Arrascaeta tornou-se o segundo jogador com mais participações em gols da Libertadores no século XXI. A marca histórica foi atingida ontem, quando o meia uruguaio balançou as redes na vitória do Flamengo sobre o Cusco, fora de casa, por 2 a 0. O jogador ultrapassou Rony no ranking e vê apenas Juan Román Riquelme, ídolo do Boca Juniors, a sua frente.
Bruno Henrique, autor do primeiro gol do triunfo no Inca Garcilaso de la Vega, também está nesse hall e alcançou a quarta colocação. Confira o top-5:
1° – Juan Román Riquelme

Difícil não mencionar Riquelme quando o assunto é Libertadores. Multicampeão e ídolo do Boca Juniors, o meia é o líder em participações em gols neste século, com 51 participações — 25 bolas na rede e 26 assistências — em 73 jogos. Vale ressaltar que essas estatísticas foram apenas pelo clube xeneize.
‘El Rato’ é tricampeão da América (2000, 2001 e 2007) e deixou um legado impressionante no futebol sul-americano, sendo o melhor jogador de duas das três finais que disputou. Não à toa que Riquelme também é nome de muitos jogadores hoje em dia, o que revela magnitude da figura do atual dirigente do Boca Juniors.
2° – Giorgian De Arrascaeta

O mais novo vice na lista. Arrascaeta está em sua sétima participação consecutiva na Libertadores com a camisa do Flamengo e tem, no total, 45 participações em gols, sendo a maioria delas como assistente. São 17 tentos e 28 assistências e três títulos de Libertadores para o uruguaio que ainda pode aumentar esta marca, visto que ainda é referência técnica e titular na equipe rubro-negra.
O duelo contra o Cusco foi apenas o primeiro nesta edição de 2026 e a expectativa é que Arrascaeta fique cada vez mais próximo de Riquelme — ou até mesmo o ultrapasse. Além disso, os números do meia uruguaio também incluem as disputas de 2015 e 2018 (pelo Cruzeiro) e 2014 (pelo Defensor-URU).
3° – Rony

Atualmente no Santos, é inegável que Rony tem uma história especial com Palmeiras e Athletico Paranaense. Pelos dois clubes, o ‘Rústico’ soma 44 participações — 23 gols e 21 assistências — e dois títulos de Libertadores. É válido destacar que 38% desses passes para tentos foram na conquista da América em 2020, pelo Alviverde.
Titular em quase todos os times que passou, o atacante sempre foi produtivo e os números explicam isso. Rony, por não ter sido um protagonista nas finais, não detém o crédito que realmente merece. O velocista é até motivo de debates, pois há opiniões de que ele é quem deveria ter sido o Rei da América em 2020 — prêmio que foi dado a Marinho, do Santos na época.
4° Bruno Henrique

Quando o Flamengo mais precisou, Bruno Henrique estava lá para decidir. Personagem icônico nas conquistas de 2019, 2022 e 2025, ‘BH’ chegou a 42 participações em gols ao balançar as redes contra o Cusco ontem, sendo o 24° tento dele na Libertadores — marca que engloba também sua passagem pelo Santos em 2017 e 2018.
Das três Libertadores que tem no currículo, o atacante só não jogou a final de 2022 em razão de uma grave lesão no joelho. Mesmo assim, fez parte da campanha vitoriosa que terminou em Guayaquil e foi quem marcou o primeiro gol da campanha — contra o Sporting Cristal fora de casa. Coincidentemente, a equipe rubro-negra não enfrentava um time peruano desde esta ocasião.
5° Gabigol

O predestinado é quem fecha o top-5 da lista, com 41 participações. São 31 bolas na rede — sendo o mais artilheiro do ranking — e 10 assistências para quem carrega “gol” no apelido, do qual é justificado pelos quatros gols em três finais de Libertadores.
Ídolo do Flamengo, Gabi é o maior goleador do clube na história do torneio continental, com 30 gols. Atualmente no Santos, o atacante também tem outro legado importantíssimo na história do futebol sul-americano e já reiterou que quer voltar ao clube da Gávea.
Flamengo domina o cenário recente
Dos cinco nomes da lista, três têm ligação direta com o Flamengo — reflexo do protagonismo recente do clube na Libertadores.
Ainda assim, o topo segue com o Boca Juniors, representado por Riquelme. Mas essa liderança já começa a ser ameaçada, principalmente por Arrascaeta e Bruno Henrique, que seguem em atividade e podem assumir o posto nos próximos anos.
Outro ponto interessante é o perfil dos líderes: Arrascaeta e Riquelme são dois meias armadores que aparecem no topo da lista. Um indicativo claro de que protagonismo na Libertadores vai além dos atacantes — e passa, também, pela capacidade de criar e decidir.