O Atlético-MG está garantindo emoção para seu torcedor e todos os telespectadores que estão resolvendo acompanhar a jornada de Jorge Sampaoli na atual temporada. Disposto à ser muito ofensivo novamente e buscar gols à qualquer custo, o técnico ampliou o desequilíbrio entre ataque e defesa, deixando o Galo ainda mais exposto do que já estava sendo com o atual elenco desde o ano passado. Desta forma, estamos vendo um time que produz ofensivamente com bastante repertório, mas acaba pecando demais na proteção defensiva em todos os jogos de 2026.
Esse cenário voltou a aparecer na 3ª rodada do Brasileirão, com o Galo entregando bastante entretenimento em duelo de seis gols na Arena MRV, com reviravoltas e um empate arrancado no último minuto diante do Remo. Obviamente que o experiente Juan Carlos Osorio possui relevante mérito no desempenho satisfatório de um dos candidatos ao rebaixamento, mas o Atlético-MG provavelmente não conseguirá chegar perto de nenhuma taça caso mantenha o atual comportamento de negligência do setor defensivo.
O caos de Jorge Sampaoli volta a deixar Atlético-MG exposto
Como citado anteriormente, o Atlético-MG tentou impor um ritmo intenso com posse de bola no campo adversário, mas com um bloco defensivo muito alto e exposto. A equipe buscou acelerar com Hulk e Cuello, sofrendo drasticamente com as transições defensivas. Percebendo isso, o estudioso treinador do Remo adotou uma postura inteligente de esperar em bloco médio-baixo e explorar a velocidade em contra-ataques mortais. O time paraense soube aproveitar os espaços deixados pelos laterais atleticanos e os erros individuais na saída de bola.
O Galo começou melhor e abriu o placar com Hulk aos 21′, aproveitando um erro na saída de bola do Remo, sendo este um fruto de uma intensidade muito bem encaixada nos primeiros 20 minutos de jogo. No entanto, o time de Sampaoli não sustentou a pressão e permitiu que o Remo crescesse ainda durante a etapa inicial, permitindo o gol de empate vinte minutos depois em contra-ataque fatal, quando Alef Manga serviu Vitor Bueno, que empatou. A defesa do Galo mostrou desorganização posicional neste lance.
Nos primeiros minutos da etapa complementar, o Atlético-MG voltou a ficar na frente do placar com Ruan marcando em lance de bola parada, mas o cansaço físico fez com que a fala de compactação ficasse ainda mais grave, e as linhas acabaram ficando mais expostas durante a reta final. Com espaços gigantescos para explorar, o Remo virou com gols de Yago Pikachu e Alef Manga, este último após um erro infantil de recuo de Renan Lodi, aos 48′ do segundo tempo.
As vaias estavam presentes nos poucos torcedores que compareceram à Arena MRV, mas no lance final da partida, aos 53′, o Atlético, no desespero e na base da pressão, empatou com Dudu, sendo este um ponto fundamental para diminuir a carga negativa que poderia acometer o clube.
Atlético precisa abrir o olho para o estadual
Diferentemente de outros clubes da Série A, o Atlético ainda precisa buscar sua vaga nas finais do campeonato estadual na última rodada da fase inicial. Neste sábado, o Galo jogará sua vida no Campeonato Mineiro diante do Itabirito, fora de casa, buscando evitar um grande vexame.
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