O Arsenal martelou, conseguiu romper o bloqueio e venceu o Wolverhampton por 2 a 1, no Emirates Stadium, neste sábado (13). Os gols da vitória vieram nas infelicidades do goleiro Sam Johnstone e do zagueiro Mosquera, que acabaram marcando contra, o tento visitante foi feito por Arokodare. A equipe treinada por Mikel Arteta mantém-se na liderança da Premier League e, agora, torce para um tropeço do vice-líder, Manchester City, para se isolar na ponta do torneio. Por sua vez, o Wolves
Arsenal cerca, Wolverhampton resiste e o gol não sai
O jogo começou com a dominância esperada do Arsenal. Os mandantes concentraram, nos primeiros dez minutos, suas investidas pelos corredores. Saka foi o jogador mais acionado no terço final, mas os pontas encontraram dificuldades para superar a bem postada linha defensiva do Wolverhampton.
Mesmo com pouca posse de bola, a postura defensiva dos visitantes esteve bem encaixada. A linha de três zagueiros — Mosquera, Agbadou e Toti Gomes — mostrou-se atenta e contou ainda com recomposições constantes dos alas Doherty e Wolfe para proteger a meta de Johnstone. Na prática, o Wolves defendia com cinco homens na última linha, executando um plano defensivo sólido e disciplinado.
O cenário era claro: ataque contra defesa. Um reflexo direto das situações opostas das equipes na Premier League. O Arsenal buscava a vitória para se manter na liderança, enquanto o lanterna Wolverhampton se mantinha retraído, com o objetivo de, ao menos, somar um ponto fora de casa. O bloqueio estava bem montado, e a irritação de Mikel Arteta era visível à beira do campo.
Se defensivamente o Wolves merecia elogios, o mesmo não se podia dizer de sua produção ofensiva. A saída de bola foi desorganizada, com erros de passe recorrentes e pouca capacidade de retenção no campo adversário. Ainda assim, a equipe treinada por Rob Edwards teve a melhor chance do primeiro tempo: aos 25 minutos, Hwang disparou sozinho em contra-ataque, explorando a linha alta dos Gunners, mas finalizou nas mãos de David Raya.
Para quem passava a maior parte do tempo sob pressão, uma oportunidade como essa não poderia ser desperdiçada. No lance, o sul-coreano arrancou desde o campo de defesa e atacou o espaço às costas da zaga do Arsenal, mas faltou precisão no momento decisivo.
Ineficácia de um lado, preocupação do outro. Ao tentar acompanhar a arrancada de Hwang, Ben White sentiu um problema muscular e precisou ser substituído por Lewis-Skelly. A reorganização defensiva levou Timber para a lateral direita, com Saliba e Hincapié formando a dupla de zaga e Skelly ocupando o lado esquerdo.
As mudanças deixaram o Arsenal mais agressivo ofensivamente. Quem mais se beneficiou foi Gabriel Martinelli, que teve três boas chances para marcar, mas não conseguiu convertê-las. A principal veio após cruzamento da direita, quando o chute do brasileiro passou muito perto da meta de Johnstone.
A primeira etapa apresentou um duelo interessante: de um lado, a solidez defensiva dos visitantes; do outro, um Arsenal dominante em volume — finalizou seis vezes mais que o adversário —, mas incapaz de acertar o alvo. Assim, o empate sem gols ao intervalo refletiu fielmente o que foi o jogo até ali.
Que azar, Johnstone…
Engana-se quem imaginou que o Wolverhampton mudaria a postura na etapa final. A tônica do primeiro tempo se manteve: bloco baixo, linhas compactas e resistência defensiva. Do outro lado, o Arsenal não tirou o pé do acelerador. Em termos de posse de bola, os Gunners ampliaram ainda mais o domínio, superando os números iniciais (74% a 26%) e chegando, em determinados momentos, a impressionantes 84% contra apenas 16% dos visitantes.
Esses números ilustram a predominância do Arsenal no Emirates. O volume de jogo cresceu, a circulação de bola foi mais rápida e as investidas pelos corredores se tornaram mais variadas. Ainda assim, a organização defensiva do Wolves seguia irrepreensível. Os brasileiros André e João Gomes se desdobraram na proteção à frente da zaga, mas a intensidade imposta pelos londrinos acabou se sobrepondo.
Buscando aumentar o poder criativo, Arteta lançou Ødegaard, Merino e Trossard, reforçando o meio-campo e o setor ofensivo. O efeito foi imediato: mais finalizações, de curta, média e longa distância. Johnstone passou a ser bombardeado e chegou a realizar uma defesa espetacular em chute de Declan Rice. Porém, justamente no lance que parecia mais controlado, o goleiro acabou sendo batido.
Em cruzamento vindo da direita, Johnstone saiu mal, foi encoberto, a bola acertou a trave e voltou em suas costas, morrendo dentro do gol. Estava aberto o placar para os Gunners, em um lance cruel para quem fazia uma partida praticamente impecável.
A pressão do Arsenal seguiu intensa, mas o jogo ainda reservava reviravoltas. Mesmo mantendo a postura reativa, o Wolverhampton conseguiu o empate nos minutos finais. Arokodare aproveitou uma rara oportunidade e balançou as redes, premiando a insistência dos visitantes.
Mérito das alterações promovidas por Rob Edwards. Mateus Mané e o próprio Arokodare, lançados ao longo da etapa complementar, participaram diretamente do gol e deram novo fôlego ao ataque dos Wolves. Ainda assim, o Emirates viveria mais um capítulo decisivo.
Gabriel Jesus participou da jogada, e o que parecia ser um problema recorrente se confirmou para o Wolverhampton: o gol contra. Desta vez, Mosquera acabou desviando para o próprio patrimônio, transformando o azar que já havia atingido Johnstone em nova frustração defensiva. Fim de jogo: Arsenal 2 x 1 Wolverhampton.
Arsenal e Wolves na Premier League
O Arsenal está na liderança do Campeonato Inglês, com 36 pontos — cinco a mais que o vice-líder, Manchester City, que ainda joga na rodada. O próximo compromisso dos Gunners é fora de casa, contra o Everton, no sábado que vem (20), às 17h.
O Wolverhampton segue sem vencer na Premier League e soma apenas dois pontos em 16 jogos disputados. A próxima partida dos comandados de Rob Edwards é contra o Brentford em casa, também no sábado, só que ao meio dia.
Créditos da foto de capa: Divulgação/Premier League