Kimi Antonelli Mercedes F1
Automobilismo Fórmula 1

Fórmula 1: Antonelli, Bearman, Bortoleto ou Hadjar? Conheça o melhor novato de 2025

Os últimos dias do ano são tradicionalmente marcados por balanços e retrospectivas no esporte. Aproveitando esse momento, o site Playmaker Brasil decidiu avaliar como foi o desempenho dos quatro novatos da Fórmula 1 em 2025: Gabriel Bortoleto, Andrea Kimi Antonelli, Oliver Bearman e Isack Hadjar. Em contextos diferentes, todos estrearam na principal categoria do automobilismo mundial e deixaram impressões importantes para o futuro da categoria.

Gabriel Bortoleto: aprendizado em meio às oscilações

Gabriel Bortoleto chegou à Fórmula 1 com o menor tempo de testes entre os novatos de 2025, o que naturalmente pesou em seu início de trajetória. Defendendo a Sauber, o brasileiro teve um ano de altos e baixos, alternando boas performances com finais de semana discretos, algo comum para quem ainda está se adaptando ao ritmo da categoria.

Mesmo assim, Bortoleto mostrou competitividade em vários momentos, especialmente nas classificações. Ao longo da temporada, ele empatou em 12 a 12 o duelo interno com o experiente alemão Nico Hülkenberg, um indicativo claro de que conseguiu se aproximar do nível de um piloto já consolidado na Fórmula 1.

A diferença apareceu de forma mais evidente nas corridas. Enquanto Hülkenberg somou 51 pontos, incluindo um histórico terceiro lugar no GP da Grã-Bretanha, terminando o campeonato em 11º, Bortoleto fechou o ano com 19 pontos, na penúltima colocação do Mundial de Pilotos. Ainda assim, a oscilação foi vista com naturalidade pela equipe, e o paulista recebeu elogios internos, mantendo-se como uma das esperanças da Audi para 2026.

Kimi Antonelli: talento evidente, regularidade em falta

Andrea Kimi Antonelli era, sem dúvida, o novato mais badalado da temporada. Cercado de expectativas na Mercedes, o britânico mostrou flashes de grande potencial, mas não conseguiu sustentar um nível constante ao longo do ano. Apesar das dificuldades, Antonelli conquistou dois pódios, um feito relevante para um piloto em sua temporada de estreia.

No total, ele somou 150 pontos, número considerável, mas ainda distante do desempenho de seu companheiro de equipe, George Russell, que fechou o campeonato com 319 pontos. A diferença refletiu não apenas o ritmo de corrida, mas também a consistência ao longo do calendário da Fórmula 1.

A disputa interna nas classificações foi outro ponto delicado: Antonelli superou Russell em apenas três das 24 sessões. Terminando o ano na sétima posição geral, o jovem piloto inicia 2026 sob maior cobrança por resultados, embora siga sendo tratado como uma grande promessa da Fórmula 1.

Oliver Bearman: eficiência e consistência na Haas

Oliver Bearman teve uma estreia bastante sólida pela Haas. Sem tanto holofote quanto Antonelli, o britânico chamou atenção pelo desempenho consistente, especialmente no comparativo interno com Esteban Ocon. Nas classificações, Bearman levou a melhor em 14 das 24 disputas, mostrando velocidade em uma equipe de meio de grid.

Nas corridas, o equilíbrio também foi favorável ao novato. Bearman terminou a temporada com 41 pontos, superando os 38 de Ocon, o que reforça sua capacidade de transformar boas largadas em resultados concretos.

A 13ª colocação no campeonato de pilotos, em um ano de estreia, não passou despercebida no paddock. Caso consiga repetir ou até evoluir esse nível de atuação em 2026, Bearman surge como um nome forte para, no futuro, ocupar uma vaga em equipes mais competitivas do grid da Fórmula 1.

Isack Hadjar: impacto imediato e promoção merecida

Fechando a lista, o franco-argelino Isack Hadjar, da Racing Bulls, foi a grande sensação entre os novatos. Desde as primeiras etapas, mostrou maturidade e velocidade, superando Lian Lawson em 16 das 24 classificações disputadas ao longo da temporada.

Nas corridas, Hadjar também levou vantagem, somando 51 pontos contra 38 do neozelandês. Seu desempenho consistente o levou ao 12º lugar no campeonato, resultado expressivo considerando o equipamento disponível.

O impacto foi tão positivo que garantiu sua promoção para a Red Bull Racing em 2026, onde será companheiro de Max Verstappen. A ascensão rápida confirma o status de Hadjar como um dos talentos mais promissores da nova geração.

De maneira geral, Isack Hadjar pode ser considerado o rookie mais bem-sucedido da Fórmula 1 em 2025. Ainda assim, Bortoleto, Antonelli e Bearman demonstraram talento suficiente para permanecer na categoria em 2026. Nesta análise, Franco Colapinto e Liam Lawson não foram considerados novatos, pois já haviam disputado nove e 11 corridas anteriormente. Para a próxima temporada, o único estreante será Arvid Lindblad, que assumirá justamente a vaga deixada por Hadjar na Racing Bulls.

Foto: Divulgação/Fórmula 1