Após um ano e meio, a Atalanta volta a apostar firme em Ademola Lookman e Gianluca Scamacca, agora acompanhados por Charles De Ketelaere, que seguem formando o trio ofensivo da equipe de Bérgamo na disputa da Serie A. Os três atacantes se reencontraram com o novo técnico Raffaele Palladino, cuja gestão devolveu vitalidade ao setor de ataque da Dea, que vinha oscilando nas últimas partidas sob o comando do ex-treinador Ivan Juric — demitido após uma sequência negativa e que agora tenta recolocar o time na briga por vagas em competições europeias.
Mesmo com apenas três jogos, Lookman e Scamacca renasceram e parecem atletas completamente diferentes dentro da Atalanta. O impacto não é apenas técnico — De Ketelaere também evoluiu —, mas perceptível no ambiente interno e na confiança do elenco. Sob Palladino, o belga recuperou protagonismo, voltou a mostrar criatividade, passou a oferecer contribuições valiosas e quebrou um jejum de mais de dois meses sem marcar. Ele precisa de confiança para atingir seu máximo; sob Gian Piero Gasperini, chegou a balançar as redes 14 vezes em uma temporada, mas nunca contra o Milan, onde sentia falta de valorização e segurança.
A transformação mais profunda, contudo, se deu com Scamacca e Lookman na Atalanta. O atacante italiano, que sofreu sucessivas lesões durante o último ano e meio, havia perdido o ânimo até fora de campo. Palladino, entretanto, percebeu rapidamente que a reintegração deveria ser imediata e integral — e não gradual. Na única vez em que isso não aconteceu, na partida contra o Napoli no Estádio Diego Armando Maradona, ele se arrependeu na hora e assumiu a responsabilidade publicamente.
Tanto na retomada da Serie A em Nápoles, quanto no jogo em Frankfurt e na partida de ontem, em Bérgamo, diante da Fiorentina, emergiu aquele que Palladino descreveu como “um dos melhores atacantes da Europa”. “Ele é um dos jogadores mais completos que já vi: está fazendo um excelente trabalho e precisa continuar evoluindo, assim como toda a equipe. Ele também tem se sacrificado muito pelos companheiros”, acrescentou o treinador da Atalanta. Scamacca voltou a marcar após 90 dias e recuperou também a leveza: seus comentários espontâneos e bem-humorados na Alemanha, ao lado do novo técnico, falaram por si.
Quanto a Lookman, assim que Palladino foi apresentado oficialmente, o atacante restaurou todas as fotos usando a camisa da Internazionale — imagens que havia apagado 101 dias antes, durante a desgastante novela da janela de verão. Ele reencontrou sintonia com o vestiário e, o mais importante, voltou a marcar com a camisa da Atalanta: um gol na UEFA Champions League, outro diante da Fiorentina e uma série de passes decisivos, resgatando o brilho de seus melhores momentos. Depois de um mês sem balançar as redes, estava frustrado.
Agora, revive. Palladino dispõe de muitas alternativas no setor ofensivo — Samardzic, Pasalic, Brescianini, Maldini, Sulemana, Krstovic. O técnico napolitano não teme trabalhar com um elenco numeroso, nem tomar decisões difíceis. Pelo contrário: já estabeleceu seu trio predileto, utilizado desde o intervalo da partida contra o Napoli — De Ketelaere, Lookman e Scamacca, uma combinação que não aparecia junta na Serie A desde maio de 2024, quando a Atalanta conquistou a UEFA Europa League com a mesma ousadia ofensiva que o treinador tenta reacender em seu “ataque de ouro”. O tratamento tem surtido efeito, a ambição reapareceu: o foco está novamente na Europa.
Lookman viajará para a Copa Africana de Nações dentro de poucas semanas, e Palladino pretende aproveitar seu melhor até lá — assim como o de De Ketelaere e Scamacca, dois jogadores cuja consistência e rendimento crescem quando começam entre os titulares em vez de entrarem ao longo das partidas. Os demais terão seu momento, mas talvez isso não ocorra já nas oitavas de final da Copa da Itália, na quarta-feira, às 11h (horário de Brasília), em casa, contra o Genoa: para esta Atalanta, esse torneio ainda pode ser a via mais acessível para garantir presença continental.

Como a Atalanta recuperou sua fome de gols com Ademola Lookman e Gianluca Scamacca
A recente guinada da Atalanta passa, antes de tudo, pela reativação de seu poder ofensivo — e a dupla Lookman-Scamacca tem papel determinante neste processo. Com a chegada de Raffaele Palladino, o time adotou um modelo mais agressivo e vertical, recuperando o protagonismo do ataque, como se esperava desde o início da temporada.
No 3-4-3 idealizado pelo treinador, Scamacca atua como referência fixa na área, enquanto Lookman se movimenta pelos lados — uma combinação que une presença física, velocidade e dinamismo. Essa proposta tática ficou evidente na vitória sobre o Eintracht Frankfurt pela UEFA Champions League, quando os nerazzurri protagonizaram um “blitz” de três gols em cinco minutos no segundo tempo, com o nigeriano abrindo o caminho, seguido por Éderson e De Ketelaere.
Na Serie A, o ritmo se mantém: contra a Fiorentina, Lookman voltou a marcar, garantindo o 2 a 0 na New Balance Arena — e confirmando que o novo desenho ofensivo não é exceção, mas tendência. Nos bastidores, o nigeriano destacou o entrosamento com Scamacca e De Ketelaere, além da liberdade de movimentação e da qualidade coletiva da equipe: “é muito fácil jogar com Scamacca e De Ketelaere, somos jogadores de qualidade. Precisamos seguir trabalhando e evoluindo como grupo”.
Com equilíbrio entre força física, técnica e coordenação coletiva, a Atalanta demonstra que, sob Palladino, o ataque voltou a ser uma arma — e Lookman + Scamacca, o impulso para alçar voos mais altos.

Scamacca e Lookman tentam se firmar como esperança de gols na arrancada da Atalanta rumo ao topo
A reconstrução do ataque da Atalanta ganhou novo contorno com o crescimento de Gianluca Scamacca e Ademola Lookman, dupla que retorna ao centro do projeto esportivo do clube para impulsionar a campanha na parte superior da tabela da Serie A. À medida que a temporada se aproxima de sua fase decisiva, ambos despontam como a principal esperança de gols na corrida por uma vaga nas competições europeias de 2026/27.
Sob o comando de Raffaele Palladino, a Atalanta recuperou intensidade e verticalidade no terço final do campo, reorganizando sua estrutura ofensiva a partir das características complementares da dupla: Scamacca, mais fixo, fornece força física e presença na área; Lookman, mais dinâmico, ataca espaços, acelera transições e cria superioridade pelos lados. O encaixe, que parecia incerto em momentos da temporada passada, agora se consolida.
O impacto recente é visível tanto nos números quanto no funcionamento coletivo. A Atalanta voltou a criar mais chances claras, finaliza com maior volume e apresenta um repertório ofensivo mais diverso — alternando construção trabalhada com ataques diretos que exploram a velocidade de Lookman e a precisão de Scamacca.
O trio com De Ketelaere se tornou fundamental, ampliando possibilidades de combinação e dando fluidez ao esquema. Em meio a uma disputa acirrada pela zona europeia, a experiência e a capacidade de decisão da dupla podem ser determinantes para manter a equipe competitiva na reta final. A diretoria vê nos dois um pilar de estabilidade, enquanto Palladino aposta na continuidade do entrosamento como trunfo para sustentar o ritmo de pontuação.
Aos poucos, Scamacca e Lookman reassumem o papel que a Atalanta espera deles: o de protagonistas de um ataque capaz de recolocar o clube no cenário continental. Se a equipe confirmar a arrancada rumo ao topo, a dupla certamente será um dos motivos centrais.
(Foto: Getty Images)
