Arsenal, Arteta
Futebol Premier League

Arsenal perde força e vê temporada em risco após sequência negativa

A sequência recente do Arsenal acendeu um alerta importante em Londres. Em poucos dias, o time de Mikel Arteta viu duas competições escaparem das mãos: derrota na final da Carabao Cup para o Manchester City e eliminação na FA Cup diante do Southampton. Mais do que os resultados, o que preocupa é o contexto: lesões, dúvidas físicas e um elenco sendo levado ao limite justo no momento mais decisivo da temporada.

Agora, com um duelo pesado contra o Sporting CP pela UEFA Champions League e um confronto complicado contra o Bournemouth pela Premier League, Arteta precisa literalmente montar um quebra-cabeça. E não é exagero: são várias peças fora, outras no limite físico e algumas ainda sem ritmo ideal.

O cenário preocupa antes da decisão

O momento é daqueles que testam qualquer treinador. Arteta pediu reação imediata do grupo, mas a realidade é que o Arsenal chega fragilizado. Durante a pausa internacional, nada menos que 11 jogadores abriram mão de defender suas seleções — o que gerou até comentários irônicos na Inglaterra —, mas ficou claro que não era estratégia, e sim necessidade.

No jogo contra o Southampton, isso ficou escancarado. O Arsenal foi irregular, defensivamente vulnerável e sem aquela intensidade que marcou sua melhor fase na temporada. O treino aberto seguinte também indicou que a situação física do elenco está longe do ideal.

E o calendário não ajuda. Jogar fora de casa contra o Sporting em Lisboa e, poucos dias depois, receber o Bournemouth no Emirates Stadium exige um nível alto de competitividade. Só que o Arsenal, hoje, está tentando sobreviver jogo a jogo.

Defesa vira dor de cabeça para Arteta

Se tem um setor que simboliza bem essa crise, é a defesa. No gol, a situação já virou debate. A escolha por Kepa Arrizabalaga nas últimas partidas gerou críticas, principalmente após falhas decisivas. A tendência agora é o retorno de David Raya, que deve reassumir a titularidade justamente em um jogo de alto risco para o Arsenal.

Na lateral direita, Ben White segue como única opção viável no momento, já que Jurrien Timber ainda se recupera de lesão. Mesmo vindo de atuação abaixo, ele deve continuar no time por pura falta de alternativas.

Já a zaga vive um misto de alívio e preocupação. Gabriel Magalhães chegou a assustar após sair com dores, mas treinou e deve jogar. Ao lado dele, William Saliba também retorna, mesmo sem estar 100%. É aquela situação clássica: não estão perfeitos, mas são indispensáveis.

No lado esquerdo, o problema é ainda mais claro. Sem Piero Hincapié, lesionado, Arteta terá que improvisar com Riccardo Calafiori ou apostar no jovem Myles Lewis-Skelly. Nenhuma das opções traz total segurança para um jogo de Champions.

Meio-campo e ataque também exigem improviso

Se a defesa preocupa, o meio-campo e o ataque não ficam atrás. A boa notícia é o retorno de Declan Rice, peça fundamental na estrutura do time. Mesmo sem estar no auge físico, ele deve ser titular — praticamente sem escolha.

Ao lado dele, Martin Ødegaard volta a ganhar ritmo, enquanto Martin Zubimendi surge como opção importante, mesmo também lidando com questões físicas recentes. A ausência de Eberechi Eze e a lesão de Mikel Merino reduzem ainda mais as alternativas.

Nas pontas, o cenário é parecido. Bukayo Saka segue fora para o jogo contra o Sporting, o que pesa demais. Em contrapartida, Leandro Trossard pode voltar e ajudar, enquanto Gabriel Martinelli deve seguir como titular. Já Noni Madueke aparece como alternativa após evitar uma lesão mais grave.

No comando do ataque, a tendência é ver Viktor Gyökeres começando justamente contra seu ex-clube, o Sporting. A escolha tem um peso emocional e também técnico, já que ele mostrou impacto recente. Kai Havertz pode aparecer como opção, enquanto Gabriel Jesus corre por fora.

Decisões que podem definir a temporada do Arsenal

O momento do Arsenal é aquele clássico ponto de virada: ou reage agora, ou vê a temporada escapar de vez. Com duas taças já perdidas, a pressão aumenta naturalmente, ainda mais em um clube que vem batendo na trave nos últimos anos.

Arteta, que já mostrou capacidade de reconstrução, agora enfrenta talvez seu maior desafio desde que chegou ao clube. Não é só questão tática, mas de gestão de elenco, controle físico e, principalmente, mental.

Os próximos jogos contra Sporting e Bournemouth vão dizer muito sobre o que esse Arsenal ainda pode buscar. Mesmo com tantos problemas, ainda há qualidade suficiente para competir. A dúvida é: o time vai conseguir superar o caos momentâneo ou sucumbir de vez?

A resposta começa a ser escrita agora.