A derrota do Liverpool por 4 a 2 para o Leeds United, em amistoso de pré-temporada disputado no Soldier Field, em Chicago, deixou a equipe com mais perguntas do que respostas antes do início da temporada 2026/27. O resultado tem peso limitado por se tratar de uma partida preparatória, mas a maneira como os Reds perderam uma vantagem de dois gols e sofreu quatro vezes no segundo tempo expôs problemas que o novo técnico Andoni Iraola terá de corrigir rapidamente. O colapso não deve ser tratado apenas como consequência das substituições, mas como uma oportunidade para identificar fragilidades estruturais do elenco.
A primeira grande lição para o Liverpool está na necessidade de melhorar sua organização defensiva, especialmente nas bolas paradas e nos lançamentos longos. Depois de terminar o primeiro tempo vencendo por 2 a 0, a equipe permitiu que o Leeds encontrasse uma rota simples para voltar ao jogo. Dois dos gols sofridos nasceram de arremessos laterais longos direcionados à área, com Dominic Calvert-Lewin marcando duas vezes em jogadas semelhantes. A falta de reação dos defensores e a dificuldade para atacar a bola pelo alto evidenciaram problemas de posicionamento e comunicação.
Esse aspecto ganha ainda mais importância diante da situação atual do elenco. O Liverpool enfrenta limitações na defesa central, e a partida mostrou que a profundidade do setor pode ser um problema caso os titulares estejam indisponíveis. Ifeanyi Ndukwe e Mor Talla Ndiaye, ambos jovens, tiveram dificuldades para controlar a área durante a reação do Leeds. Ndukwe, apesar do porte físico, demonstrou insegurança para assumir o comando da linha defensiva. Além disso, o próprio contexto de pré-temporada pesa, já que diversas substituições realizadas pouco antes da reação adversária deixaram dois zagueiros adolescentes responsáveis por uma estrutura que perdeu estabilidade.
Por outro lado, o amistoso também ofereceu uma resposta extremamente positiva no setor ofensivo. Florian Wirtz foi provavelmente a principal notícia do Liverpool em Chicago. Utilizado por Iraola na posição que melhor corresponde às suas características, como meia-atacante atrás do centroavante, o alemão apresentou mobilidade, criatividade e capacidade para ocupar espaços entre as linhas. O gol marcado após cruzamento de Jeremie Frimpong foi a síntese de uma atuação em que o camisa 7 pareceu muito mais confortável do que em momentos da temporada anterior.
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A utilização de Wirtz como camisa 10 pode representar uma das decisões mais importantes de Andoni Iraola na reconstrução do Liverpool. O treinador já havia sinalizado a intenção de explorá-lo de forma centralizada, priorizando sua criatividade, visão de jogo e capacidade de acelerar as ações ofensivas, em vez de mantê-lo predominantemente pelo lado esquerdo. Se a atuação na primeira apresentação servir como indicativo do planejamento, a mudança tem potencial para consolidar o alemão como protagonista da equipe e referência técnica do novo ciclo iniciado em Anfield.
Outra lição importante envolve os jovens. Trey Nyoni novamente apresentou personalidade e qualidade técnica, participando diretamente da construção do segundo gol ao encontrar Frimpong com um lançamento preciso. O desempenho durante a pré-temporada fortalece sua candidatura a um espaço maior no elenco principal. Ao mesmo tempo, a atuação dos jovens defensores mostrou que desenvolvimento e responsabilidade competitiva são coisas diferentes. O Liverpool pode apostar em seus talentos, mas não pode depender exclusivamente deles para solucionar problemas de profundidade em setores decisivos.
A principal conclusão é que o Liverpool precisa separar o resultado daquilo que realmente importa neste momento da preparação. Perder um amistoso não caracteriza uma crise, mas desperdiçar uma vantagem de 2 a 0 e sofrer quatro gols em menos de um tempo evidencia problemas defensivos e de concentração que exigem ajustes. Andoni Iraola ainda dispõe de tempo antes da estreia na Premier League, contra o Newcastle, em 23 de agosto, e o amistoso diante do Monaco representará mais uma oportunidade para avaliar alternativas, corrigir falhas e fortalecer a equipe.
O Liverpool deixa Chicago com uma contradição evidente: durante os primeiros 45 minutos, demonstrou qualidade suficiente para voltar a competir entre as principais equipes da Europa, mas, após o intervalo, expôs fragilidades defensivas e limitações na profundidade do elenco. A oscilação reforça que ainda há aspectos importantes a serem ajustados antes do início da temporada. Para Andoni Iraola, a derrota pode ter valor estratégico justamente por revelar falhas com antecedência, permitindo correções antes que os erros passem a custar pontos na disputa oficial da Premier League.

Como o Liverpool busca se ajeitar nos últimos amistosos da pré-temporada, antes da estreia da Premier League
A preparação do Liverpool para a temporada 2026/27 entra em sua fase decisiva depois da derrota por 4 a 2 para o Leeds United, em Chicago. O resultado encerrou a excursão pelos Estados Unidos, mas não a pré-temporada: os comandados de Andoni Iraola ainda terão dois testes em Anfield, contra Monaco, em 9 de agosto, e Como, em 16 de agosto, antes da estreia oficial na Premier League diante do Newcastle, em 23 de agosto. Os dois amistosos serão as últimas oportunidades para o treinador ajustar a equipe, testar os jogadores que retornaram posteriormente das férias e, principalmente, encontrar respostas para um elenco que sofreu mudanças profundas.
A derrota para o Leeds não deve ser encarada como um sinal definitivo de crise, até porque o Liverpool terminou a excursão com duas vitórias, sobre Sunderland e Wrexham, antes do revés em Chicago. O próprio Dominik Szoboszlai destacou que o período serviu para o grupo conhecer melhor Iraola e sua comissão técnica, em uma preparação na qual alguns jogadores chegaram mais tarde e outros sequer participaram de toda a programação. Ainda assim, o segundo tempo contra o Leeds mostrou que o Liverpool precisa ganhar consistência, sobretudo defensivamente, antes de começar uma competição na qual a margem para erros será muito menor.
A questão central para Iraola, porém, ultrapassa o desempenho dos amistosos. O treinador assumiu um Liverpool que perdeu referências importantes. Mohamed Salah, Andy Robertson e Ibrahima Konaté deixaram o clube, representando baixas significativas em diferentes setores. Salah, sobretudo, deixa um vazio esportivo e simbólico no ataque, enquanto Robertson e Konaté reduzem a experiência disponível para uma defesa que já apresentou problemas durante a preparação. O cenário torna os próximos dias importantes também fora de campo, pois o treinador reconheceu que existem lacunas no elenco que precisam ser avaliadas no mercado.
Até agora, o Liverpool tem duas novidades principais incorporadas ao planejamento: o zagueiro Jérémy Jacquet e o atacante Víctor Muñoz. Jacquet chegou do Rennes e é visto como uma alternativa para reconstruir o setor defensivo, enquanto Muñoz foi contratado junto ao Osasuna para acrescentar velocidade e opções ofensivas. O problema é que os dois reforços, sozinhos, não compensam integralmente a quantidade de experiência perdida. A própria programação da pré-temporada mostrou essa dificuldade, com Jacquet precisando de cuidados físicos e Muñoz tendo seu retorno condicionado ao período de recuperação após compromissos anteriores.
Por isso, Monaco e Como terão uma função diferente dos jogos disputados nos Estados Unidos. Mais do que procurar resultados, Iraola precisará aproximar o time considerado ideal, definir sua estrutura defensiva e aumentar a conexão entre meio-campo e ataque. O retorno progressivo de nomes importantes também será determinante, já que parte dos jogadores chegou depois à preparação por causa de compromissos internacionais. A comissão técnica terá pouco tempo para transformar um grupo ainda em construção em uma equipe capaz de competir desde a primeira rodada.
Outro ponto importante será a utilização dos jovens. A excursão americana abriu espaço para jogadores da formação, e alguns responderam positivamente à oportunidade. Trey Nyoni, por exemplo, ganhou destaque pela personalidade e pela qualidade na construção das jogadas. Essa alternativa pode ser valiosa para Iraola, mas não elimina a necessidade de experiência. O Liverpool precisa encontrar equilíbrio entre aproveitar sua nova geração e oferecer ao treinador um elenco suficientemente profundo para atravessar uma temporada longa.
Os amistosos contra Monaco e Como serão decisivos para Iraola consolidar sua proposta de jogo, corrigir falhas defensivas e medir o potencial do elenco. Com mudanças no comando, saídas importantes e poucos reforços, o Liverpool ainda busca estabilidade. Até a estreia diante do Newcastle, em 23 de agosto, o objetivo será transformar ajustes em uma equipe realmente competitiva.

Será que o Liverpool vai ter mudanças em breve com Iraola e em busca de mais reforços na temporada 2026/27
O Liverpool pode passar por mudanças importantes em breve, e as declarações de Andoni Iraola durante julho indicam que o treinador espanhol não considera o elenco atual suficiente para enfrentar a temporada 2026/27. Depois de perder nomes importantes como Mohamed Salah, Andy Robertson e Ibrahima Konaté, o clube contratou apenas Jérémy Jacquet e Víctor Muñoz, enquanto algumas baixas por lesão também reduziram as opções disponíveis.
No entanto, Iraola foi direto ao reconhecer que existem situações que precisam ser resolvidas no mercado. O técnico afirmou que o Liverpool precisa permanecer aberto a novas oportunidades, sem estabelecer um número exato de reforços, mas deixando claro que duas contratações não serão suficientes para preencher todas as lacunas do elenco.
Nesse cenário, a prioridade parece estar principalmente no ataque e na defesa. A saída de Salah criou um vazio difícil de ignorar, enquanto as despedidas de Robertson e Konaté diminuíram a experiência defensiva. Jacquet chega justamente para ajudar na reconstrução da defesa, enquanto Muñoz oferece versatilidade pelos dois lados do ataque, mas Iraola ainda busca alternativas capazes de elevar o nível competitivo do grupo.
O mercado, portanto, deve seguir intenso em Anfield. O Liverpool já foi associado a nomes como Bradley Barcola e outros jogadores de perfil ofensivo, reforçando a intenção da diretoria de ampliar as opções para o setor de ataque. A expectativa é fornecer ao novo treinador um elenco mais equilibrado e compatível com suas ideias de jogo, aumentando a competitividade da equipe ao longo da temporada, com reforços pontuais.
A tendência é que mudanças aconteçam antes do fechamento da janela. Para Iraola, mais do que simplesmente contratar, o desafio será construir rapidamente um Liverpool capaz de substituir referências perdidas e, ao mesmo tempo, desenvolver uma identidade própria. Depois de julho revelar as fragilidades do elenco, agosto surge como o período decisivo para transformar planejamento em reforços.
(Foto: Getty Images)
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