O Arsenal vive um daqueles momentos que misturam empolgação e tensão na mesma proporção. Líder da Premier League com boa vantagem, vivo na FA Cup e também nas quartas da Champions League, o time de Mikel Arteta está diante de uma possível temporada histórica. Só que, bem no momento mais decisivo, surgiu um velho inimigo dos clubes: o famoso “vírus FIFA”.
Durante a pausa para jogos de seleções, o Arsenal viu uma verdadeira debandada de jogadores voltando antes do previsto. Ao todo, foram cerca de 10 retornos antecipados por conta de dores, desconfortos ou precaução médica. Nada necessariamente grave em todos os casos, mas o suficiente para acender o alerta máximo dentro do clube.
E o timing não poderia ser pior. Com um calendário pesado pela frente — podendo chegar a até 15 jogos entre Liga, Copa e Champions — qualquer baixa vira um problemão. Em Londres, a imprensa já começa a tratar o cenário como uma possível crise física no elenco.
Retornos em massa acendem alerta em Londres
O caso mais recente foi o de Martín Zubimendi, que deixou a seleção espanhola após sentir o joelho. Ele até entrou em campo contra a Sérvia, mas durou pouco. A decisão foi rápida: voltar ao clube e evitar qualquer risco maior. E ele não foi exceção.
Dos 19 jogadores do Arsenal convocados por suas seleções, apenas nove seguiram normalmente com seus compromissos. Ou seja, mais da metade retornou antes do esperado. Um número que, por si só, já explica o clima de preocupação.
Na England, por exemplo, nomes importantes como Declan Rice e Bukayo Saka passaram pouquíssimo tempo com a seleção. Ambos foram liberados para avaliações médicas, sem um diagnóstico detalhado divulgado. A decisão, segundo o técnico Thomas Tuchel, foi puramente preventiva.
Já Noni Madueke preocupou mais. O atacante saiu de campo com dores visíveis após um jogo contra o Uruguai, levantando suspeitas de lesão. Apesar disso, a comissão técnica tratou de minimizar o problema, indicando que não deve ser algo de longa duração.
Defesa vira principal dor de cabeça de Arteta
Se no ataque e meio-campo a situação já incomoda, é na defesa que o cenário fica ainda mais delicado. O sistema defensivo do Arsenal acumulou dúvidas importantes durante a pausa.
William Saliba, por exemplo, foi cortado da seleção da France com uma lesão no tornozelo. A previsão inicial é de cerca de 10 dias de recuperação — o que, no calendário atual, parece uma eternidade.
Outro caso é o de Gabriel Magalhães, que também deixou sua seleção após sentir o joelho. O defensor vinha de uma sequência pesada de jogos e acabou sendo preservado. Já Jurriën Timber nem chegou a atuar pela Netherlands, justamente por questões físicas anteriores.
Quem também assustou foi Piero Hincapié. O zagueiro atuou pelo Ecuador, mas saiu de campo após uma pancada e acabou liberado da sequência de jogos. Nada grave confirmado, mas mais um nome na lista de observação.
Decisões agora podem definir a temporada do Arsenal
Enquanto isso, alguns jogadores seguem com suas seleções, como Viktor Gyökeres e Kai Havertz, que ainda disputam partidas importantes. O sueco, inclusive, chega em alta após grande atuação na repescagem europeia.
Mas o ponto central é claro: o Arsenal entra na fase mais importante da temporada com um elenco fisicamente no limite. E, em um cenário tão equilibrado, qualquer detalhe pode fazer a diferença.
Arteta e sua comissão agora precisam administrar minutos, recuperar jogadores e, principalmente, evitar novos problemas. Porque, se por um lado o time sonha com títulos, por outro sabe que uma sequência de lesões pode colocar tudo a perder.
No fim das contas, o “caso Arsenal” é aquele clássico exemplo de como o calendário do futebol moderno cobra seu preço. E agora, mais do que nunca, não basta jogar bem — é preciso sobreviver.