O Atlético de Madrid iniciou uma transformação que vai muito além de uma simples renovação de elenco. Desde a chegada de Mateu Alemany, em outubro de 2025, o clube trabalha para modificar os próprios fundamentos de seu projeto esportivo, buscando recuperar competitividade e construir uma equipe capaz de sustentar um novo ciclo. A mudança ocorre após uma temporada em que os rojiblancos chegaram perto de conquistas importantes, mas terminaram novamente sem consolidar esse potencial. Agora, a prioridade é corrigir estruturas e estabelecer novas bases para o futuro.
Do mesmo modo, Alemany foi contratado para comandar o futebol profissional masculino do Atlético de Madrid, assumindo responsabilidades sobre o primeiro time, o Atlético Madrileño e a área profissional da Academia. A estrutura criada pelo clube colocou o dirigente no centro das principais decisões estratégicas, envolvendo contratações, saídas e planejamento na disputa de La Liga e UEFA Champions League. Desde então, sua atuação representa uma tentativa de romper com uma política mais conservadora, acelerar a reconstrução do elenco e estabelecer novas bases para o projeto esportivo.
O mercado do Atlético de Madrid evidencia essa mudança. Jogadores que chegaram recentemente, como Conor Gallagher, Giacomo Raspadori, Matteo Ruggeri e Thiago Almada, tiveram passagens curtas ou deixaram de fazer parte dos planos, enquanto Ademola Lookman, Marc Pubill, Dávid Hancko e Álex Baena ganharam maior espaço dentro da nova estrutura. A lógica de Alemany é clara: formar um grupo mais equilibrado entre experiência, capacidade física, qualidade técnica e margem de crescimento, reduzindo apostas pouco consistentes e priorizando peças adaptáveis ao projeto.
A janela de 2026 reforça essa estratégia do Atlético de Madrid. A chegada de Cristian Romero acrescenta liderança, agressividade e experiência internacional à defesa, após a disputa da Copa do Mundo, com contrato válido até 2031. O lateral-esquerdo Alejandro Grimaldo também foi incorporado, enquanto Morten Hjulmand oferece força física, recuperação de bola e organização ao meio-campo. Já o sul-coreano Lee Kang-In completa a reformulação ofensiva e chega para assumir o espaço deixado por Antoine Griezmann, acrescentando mobilidade, criatividade e qualidade técnica ao novo projeto rojiblanco.
Essas escolhas indicam que o Atlético de Madrid pretende recuperar características históricas de sua identidade, adaptando-as às exigências do futebol atual. Cristian Romero simboliza a busca por personalidade na defesa; Morten Hjulmand acrescenta intensidade e equilíbrio; Alejandro Grimaldo oferece qualidade pelos lados; e Lee Kang-In amplia a criatividade ofensiva. Ao lado deles, permanecem referências como Jan Oblak, Koke e José María Giménez, enquanto jovens como Pablo Barrios e Giuliano Simeone representam a continuidade e renovação do projeto rojiblanco.
O desafio, entretanto, permanece enorme no Atlético de Madrid. Diego Simeone continua sendo o responsável por transformar essa reformulação administrativa e esportiva em desempenho dentro de campo. O treinador terá de integrar rapidamente jogadores com características diferentes e, principalmente, estabelecer uma nova hierarquia após a saída de referências importantes, entre elas Antoine Griezmann e Nahuel Molina. O atacante Julián Álvarez aparece como a principal estrela do novo elenco, embora sua situação tenha sido cercada por especulações durante o verão.
A mudança promovida por Alemany, portanto, não deve ser interpretada apenas pelo número de contratações. O objetivo é alterar a estrutura de um time que vinha chegando perto dos grandes títulos sem conseguir dar o último passo. O Atlético de Madrid quer construir um elenco mais duradouro, competitivo e identificado com uma nova fase, sem abandonar a essência que marcou a era Simeone. Se essa transformação funcionar, o clube poderá deixar para trás o período de transição e iniciar um ciclo no qual competir pelo topo volte a ser uma consequência natural de seus novos fundamentos.

Como o Atlético de Madrid busca recuperar competitividade e desafiar o duopólio espanhol
Para voltar a ser competitivo, o Atlético de Madrid começa a temporada 2026/27 diante de uma missão que vai além de voltar a disputar o título de La Liga: o clube quer recuperar a competitividade necessária para romper o duopólio estabelecido por Barcelona e Real Madrid no futebol espanhol. Em agosto, a reformulação conduzida por Mateu Alemany e a continuidade de Diego Simeone indicam que os rojiblancos pretendem construir novas bases esportivas e financeiras para voltar a se colocar entre os candidatos aos principais troféus.
O processo, porém, ainda está longe de ser concluído no elenco principal do Atlético de Madrid. Juan Musso, Robin Le Normand, Julián Álvarez e Alexander Sorloth se preparam para uma terceira passagem pelo clube dentro de um projeto que ainda procura estabilidade, embora nenhum deles esteja descartado. O goleiro reserva aparece como o jogador mais confiante nesse cenário, enquanto Simeone continua enfrentando a dificuldade de encontrar uma formação e uma hierarquia capazes de se consolidarem rapidamente.
A situação no Atlético de Madrid é diferente daquela vivida por Simeone há uma década. O treinador conhecia sua defesa de cor e contava com líderes praticamente em todas as posições. Agora, precisa reconstruir essas referências após a saída de Antoine Griezmann, uma das principais figuras da era recente. O desafio não é apenas substituir seus números, mas encontrar novos pesos-pesados capazes de assumir responsabilidades dentro e fora do campo. O argentino terá de formar novas lideranças para sustentar a identidade competitiva dos colchoneros e iniciar outro ciclo.
Nesse contexto, a dupla formada por Koke e Jan Oblak permanece fundamental no Atlético de Madrid. Ambos representam a continuidade de uma identidade construída ao longo dos anos, enquanto o clube também aposta no desenvolvimento de jogadores da base, especialmente Pablo Barrios e Giuliano Simeone. A intenção é combinar esses jovens com contratações capazes de acrescentar personalidade e liderança imediatamente. Assim, o clube colchonero busca equilibrar experiência e renovação, preservando seus valores competitivos sem impedir o surgimento de uma nova geração preparada para assumir responsabilidades.
É justamente esse perfil que Cristian “Cuti” Romero e Morten Hjulmand representam. O argentino, capitão do Tottenham, chega com experiência, liderança e imposição defensiva, enquanto o dinamarquês, que exerceu papel de liderança no Sporting, acrescenta força, intensidade e personalidade ao meio-campo. Grimaldo, veterano e vencedor, oferece experiência, qualidade técnica e equilíbrio pelos lados. Kang-in Lee, por sua vez, aparece como uma aposta para construir uma trajetória longa no clube, agregando criatividade, versatilidade e potencial para assumir maior protagonismo ao longo dos próximos anos.
A ideia do Atlético de Madrid é, portanto, criar novas bases e fazer contratações para ficar, e não apenas soluções de curto prazo. Jogadores importantes precisam absorver o espírito rubro-branco, como Pubill conseguiu ao se adaptar rapidamente à proposta. Com maior solidez financeira e uma estrutura esportiva renovada, o clube pretende iniciar um novo ciclo no qual competir com Barcelona e Real Madrid deixe de ser exceção. O objetivo final é recuperar o clube colchonero capaz de aspirar novamente aos títulos.

Será que o Atlético de Madrid vai consolidar a estrutura de Alemany na temporada 2026/27?
Com a missão de recuperar o protagonismo no futebol europeu, o Atlético de Madrid inicia a temporada 2026/27 diante de uma pergunta que será respondida ao longo dos próximos meses: o projeto comandado por Mateu Alemany conseguirá transformar a reformulação do clube em uma estrutura suficientemente sólida para voltar a disputar títulos? A resposta começará a ser construída já na estreia de LaLiga, contra o Málaga, nesta quarta-feira, 19 de agosto, no Riyadh Air Metropolitano. O calendário oficial confirma o confronto como a primeira rodada da competição.
No entanto, Alemany chegou ao clube em outubro de 2025 e, desde então, passou a conduzir uma profunda mudança nos fundamentos esportivos. Seu primeiro verão com maior controle sobre o futebol profissional foi marcado por entradas e saídas importantes, numa tentativa de substituir soluções temporárias por jogadores capazes de permanecer e assumir protagonismo. Cuti Romero, Hjulmand e Grimaldo representam justamente esse perfil de experiência, liderança e personalidade que o Atlético pretende incorporar ao novo ciclo.
O problema é que a reformulação do Atlético de Madrid ainda não terminou. A pré-temporada mostrou um time afetado pela ausência de vários jogadores que disputaram a reta final da Copa do Mundo, obrigando Simeone a recorrer a jovens e alternativas do elenco. Ao mesmo tempo, a defesa apresentou vulnerabilidades, enquanto novos reforços ainda buscam entrosamento. A integração de Grimaldo, Hjulmand e Kang-in Lee, portanto, será um dos processos fundamentais para que a estrutura pensada por Alemany se transforme em desempenho.
A estreia diante do Málaga ganha importância justamente por esse contexto. O Atlético precisa começar pontuando enquanto recupera jogadores e procura estabelecer uma nova hierarquia no vestiário após a saída de Griezmann. Koke e Oblak permanecem como referências de uma geração vencedora, mas a intenção é dividir essa responsabilidade com novos líderes. Romero e Hjulmand aparecem como candidatos a assumir esse papel, enquanto Pablo Barrios e Giuliano Simeone representam a aposta em talentos capazes de crescer, ganhar protagonismo e ajudar a construir o próximo ciclo do clube.
A situação de Julián Álvarez e Alexander Sorloth também exige atenção no Atlético de Madrid. O argentino chegou a manifestar desejo de deixar o clube, enquanto o norueguês convive com problemas físicos que aumentam as preocupações no setor ofensivo. Diante desse cenário, Mateu Alemany continua procurando alternativas no mercado para reforçar o ataque. A direção entende que a equipe precisa de mais opções, especialmente após a lesão do camisa 9, que reduz as possibilidades de Simeone e aumenta a necessidade de encontrar soluções capazes de manter o nível competitivo.
Por isso, o duelo com o Málaga será mais do que uma estreia. Será o primeiro teste para avaliar se o Atlético de Madrid conseguirá preservar a estrutura construída por Alemany e, ao mesmo tempo, iniciar uma nova era. O objetivo não é apenas continuar competitivo diante de Barcelona e Real Madrid, mas estabelecer bases sólidas para voltar a disputar títulos com regularidade. Para isso, o clube precisará combinar estabilidade, identidade, planejamento esportivo e capacidade financeira, transformando a reformulação atual em um projeto sustentável para os próximos anos.
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