Atlético-MG
Futebol Brasileirão

Atlético-MG expõe principal fragilidade contra América e mostra trabalho que Domínguez terá no comando do time

O Atlético-MG ainda segue em compasso de espera aguardando ansiosamente a chegada de Eduardo Domínguez para assumir o comando técnico, mas o calendário não dá respiro, e o Galo precisou disputar o primeiro jogo das semifinais do Campeonato Mineiro sem a presença de um treinador efetivo. Sob comando do interino Lucas Gonçalves, o Galo acabou tendo problemas e apenas empatou por 1 a 1 contra o América-MG em plena Arena MRV.

Atlético-MG teve atuação mediana contra América-MG

Sob o comando do interino Lucas Gonçalves, o Galo buscou o controle através da posse (chegou a ter 74% em boa parte do jogo), atuando com uma linha defensiva composta por Natanael, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi. No meio-campo, Alan Franco e Maycon davam sustentação para Gustavo Scarpa e Victor Hugo criarem para a dupla Dudu e Hulk. Do outro lado, Alberto Valentim montou um bloco baixo sólido com três zagueiros (Nathan, Ricardo Silva e Emerson) com a missão de neutralizar a profundidade de Hulk e usar a velocidade de Paulo Victor e a experiência de Willian Bigode para ferir o Galo em transições rápidas.

O América começou melhor, explorando a ansiedade defensiva do Atlético. Logo aos 5 minutos, teve um gol anulado de Paulo Victor por impedimento. No restante do tempo, o Atlético-MG acumulou grande passe da posse de bola, mas sem capacidade de infiltração. Ou seja, o Galo rodava muito a bola lateralmente, mas esbarrava na linha de cinco defensores do Coelho, precisando recorrer somente às bolas paradas de Hulk e Scarpa para tentar algum perigo.

Depois do intervalo, o Atlético voltou com mais agressividade e abriu o placar logo aos 6 minutos com Dudu, após uma jogada construída pela direita com participação de Hulk e assistência de Scarpa. Com o 1 a 0, o Galo tentou atrair o América para aproveitar os espaços e Hulk chegou a carimbar a trave aos 17 minutos, mas faltou aquele gol decisivo para garantir o resultado positivo.

Lucas Gonçalves tentou oxigenar o time com Igor Gomes e Bernard, buscando manter a posse sob pressão. Já Valentim lançou Yarlen, mudando o perfil do ataque para algo mais explosivo, mas o empate do América veio aos 48 minutos em um exemplo clássico de transição ofensiva eficiente. Enquanto o Atlético tentava segurar a bola no campo de ataque, o América recuperou e acelerou. Yarlen recebeu com espaço na entrada da área e finalizou com precisão.

O sistema defensivo do Atlético, que já apresentava sinais de cansaço, não conseguiu recompor a tempo, deixando o setor central desprotegido para o chute de média distância. Esse resultado premiou a resiliência do América, que soube sofrer e aproveitar a única chance clara que teve no fim. Para o Atlético, fica a lição de que o controle da posse sem eficiência defensiva nas transições é perigoso, especialmente antes da chegada definitiva do novo técnico.

Ao menos, não há vantagem de empate previsto no regulamento desta vez e um novo empate levará a decisão para os pênaltis, dando a oportunidade perfeita para o Atlético conseguir garantir sua vaga na decisão com a chegada da nova comissão técnica.

Imagem: Gazeta Press