responsável por esta porcentagem foi Messi, que mesmo aos 39 anos, fez a diferença mais uma vez ao dar duas assistências para os companheiros. Os dois passes para gol o isolaram como o maior assistente da história da Copa do Mundo, com 12 assistências, quatro a mais que o segundo colocado da lista.

O desempenho do camisa 10 é a prova de que a campanha da Argentina não pode ser definida apenas na base da garra e determinação, características que marcaram a história do futebol portenho. Com base no talento e na experiência, o craque chegou à marca de marcar gols ou dar assistências nas últimas 13 partidas por clube e seleção, a segunda maior série de sua carreira profissional.

A decisão contra a Espanha

A Argentina enfrentará a Espanha de Lamine Yamal na final da Copa do Mundo, em jogo realizado no próximo domingo (19), no MetLife Stadium.

Assim como a Inglaterra de Harry Kane, a seleção espanhola não será um adversário tranquilo para os comandados por Lionel Scaloni. Ao derrotar a França na semifinal, a Espanha chegou à marca de 37 jogos invictos (28 vitórias e nove empates) desde 2024, igualando a sequência da Itália entre outubro de 2018 e setembro de 2021.

Créditos da foto da capa: Patrick Smith/FIFA/Getty Images