Arsenal
Futebol Premier League UEFA Champions League

Arsenal e seus 7 passos para reconstrução que todos os times deveriam seguir!

O Arsenal não chegou ao topo da Premier League da noite para o dia. A reconstrução comandada por Mikel Arteta é um exemplo de paciência, estratégia e investimento inteligente, quase cirúrgico, que transformou os Gunners em uma máquina competitiva sem depender de soluções rápidas ou contratações chamativas que muitas vezes dão errado.

Desde que Arteta assumiu em 2019, o caminho do clube foi marcado por decisões calculadas, começando pela defesa e evoluindo para o ataque, criando uma base sólida antes de buscar estrelas. O resultado? Um Arsenal mais robusto, com equilíbrio tático e capacidade de suportar erros sem desmoronar.

Arsenal e seus 7 passos

Passo 1: Saliba inicia a reconstrução

A reconstrução do Arsenal começou com ninguém menos que, William Saliba, contratado junto ao Saint-Étienne como uma promessa de longo prazo para reforçar uma defesa vulnerável. O francês demorou três anos para se firmar como titular, mas essa paciência valeu a pena: hoje é um dos zagueiros mais confiáveis da Premier League, talvez até do mundo inteiro.

Ao mesmo tempo, Kieran Tierney chegou do Celtic para resolver a lacuna na lateral esquerda, entrando direto no time. Esse cuidado em não se precipitar em contratações caras e arriscadas, lembrando a decepção de Nicolas Pépé, foi o primeiro sinal de que o Arsenal queria construir algo duradouro, não impressionar imediatamente.

Passo 2: Reforço defensivo com visão de futuro

No ano seguinte, Arteta continuou a fortalecer o setor defensivo com Gabriel Magalhães vindo do Lille e Thomas Partey do Atlético de Madrid. A estratégia era clara: formar uma coluna vertebral sólida e expandir melhorias a partir dela. Saliba amadurecendo na França e a chegada de Gabriel ofereciam segurança, enquanto Partey trouxe controle no meio-campo, melhorando cobertura defensiva e transições.

Passo 3: Mais profundidade com White e Ramsdale

O verão de 2021 trouxe Ben White, inicialmente como zagueiro, e Aaron Ramsdale, reforçando o gol. White provou ser versátil, podendo atuar como lateral-direito, e Tomiyasu chegou para oferecer soluções adicionais. Esse passo mostrou que o Arsenal pensava a longo prazo, criando alternativas confiáveis no sistema defensivo. Algumas dessas peças nem continuam mais no elenco, mas na época, foram importantíssimas para dar corpo ao grupo.

Passo 4: Arsenal decidiu sair um pouco do quarteto defensivo

Foi só em 2022 que a linha ofensiva recebeu investimentos significativos. Oleksandr Zinchenko competiu com Tierney, enquanto Gabriel Jesus chegou do Manchester City como a principal contratação ofensiva desde Pépé. Pequenos reforços como Leandro Trossard, Jakub Kiwior e Jorginho aumentaram profundidade e variedade, tornando o meio de campo e o ataque, um pouco mais dinâmico e imprevisível.

Passo 5: Upgrades táticos e reforço de meio-campo

Defesa reforçada, agora era hora de investir mais no meio, porque com o passar do tempo, Jorginho perdeu seu impacto no elenco. Diante desta questão, foram atrás de Declan Rice, recorde de contratação do clube, trouxe qualidade, agressividade e consistência. Kai Havertz se juntou para adicionar criatividade e versatilidade, no caso, o alemão atuava em diversos locais do ataque, e até no meio de campo entrou. Enquanto a chegada de David Raya garantiu um goleiro que sabe jogar com os pés, essencial no estilo de posse de bola do Arsenal.

Passo 6: Ajustes finos e soluções criativas

O verão de 2024 foi mais tranquilo, mas trouxe reforços pontuais: Mikel Merino, experiente e capaz de jogar mais adiantado, e Riccardo Calafiori para dar profundidade na lateral. Raheem Sterling, em empréstimo, foi a movimentação que valia a tentativa, pelo baixo custo para ocorrer. No final das contas, não foi merecedor de uma extensão, ou uma compra em definitivo. A lógica do Arsenal era clara: consolidar o que funcionava antes de gastar em contratações caras para o ataque, algo mais voltado para tapar buracos.

Passo 7: Defesa sólida libera ousadia ofensiva

Com uma linha defensiva confiável, o Arsenal tem a chance de focar mais em reforçar o ataque. Viktor Gyokeres como centroavante e Eberechi Eze como opção criativa aumentaram o repertório ofensivo, enquanto Martin Zubimendi reforçou a ligação entre defesa e ataque. Paralelamente, o clube renovou contratos estratégicos, como o de Saliba, garantindo estabilidade e continuidade.

Simplesmente, chegaram ao ápice, podendo dizer que a contratação da ex-estrela do Crystal Palace só ocorreu, devido a uma séria lesão de Havertz. Diante desta questão, os Gunners precisaram se mexer mais no mercado, e ainda acertaram muito bem na aquisição de um dos destaques da última temporada.

Arsenal com paciência, planejamento e consistência

O Arsenal mostrou que reconstrução não é sobre gastar milhões em contratações relâmpago, mas sim sobre identificar falhas, reforçar posições-chave e construir um sistema que resista a falhas individuais. Cada passo foi calculado, cada contratação tinha um propósito, e o resultado é um time competitivo, equilibrado e pronto para lutar pelo topo da Premier League e talvez até, sonhar com a Champions League.

Enquanto muitos clubes se perdem em contratações caras e improvisos, o Arsenal transformou paciência e planejamento em um modelo que todo clube poderia seguir, uma prova de que, no futebol moderno, estratégia bem executada vale mais que flashes momentâneos de talento. Depois de Mikel Arteta ter sofrido bastante com os vice-campeonatos nas últimas temporadas, se aproximam cada vez mais da glória, e de um possível domínio em todos os lugares que pisarem.

Foto: IMAGO