ATP de Buenos Aires
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Mudanças no ATP de Buenos Aires: o que pode impactar no Rio Open?

O ATP de Buenos Aires deve passar por mudanças nos próximos anos. Uma das paradas da gira de saibro sul-americana, a venda do torneio à própria ATP já foi aprovada, segundo o jornal argentino La Nación. No momento, a informação é que falta apenas a assinatura do contrato e tudo deve ser resolvido nas próximas semanas.

A competição pertence à empresa Tennium, que manterá contrato para seguir administrando o evento pelos próximos cinco anos. Além disso, a disputa seguirá sendo na capital argentina, no Buenos Aires Lawn Tennis Club. Contudo, o jornal informa que, a partir de 2029, o torneio não será mais no saibro, indo para as quadras duras.

Não só isso, mas também deixará de ser um ATP 250 para subir de nível, virando um ATP 500. Já eram esperadas mudanças, por conta do Masters 1000 da Arábia Saudita. A nova competição, de duas semanas, será no mesmo período que os torneios em Buenos Aires, Rio de Janeiro e Santiago.

Dessa forma, é necessária uma reorganização no calendário da ATP. Ainda, já havia rumores de possíveis trocas de piso, por ser uma pequena gira de saibro fora da temporada de saibro. E são transformações que podem impactar o Rio Open.

O ATP de Buenos Aires não será mais no saibro a partir de 2029. Foto: Divulgação/IEB+ Argentina Open

Impacto no Rio Open

Caso seja oficial a mudança do ATP de Buenos Aires para a quadra dura, isso praticamente confirma a troca também no Rio Open. Essa questão, no entanto, já era quase certa, sinalizada pelo diretor do torneio brasileiro. Não pela primeira vez, Lui Carvalho falou sobre o assunto ao fim da edição de 2026:

“Essa questão do piso é bem antiga. Um pedido meu à ATP há seis, sete anos. Confio que estamos perto de um desfecho feliz, de fazer essa mudança. Viemos trabalhando para posicionar o evento de forma que a ATP enxergue a América do Sul como um mercado com potencial para o futuro.”

“Há outras regiões que giram a economia do tênis mais rápido, mas essa área aqui tem um potencial enorme. Acredito que a transição para a quadra dura vai beneficiar o torneio ao atrair grandes jogadores para o Brasil.”

Contudo, há outras dúvidas que surgem com as mudanças na Argentina. A troca de piso no Rio seria apenas a partir de 2029? E as competições serão em novas datas, para não bater de frente com um Masters 1000? São alterações que, se acontecerem em uma, devem ocorrer na outra também, já que ajudariam a trazer mais tenistas.

Não faria sentido os torneios acontecerem em períodos diferentes. Assim, uma modificação tão grande como essa na Argentina deve ocorrer também no ATP 500 do Rio de Janeiro.

Rio Open pode passar por mudanças e uma deve ser o piso. Foto: Divulgação/Rio Open

Mudanças no ATP de Buenos Aires beneficiam tenistas

Os fãs de saibro irão reclamar da mudança de piso, mas é preciso entender que isso irá beneficiar os tenistas brasileiros. João Fonseca, por exemplo, precisa sair da quadra dura para jogar no saibro por apenas duas semanas e então volta para a dura, antes de realmente enfrentar a temporada de saibro.

Pode parecer fácil, só que o tenista necessita de uma adaptação para as trocas de pisos. E uma sequência como essa atrapalha o atleta de elite. Por outro lado, como brasileiro, Fonseca não irá abrir mão de jogar no Brasil uma vez por ano. Assim, deixar a terra batida de lado e ir para a quadra rápida é a melhor opção pensando nos nossos tenistas.

Caso tudo se confirme, será o melhor cenário para João e, em breve, até para Guto Miguel.

Foto: Divulgação/IEB+ Argentina Open