A seleção da Argentina iniciou com o pé direito sua série de amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026. Nesta sexta-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami, a equipe comandada por Lionel Scaloni venceu a Venezuela por 1 a 0. O gol solitário da partida foi marcado ainda no primeiro tempo, por Lautaro Martínez, após bela assistência de Lo Celso.
O resultado mantém a Argentina em boa fase e reforça a confiança do elenco às vésperas de um novo ciclo mundialista. Mesmo sem contar com os palmeirenses Flaco López e Aníbal Moreno — que ficaram no banco de reservas —, o time argentino apresentou um futebol consistente e demonstrou entrosamento em todas as fases do jogo.
O jogo
Desde os primeiros minutos, a Argentina mostrou superioridade técnica e tática. A equipe controlou a posse de bola e impôs seu ritmo, valorizando a circulação no meio-campo e utilizando bastante os laterais para abrir o campo. Enzo Fernández e Lo Celso comandavam o setor de criação, enquanto Lautaro Martínez e Julián Álvarez movimentavam-se constantemente, alternando posições para confundir a marcação venezuelana.
Aos 30 minutos, a pressão argentina finalmente se transformou em gol. Lo Celso recebeu na intermediária, tabelou com Julián Álvarez e achou Lautaro livre dentro da área. O atacante da Inter de Milão finalizou com precisão, deslocando o goleiro e abrindo o placar: 1 a 0 para a Argentina.
Após o gol, a equipe de Scaloni continuou em cima, buscando ampliar o marcador. Lautaro quase marcou o segundo em uma jogada de velocidade pela esquerda, mas a defesa venezuelana conseguiu interceptar no último instante.
A Venezuela, por sua vez, tentou reagir com Mendoza e Kervin Andrade, apostando em jogadas de transição e lançamentos longos. No entanto, encontrou enorme dificuldade para superar a sólida defesa argentina, liderada por Cristian Romero e Marcos Senesi. Nos minutos finais do primeiro tempo, o time vinotinto ainda arriscou alguns contragolpes, mas sem levar perigo real ao gol de Emiliano Martínez.
Na volta do intervalo, Lionel Scaloni promoveu algumas alterações para dar ritmo e testar variações. Nico González e Giuliano Simeone entraram, deixando o time mais leve e dinâmico no ataque.
A Argentina seguiu ditando o ritmo do jogo, trocando passes com calma e alternando entre posse e aceleração. Julián Álvarez foi um dos destaques, explorando bem os espaços entre as linhas e levando perigo em jogadas individuais. Em uma cobrança de falta, o atacante do Atlético de Madrid obrigou o goleiro Fariñez a fazer boa defesa.
Lo Celso continuou sendo o cérebro do meio-campo, organizando as triangulações e distribuindo passes com precisão. Enzo Fernández, mais recuado, ditou o ritmo das saídas de bola, garantindo segurança e fluidez na transição ofensiva.
A Venezuela, por outro lado, apostou em substituições ofensivas para tentar equilibrar a partida. Kelsey e Lacava foram as principais opções, buscando explorar os flancos e a velocidade nos contra-ataques. Apesar de alguns avanços pontuais, o time de Oswaldo Vizcarrondo encontrou dificuldades para romper o sistema defensivo argentino, que se manteve compacto e bem posicionado.
Com o passar dos minutos, a Argentina optou por administrar a vantagem. Scaloni reforçou o meio-campo e diminuiu o ímpeto ofensivo, priorizando a posse de bola e evitando riscos desnecessários. O controle emocional e tático do time foi evidente: mesmo sem criar tantas chances claras, a Albiceleste não perdeu o domínio do jogo em nenhum momento.
Argentina não brilha, mas tem atuação sólida
O amistoso contra a Venezuela serviu para confirmar o bom momento da seleção argentina. O time mostrou equilíbrio entre ataque e defesa, além de uma clara evolução no entrosamento entre jovens jogadores e os mais experientes.
Lautaro Martínez foi o destaque individual, mostrando faro de gol e movimentação inteligente. Lo Celso teve atuação segura e eficiente, participando diretamente da construção ofensiva e dando ritmo ao jogo. Enzo Fernández e Julián Álvarez também cumpriram papéis importantes na manutenção da posse e na pressão pós-perda.
Defensivamente, a equipe teve uma atuação quase impecável. A dupla Romero e Senesi neutralizou os avanços venezuelanos, e o goleiro Emiliano Martínez praticamente não foi exigido.
O resultado em Miami dá sequência ao bom trabalho do técnico campeão mundial, que parece cada vez mais próximo de consolidar uma base para o próximo grande desafio: a Copa do Mundo de 2026.
O próximo compromisso da seleção argentina será na terça-feira, diante de Porto Rico, também nos Estados Unidos — mais uma oportunidade para ajustar detalhes e testar novas formações antes do Mundial.
(Foto: Getty Images)