A temporada da ATP e WTA já está perto do fim, com os últimos torneios disputados em 2025. Só que, após longos meses de disputas sem parar, tenistas estão cada vez mais cansados. Nessa semana, estão ocorrendo apenas três torneios: ATP 500 de Pequim, ATP 500 de Tóquio e WTA 1000 de Pequim.
Alguns grandes nomes da atualidade sequer estão presentes, como Aryna Sabalenka, que diz ter ‘uma pequena lesão’. Novak Djokovic, que tem feito temporadas cada vez mais curtas, também não viajou. Mas não é só isso: há também aqueles que foram para as competições, mas precisaram desistir por lesão.
Só nesta segunda-feira (29), foram cinco abandonos: Camila Osorio, Jakub Mensik, Lois Boisson, Lorenzo Musetti e Qinwen Zheng. A colombiana foi adversária de Iga Swiatek na terceira rodada, que falou sobre o calendário:
“A temporada é longa. Na segunda parte, acho que as pessoas ficam mais cansadas. Com certeza, infelizmente, acho que a fase asiática é a mais difícil, porque você sente que a temporada vai acabar logo, mas ainda precisa se esforçar. Ainda não sei como será minha carreira daqui a alguns anos. Talvez eu tenha que escolher alguns torneios e pular, mesmo sendo obrigatórios. É, tipo a WTA, com todas essas regras obrigatórias, eles tornaram isso bem louco para nós.”
E continuou: “Acho que temos que ser inteligentes, não nos importarmos com as regras e pensar apenas no que é saudável para nós. É, é difícil. A única coisa que posso fazer agora, depois de decidir que vou jogar todos esses torneios obrigatórios, é cuidar do meu corpo e da recuperação. Tenho uma boa equipe ao meu redor que também está me ajudando com isso. Tenho experiência suficiente para saber o que fazer do. Então, fisicamente, estou bem. Mas sim, há muitas lesões. Acho que é porque a temporada é muito longa e intensa.”

Tenistas não aguentam o calendário da ATP e WTA
Vamos relembrar Dominic Thiem. Aparecendo ainda jovem na ATP, o austríaco jogava sem parar. Promissor, ainda chegou a ser campeão do US Open em 2020. No entanto, o que era para ser uma carreira lembrada pelos títulos e vitórias sobre o Big 3, constantemente recordamos de suas lesões.
Atrapalhando sua história no tênis, sempre fica um questionamento sobre o que o tenista poderia ter ganhado a mais. Sua aposentadoria oficial foi em 2024, aos 31, mas seu nível já não era o mesmo há muito tempo. Além disso, profissionais costumam atuar por muitos mais anos no circuito e Thiem acabou se tornando um exemplo do não fazer com o calendário ruim do esporte.
Mas é complicado, a ATP e a WTA possuem regras que forçam os tenistas a participarem de uma quantidade mínima de torneio em um ano. Só que, como consequência, vemos cada vez mais tenistas sofrerem em quadra. Além das cinco desistências desta segunda, Paula Badosa e Barbora Krejčíková precisarem abandonar suas partidas em Pequim.
É preciso explicar que a questão da espanhola é um pouco mais complicada. Lidando com problema nas costas, já revelou que sente constantes dores. O torneio na China marcava o seu retorno após quase três meses sem jogar. Mesmo assim, a tenista faz de tudo para se recuperar e conseguir acompanhar a loucura do calendário.
Antes, em Toronto e Cincinnati também houve vários atletas precisando se retirar por lesões ou cansaço. No entanto, o debate sobre o calendário volta a ocorrer, exatamente porque os erros persistem. E, infelizmente, já sabemos que irá se repetir nos próximos anos, já que não há expectativa de grandes mudanças por parte da ATP ou WTA.

Foto: China Open/VCG via Getty Images