O Atlético-MG definitivamente deixou o seu torcedor muito triste nos últimos meses depois de ter se aproximado de conquistas importantes e ter falhado em ambas. Em 2024, as decepções vieram contra Botafogo (Libertadores) e Flamengo (Copa do Brasil) em cenários absolutamente diferentes, mas o sentimento de confiança estava muito vivo na decisão da Copa Sul-Americana de 2025 mais por causa do adversário do outro lado, o Lanús, um clube de bairro e sem “grande peso de camisa”. No entanto, o Galo acabou subestimando muito o seu adversário e nem mesmo a vantagem na qualidade técnica de seus jogadores do elenco foi suficiente para evitar mais uma tragédia.
Jorge Sampaoli conseguiu cumprir com a missão de curto prazo em 2025 em deixar o Atlético-MG fora da disputa contra o rebaixamento do Brasileirão, mas o bônus com a conquista da Sul-Americana não veio principalmente em parte por causa das promessas muito infundadas feitas pela SAF, por casa de um planejamento terrível que atravessa anos, causando atrasos salariais e contratações midiáticas sem nenhuma (ou pouca) relevância técnica, apostando também no saudosismo quando passou boa parte de 2025 agarrado ao passado quando demitiu Gabriel Milito e apostou em Cuca antes de retornar com Sampaoli.
Atlético-MG não se impôs em nenhum momento da decisão
A torcida correspondeu ao chamado do Atlético-MG e fez uma bonita festa no Paraguai lotando o seu espaço e ocupando parte considerável do chamado setor misto, mas toda essa entrega acabou não sendo correspondido ao campo. No jogo mais importante da temporada em que estava em jogo um título continental e vaga na Libertadores 2026, o Galo sucumbiu aos seus próprios problemas, com muitas finalizações erradas e tomadas de decisão que deixaram o torcedor extremamente irritado. Apontado por muitos como principal culpado, Biel perdeu dois gols no 1v1 contra o goleiro adversário, sendo que em um dos lances acabou vendo a bola sair por cima mesmo em totais condições de ter aberto o placar.
Além disso, a aposta em Hulk para estar em campo nos 120 minutos se mostrou errada, pois faltou energia para o experiente atacante acompanhar o ritmo intenso de um jogo morno, mas muito movimentado em campo, sendo o líder de perda de posse de bola pelo Atlético-MG. Com o passar do tempo, o Atlético-MG foi passando a ficar mais cansado, desorganizado e ansioso em tentar buscar o gol, enquanto o Lanús se manteve concentrado e muito mais preparado para uma decisão de 120 minutos, tendo sido esta a estratégia dos argentinos do início ao fim.
Nas penalidades, não há do que se reclamar de Everson, que acertou sua cobrança e ainda defendeu um pênalti de maneira excelente, deixando o Atlético-MG inclusive na vantagem, mas Hulk acabou não correspondendo às expectativas e desperdiçou seu chute. O Lanús perdeu sua segunda cobrança e Biel teve a bola do título, mas cobrou o penal de forma péssima e devolveu aos argentinos a chance de ser campeão até a consolidação do título na batida fraca de Vitor Hugo.
Transformações são necessárias para o 2026 do Atlético-MG
Sampaoli precisa ser mantido para o comando técnico de 2026 em busca de novas soluções para um elenco que “não possui a sua cara”, e isso significa chegada de novos reforços para o Atlético-MG, mas acima de tudo uma “limpa” necessária em um elenco desequilibrado e pessimamente montado. Para piorar tudo, ainda há grandes chances do Flamengo dar mais uma “volta olímpica” na Arena MRV nesta terça-feira, podendo levantar a taça do Brasileirão.
Imagem: Conmebol