O Atlético-MG precisava dar uma grande resposta ao torcedor em uma temporada marcada por muitos insucessos e bastante frustração do início ao fim, mas o Galo conseguiu incorporar aquele espírito “copeiro” já visto em momentos anteriores na história recente do clube para aplicar uma vitória dominante sobre o Independiente del Valle por 3 a 1 e avançar para grande decisão da Copa Sul-Americana, podendo fechar o ano com um título continental e uma vaga na fase de grupos da Copa Libertadores.
Chega a ser injusto atribuir apenas ao fator “sorte” o fato do Galo ter chegado tão longe na Sul-Americana mesmo estando apenas cinco pontos acima da zona de rebaixamento, mas o time comandado por Jorge Sampaoli entendeu muito bem a verdadeira prioridade na temporada e aproveitou um caminho mais acessível que foi aberto com eliminações de adversários mais fortes tecnicamente.
Domínio do início ao fim: Atlético-MG dá show contra o Del Valle
A filosofia ofensiva do treinador argentino apareceu logo no início do jogo com muito controle da posse de bola e neutralização das transições ofensivas adversárias, se impondo no terço final do campo em busca de soluções para achar o gol (que quase saiu logo aos cinco minutos com Júnior Santos, se não fosse a excelente defesa de Villar). Sampaoli optou por Dudu e Rony abrindo o campo invertendo com os meias, além de ter uma saída bem sustentada graças ao auxílio de Fausto Vera e Franco.
Houve uma forte pressão no jogo sem bola durante o primeiro tempo e o Del Valle não conseguiu achar oportunidades para incomodar o Galo, até que finalmente veio o primeiro gol numa excelente construção coletiva. Dudu recuperou a posse de bola (graças à marcação por encaixes) e esperou alguns segundos para Arana surgir na área e concluir a jogada. E antes mesmo do intervalo, Dudu voltou a ser essencial com interceptação no meio-campo aos 45′, acelerando o jogo e ajeitando na medida para Bernard bater na saída do goleiro e ampliar a vantagem do Atlético-MG.
O único momento de esperança dos equatorianos na partida foi provocado justamente pelo Galo, que fechou-se naturalmente no segundo tempo e acabou vendo o goleiro Everson não segurar um chute de fora da área, permitindo que Spinnelli diminuísse o placar, mas a torcida do Atlético-MG estava totalmente conectado com o time e um forte apoio veio das arquibancadas. Sampaoli entendeu que o momento necessitava da retomada de um ímpeto ofensivo maior e acabou optando pela entrada de Hulk, que precisou somente de nove minutos após o gol do Del Valle para definir o confronto ganhando da marcação e tocando na saída do goleiro para deixar a torcida em êxtase.
Atlético-MG é favoritaço para levantar taça da Sul-Americana
Obviamente que os adversários da final necessitam de atenção do Atlético-MG, pois o Lanús (7º colocado do Clausura Argentino depois de 13 jogos) é o favorito para avançar diante de uma irregular Universidad de Chile (5º colocado no Campeonato Chileno, 42pts em 24 jogos). Mas o Galo possui elenco melhor do que ambos e o Del Valle era um adversário que oferecia maior desafio no aspecto tático. O torcedor pode sonhar, pois a grande conquista é possível e muito provável.
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