O torcedor do Atlético-MG criou uma mobilização especial com mais de 40 mil torcedores presentes na Arena MRV para tentar buscar uma vitória diante do Cruzeiro e tentar quebrar o favoritismo do rival nas quartas de final da Copa do Brasil. No entanto, após um primeiro tempo animador em termos de motivação e imposição ofensiva, o Galo acabou sucumbindo no segundo tempo e sofreu dois gols que demonstraram a enorme fragilidade da equipe comandada (ainda) pelo técnico Cuca, apesar do ambiente que indica fim de ciclo para o veterano treinador que ficou responsável pelos maiores momentos da história do clube no século XXI.
Atlético-MG não sustentou motivação do primeiro tempo e sucumbiu
Cuca surpreendeu na postura adotara e principalmente na escalação do ataque ao apostar na presença de Dudu no lugar de Rony, mas o zagueiro Lyanco acabou não tendo condições de jogo e fez muita falta nos embates físicos para auxiliar o restante da equipe que entrou em campo com a mesma base do time titular, tendo Scarpa aberto pela esquerda e Cuello por dentro. Aos poucos, os dois jogadores inverteram suas posições buscando maiores associações com Guilherme Arana, criando as chances de maior perigo durante o primeiro tempo.
O Galo controlou a posse de bola e as ações ofensivas durante o primeiro tempo com linhas altas de marcação, preenchendo muito bem o meio-campo e permitindo que Hulk tivesse espaço para circular no terço final. Apesar do bom desempenho e dos aplausos da torcida antes do intervalo, o Atlético-MG não levou nenhum perigo real ao goleiro Cássio devido à falta de pontaria e nas tomadas de decisão nas finalizações. Para uma equipe tão instável durante toda a atual temporada, o fato de não marcar gols enquanto esteve melhor na partida acabou pagando muito caro.
Logo no início do segundo tempo após adaptações táticas de Leonardo Jardim, Alexsander foi desarmado na entrada da área por Romero e Kaio Jorge não finalizou, errando na decisão da jogada ao acionar Matheus Pereira sob marcação. No entanto, isso fez Cuca voltar a trocar Scarpa e Cuello de posição e adotar uma estratégia mais defensiva, levando ao primeiro gol do Cruzeiro com somente quatro minutos do segundo tempo. Pelo fato dos zagueiros terem avançado muito, Fabrício Bruno contou com absoluta liberdade na intermediária e acertou o ângulo de Everson depois de pensar muito na finalização e conseguir marcar um golaço decisivo.
O Atlético-MG não demonstrou capacidade emocional de reação e acabou sentindo bastante o gol sofrido dentro e fora de campo, com a torcida demonstrando incômodo constante com os passes errados e falhas nas tentativas e de construção pelos lados, estratégia que estava sendo bem sucedida na etapa inicial. Em falha defensiva grave numa jogada de bola parada, o Galo sofreu o segundo gol após Fabrício Bruno escorar de cabeça para Kaio Jorge, e desta vez o artilheiro não sentiu piedade e marcou para o Cruzeiro.
Cuca seguirá no comando do Atlético-MG?
Sob comando do técnico Cuca, o Atlético-MG chegou à uma sequência de seis derrotas nos últimos 11 jogos disputados. Mesmo tendo eliminado o Flamengo na fase anterior e ter passado ás quartas de final da Copa Sul-Americana diante do Godoy Cruz, o Galo possui o pior aproveitamento do Brasileirão após o Mundial de Clubes, e este fator pode ser determinante para determinar o fim de ciclo de uma comissão que jamais ficou próxima de repetir o sucesso de 2021.
Imagem: Pedro Souza / Atletico