Na noite deste sábado (2), o Athletico recebeu o Grêmio na Arena da Baixada em duelo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O embate entre equipes que contavam com a ausência de seus principais destaques (Zapelli para o CAP, Carlos Vinícius para o Grêmio) foi pouco vistosa, marcada por uma expulsão precoce de Esquivel e pela inabilidade da equipe gaúcha em aproveitar a vantagem numérica.
Athletico começa bem e encurrala Grêmio
O Athletico teve um bom início, com uma postura muito mais ofensiva do que o time adversário. Mesmo na ausência de um articulador inicial como Luiz Gustavo, o time de Odair Hellmann teve a maior parte da posse da bola, explorando o espaço deixado pelo Grêmio que defendia sua intermediária com apenas dois atletas (Pérez e Nardoni).
Além da ausência de Luiz Gustavo, faltou também um atleta para encontrar Viveros nas costas da defesa – sem Bruno Zapelli, o CAP teve que explorar sua melhor arma no ataque através de lançamentos longos, já que Bruninho e João Cruz não conseguiam reter a bola no campo ofensivo.
Expulsão polêmica muda cenário do jogo
O Grêmio tinha muita dificuldade em trocar passes e sair com velocidade de seu campo. No entanto, o cenário do time gaúcho mudou após uma confusão entre Enamorado e Esquivel – o colombiano acertou uma cotovelada na nuca do ala do Athletico, que retribuiu depois com outra cotovelada no rosto do argentino. Após revisão no VAR, o árbitro Sávio Pereira Sampaio optou por expulsar apenas Esquivel.

O ala argentino era um dos jogadores mais influentes do time paranaense até então, participando praticamente de todas as fases de criação da equipe. Sem ele, Hellmann tentou “fechar a casinha” colocando o zagueiro Léo Derek no lugar de João Cruz, e o Furacão perdeu praticamente todo seu poderio ofensivo.
O Grêmio passou a ter mais posse, mas foi bastante ineficiente. A equipe do auxiliar Vitor Severino tinha muita dificuldade em trabalhar a bola pelos lados, que era justamente onde o Tricolor teria mais vantagem numérica.
Grêmio não aproveita vantagem numérica e jogo fica “feio”
O Grêmio voltou do intervalo com duas mudanças: Riquelme e André Henrique entraram nos lugares de Gabriel Mec e Enamorado, respectivamente. Pouco depois, Nardoni saiu lesionado para a entrada de William. Desta forma, o Imortal tinha mais peças no meio-campo e adicionava uma opção para auxiliar Braithwaite no ataque com André Henrique.
No entanto, mesmo com um a mais, o time visitante optou por seguir com uma linha de três defensores. Pedro Gabriel e Pavón, os dois jogadores mais agudos do Grêmio, também não abriram mão de suas obrigações defensivas – consequentemente, na saída de bola, a equipe não tinha velocidade e ficava bastante previsível.
Além disso, as “novas caras” da equipe gaúcha agregaram muito pouco: Willian não conseguia participar das jogadas de ataque pelo fato de ter que recuar para auxiliar na saída de bola, e André Henrique não apresentou muita alternativa de movimentação.
O Furacão, sem muitas opções, apostava todas suas fichas em alguma jogada individual de Viveros. Como resultado, vimos um jogo bastante fraco em todos os sentidos possíveis. Com 30 minutos na segunda etapa, nenhuma das equipes haviam finalizado no gol.
Mudanças não surtem efeito e arbitragem “compensa” vermelho
Apesar de ser um dos nomes mais criticados do atual elenco gremista, Tetê, entrando no lugar de Braithwaite, foi quem mais “colocou fogo” no jogo. Pelo lado direito, junto com Pavón, o Grêmio criou suas melhores chances no jogo – a principal delas foi desperdiçada de maneira incrível por André Henrique, que recebeu um belo cruzamento e subiu livre na área, mas cabeceou para fora.
As coisas ficaram mais equilibradas após Riquelme, que entrou no intervalo, receber seu segundo cartão amarelo. Porém, havia pouco tempo no relógio para que ambas as equipes conseguissem aumentar seu volume de jogo em prol dos três pontos.
Resultado: Athletico 0 – 0 Grêmio
Foto principal: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA



