O Atlético-MG teve três jogos para tentar esquecer todos os traumas que marcaram o encerramento de sua temporada anterior com ameaça de motim do elenco por falta de pagamento, ameaça de rebaixamento até a última rodada do Brasileirão e uma derrota surpreendente na disputa pelo título da Copa Sul-Americana diante do Lanús. Apesar de tudo isso e de um calendário favorável, o Galo não foi capaz de vencer nenhum dos jogos iniciais do Campeonato Mineiro e agora se vê próximo de “explodir” mais um período de crise interna no clube.
Já tendo iniciado o ano sob pressão com um protesto das organizadas antes mesmo do primeiro jogo da temporada, o Atlético-MG apostou na presença de muitos titulares desde o início do estadual e não viu isso ser correspondido em resultados. A ocupação territorial no ataque e a intenção ofensiva são marcas de Jorge Sampaoli e de um trabalho que permanece com boas intenções, mas os problemas crônicos vistos em 2025 permanecem, e o Galo possui somente três pontos antes de enfrentar América-MG e Cruzeiro em sequência, em rodadas que podem determinar uma eliminação precoce.
Atlético-MG mais uma vez foi ofensivo, mas não decisivo
Sampaoli montou o time em um 4-3-3 básico na fase defensiva, mas que se transformava em um 3-2-5 ou 2-3-5 ao atacar, tendo Renan Lodi (esquerda) e Natanael (direita) atuando praticamente como pontas com a intenção de abrir a defesa adversária.. Enquanto isso no meio-campo, Maycon e Igor Gomes tentavam ditar o ritmo, com Gustavo Scarpa flutuando da direita para o centro para buscar o último passe.
A mobilidade do Atlético também pôde ser vista no ataque com Bernard, Dudu e Hulk trocaram de posição constantemente. Hulk, por vezes, saía da área para atrair os zagueiros, abrindo espaço para as infiltrações de Dudu. Por outro lado, o técnico Cristóvão Borges (ex-Vasco) “estacionou um ônibus” na Arena MRV, o Tombense abdicando da posse de bola para jogar em contra-ataque. Essa estratégia reduziu os espaços entre a defesa e o meio-campo, anulando as movimentações por dentro de Scarpa e Bernard.
Ao recuperar a bola, o Tombense buscava rapidamente Jefferson Renan e Rafinha para explorar as costas dos laterais ofensivos do Galo. Isso fez com que o clube de modesto orçamento tivesse a melhor chance do primeiro tempo em um chute de Rafinha na trave. Após a expulsão do zagueiro Wesley aos 25 minutos do segundo tempo, o Tombense recuou totalmente para um 4-4-1, dificultando ainda mais os cruzamentos de bolas na área do Atlético-MG, um recurso explorado exageradamente por um time com jogadores bem qualificados tecnicamente.
Renan Lodi foi o mais acionado, deu profundidade ao lado esquerdo e cruzou bolas perigosas para Hulk e Ruan e mostrou que será uma arma importante no apoio durante a temporada. mas Mycon teve uma atuação muito discreta, focada na manutenção da posse e proteção à zaga, mas ainda sem o entrosamento ideal para quebrar linhas com passes verticais. E diante desse cenário, a posse de bola, a pressão e o volume ofensivo não foram suficientes para o Atlético buscar a primeira vitória em 2026.
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