Eduardo Domínguez Atlético
Futebol Brasileirão

Atlético-MG dá boa resposta defensiva em vitória sobre o Inter

O Atlético-MG sentiu a derrota na final do Campeonato Mineiro e isso se refletiu diretamente na presença de público nas arquibancadas da Arena MRV, com os 10 mil presentes se refletindo na menor presença de público da história do estádio. Ao menos, o clube conseguiu reagir de forma diferente e conquistou uma vitória importantíssima diante do Internacional por 1 a 0, mostrando que o trabalho de Eduardo Domínguez possui alguns frutos principalmente defensivos, criando uma esperança de finalmente conseguir ajustar os problemas que tanto incomodaram o clube nas temporadas recentes.

Atlético-MG teve grande estrutura defensiva em sua estratégia

O Atlético-MG praticamente definiu o rumo estratégico do confronto ainda nos primeiros minutos. Logo no início do jogo, Tomás Cuello recebeu passe de Hulk, avançou pela direita, cortou para dentro e finalizou rasteiro para abrir o placar, e esse gol precoce alterou completamente a dinâmica tática. A equipe mineira passou a privilegiar um bloco médio-baixo, focando em compactação e transições rápidas, enquanto o Internacional foi empurrado para uma postura de maior posse e volume ofensivo.

O time dirigido por Eduardo Domínguez priorizou segurança defensiva após abrir o placar. Na fase sem bola, o Atlético se organizava em um 4-1-4-1 (com variação para o 4-5-1), com linhas compactas e pouca distância entre defesa e meio-campo. Alan Franco atuou como primeiro volante, protegendo a frente da zaga e impedindo infiltrações por dentro. Isso obrigava o Inter a jogar mais pelos lados, enquanto Cuello e Hulk frequentemente baixavam para formar uma segunda linha de quatro ou cinco jogadores no meio, dificultando a progressão colorada entre linhas.

No sistema defensivo, Vitor Hugo e Iván Román priorizaram interceptações e cortes em cruzamentos em uma estratégia que permitiu absorção da pressão. Depois de sofrer o gol cedo, o Internacional assumiu o controle do jogo, com maior posse e diversas chegadas ao ataque, mas pecou na conclusão das jogadas mais uma vez, assim como ocorreu durante a final do Gauchão.

Contra o Atlético, o Inter buscou amplitude pelos lados com laterais e pontas abrindo o campo para gerar cruzamentos e atacar a área. Em vários momentos, o time de Paulo Pezzolano pressionou imediatamente após perder a bola para impedir contra-ataques. Apesar disso, faltou precisão no último passe e nas finalizações; As chances surgiram, mas pararam em defesas importantes de Éverson ou em erros na definição.

Com menos posse, o Atlético apostou em ataques rápidos, especialmente pelo lado direito, e Hulk teve papel fundamental atuando como pivô, distribuindo passes longos para os extremos, além de segurar a bola para permitir a subida o meio-campo. Quando recuperava a bola, o time buscava verticalidade imediata, chegando inclusive a marcar o segundo gol, anulado posteriormente.

Atlético mostra que pode ter mais segurança defensiva

Na reta final da partida, o Internacional aumentou o volume ofensivo e empurrou o Atlético para dentro da própria área. O cenário foi de pressão constante, com cruzamentos e finalizações, mas sem eficácia suficiente para alterar o marcador. Isso mostrou também uma proteção defensiva positiva para o Atlético, que foi bem sucedido em sua estratégia de linhas baixas e jogo direto para aliviar a pressão adversária.

Imagem: D.A. Press