Em um jogo de alto nível técnico no Giuseppe Meazza, o Arsenal venceu a Inter de Milão por 3 a 1, nesta terça-feira (20), e manteve a campanha perfeita nesta edição da Champions League. Gabriel Jesus foi o grande nome da noite, com dois gols, enquanto Viktor Gyökeres fechou a conta para os Gunners. Petar Sučić descontou para os Nerazzurri. O resultado garantiu a liderança isolada da equipe de Mikel Arteta, enquanto os italianos correm o risco de terminar a rodada fora da zona de classificação direta ao mata-mata. Veja como foi a partida:
Troca de golpes em Milão!

O jogo começou em alta rotação. Mesmo fora de casa, o Arsenal não se intimidou com a torcida nerazzurra nem com a qualidade da Inter. Os Gunners fizeram dez minutos iniciais de alto nível, com agressividade, pressão adiantada e cinco finalizações — uma delas convertida em gol.
Após a tentativa de Timber na entrada da área, a bola sobrou para Gabriel Jesus, que finalizou para abrir o placar. O domínio inglês naquele momento se confirmou. A surpresa ficou por conta do fim do jejum do camisa 9, que não marcava na Champions League desde a temporada 2023/24, quando o Arsenal venceu o Lens.
Defensivamente, o encaixe da equipe de Mikel Arteta foi — quase — irrepreensível. O plano funcionava, mas apenas até certo ponto. Com o passar dos minutos, a Inter começou a se soltar. Lautaro Martínez teve atuação discreta, mas Marcus Thuram compensou com presença física e mobilidade. O francês forçou deslocamentos constantes dos zagueiros e abriu espaços para as infiltrações dos meio-campistas.
Foi exatamente assim que surgiu o gol da Inter: arrancada de Thuram, finalização de Barella bloqueada e um chute potente de Sučić para igualar o placar no Giuseppe Meazza. A partir daí, o jogo ganhou contornos de imprevisibilidade.

Cada investida ofensiva parecia ter potencial de terminar em gol — mérito muito mais das propostas agressivas das equipes do que falhas defensivas. Os contra-ataques apareceram dos dois lados, como no lance em que Thuram desperdiçou boa chance após jogada construída por Sučić.
Nesse ambiente de intensidade constante, o Arsenal voltou a marcar. Na já conhecida — e sempre perigosa — bola parada dos Gunners, o cruzamento alto encontrou Trossard na segunda trave. A bola ainda tocou no travessão antes de sobrar para Gabriel Jesus, que, atento, empurrou para o fundo da rede. O segundo gol do brasileiro na competição selava, de vez, um retorno em alto nível.
Ainda assim, a nova vantagem no placar não significou controle total da partida para os ingleses. Luis Henrique, Lautaro e Dimarco tiveram boas oportunidades, explorando as fragilidades na recomposição defensiva do Arsenal. O meio-campo de Arteta sofreu nesse aspecto: Eze não oferece grande capacidade de interceptação, enquanto Mikel Merino teve dificuldades para acompanhar a velocidade das transições ofensivas da Inter.
As equipes foram para o intervalo com uma certeza compartilhada: a vitória estava ao alcance de ambos. Para quem aprecia futebol bem jogado, o primeiro tempo entregou intensidade, qualidade técnica e competitividade. A vantagem do Arsenal refletia eficiência no último terço, não superioridade absoluta. Já a Inter, longe de ser envolvida, desperdiçou ao menos três chances claras de empatar novamente.
Inter cresce, Arsenal resiste e é fatal no contra-ataque

O segundo tempo manteve a intensidade da etapa inicial. O Arsenal voltou melhor e quase ampliou logo nos primeiros minutos, com Eze e Trossard levando perigo. A Inter até chegou com Thuram e Luis Henrique, mas sem a mesma precisão nas conclusões.
Com dificuldades para controlar o ritmo, Christian Chivu mexeu na equipe e lançou Pio Esposito e Frattesi. A resposta foi imediata. O jovem camisa 94 entrou bem, finalizou com perigo em duas oportunidades e deu mais presença ofensiva aos Nerazzurri. Frattesi, mesmo mais discreto, ajudou a dar fluidez ao meio-campo e facilitou a circulação da bola.
Aos poucos, a Inter passou a rondar a área do Arsenal. Diante do novo cenário, Arteta optou por uma postura mais cautelosa: reforçou a defesa com Gabriel Magalhães e apostou nos contra-ataques com Gyökeres e Martinelli, jogadores capazes de explorar os espaços deixados.
A estratégia foi certeira. Após escanteio da Inter, a zaga inglesa afastou e Gyökeres puxou o contra-ataque. O sueco tentou o passe, mas a bola voltou em seu pé. Com frieza, chapou no canto e decretou o triunfo dos Gunners em Milão.
Próximos compromissos de Inter de Milão e Arsenal
A vitória manteve o Arsenal na liderança geral da Champions League, agora com 21 pontos, em uma campanha irretocável. Já classificado ao mata-mata, o time de Arteta pode poupar na última rodada da fase de liga, quando enfrenta o Kairat Almaty, no Emirates Stadium, no dia 28 de janeiro. No Campeonato Inglês, os Gunners também lideram e encaram o Manchester United no domingo (25), pela 23ª rodada.
A Inter, por sua vez, vive uma campanha de extremos na competição continental: soma quatro vitórias e derrotas, sem empates, totalizando 12 pontos. Atualmente em oitavo lugar, pode ser ultrapassada a depender dos demais resultados da rodada. Na última jornada da Champions, terá um desafio complicado contra o Borussia Dortmund, fora de casa.
Na Série A, os Nerazzurri voltam a campo na sexta-feira (23), às 16h45 (de Brasília), diante do Pisa. Assim como o Arsenal, a Inter lidera o campeonato nacional, mas saiu de campo em Milão com sinais de alerta ligados.
Ficha técnica da partida
Inter de Milão 1 x 3 Arsenal
Local: Giuseppe Meazza, Milão (ITA)
Data: Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Hora: 17h (de Brasília)
Árbitro: João Pinheiro (POR)
Gol(s):
- Inter de Milão: Petar Sučić, 18’/1°T
- Arsenal: Gabriel Jesus, 10’/1°T e 31’/1°T; Viktor Gyökeres, 39’/2ºT
Cartões amarelos:
- Inter de Milão: Bastoni, Acerbi
- Arsenal: —
Inter de Milão: Sommer; Akanji, Acerbi e Bastoni; Luís Henrique (Bonny), Barella (Frattesi), Zielinski (Diouf), Sucic e Dimarco; Thuram e Lautaro Martínez (Pio Esposito). Técnico: Christian Chivu.
Arsenal: Raya; Timber (White), Saliba, Mosquera (Gabriel Magalhães) e Lewis-Skelly; Zubimendi, Merino e Eze (Rice); Saka, Trossard (Gabriel Martinelli) e Gabriel Jesus (Gyökeres). Técnico: Mikel Arteta.
Créditos pela foto de capa: Divulgação/Arsenal