Na noite deste sábado (08), o Internacional recebeu o Bahia no Beira-Rio em duelo válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, a equipe de Rogério Ceni mostrou poder de reação na segunda etapa, mudou a postura em campo e arrancou um empate importante para aliviar a pressão em jogos fora de casa.
Em caso de vitória, o Internacional ultrapassaria o rival Grêmio na tabela – porém, a equipe Colorada segue na 15ª posição, com 37 pontos. Vitória (16º colocado, 34 pontos) e Santos (17º colocado, 31 pontos), ainda jogam na rodada. Já o Bahia se manteve na 5ª colocação com 53 pontos e torce para derrota ou empate do Botafogo na rodada para seguir entre os cinco primeiros da competição.
Inter faz bom primeiro tempo; Bahia tem bom início, mas produtividade cai drasticamente
O Bahia até teve um bom início, mas logo viu o Internacional assumir o controle da partida. Mesmo com o Colorado sendo superior em campo, tivemos um excelente primeiro tempo, em um duelo entre duas equipes que compartilham uma marcação agressiva, pressionando alto na saída de bola adversária, mas que se diferenciam na forma de construir suas jogadas. Ambos os times tiveram espaços no campo, mas apenas a equipe mandante soube explorar.
O time de Ramón Diaz chegou a abrir o placar aos 18 minutos, em uma excelente jogada individual de Johan Carbonero. Porém, o gol foi invalidado após checagem no VAR, por falta de Gabriel Mercado em William José no início da jogada. Pouco depois, aos 25 minutos, a equipe gaúcha de fato abriu o placar no Beira-Rio. Desta vez, o tento teve maior destaque pela jogada coletiva.
Após cobrança de tiro de meta de Ivan, a bola “pipocou” no meio-campo até chegar nos pés de Alan Patrick, que com um ótimo domínio, acionou Bruno Gomes na direita. O lateral avançou até a linha de fundo e atraiu a marcação de Erick e Luciano Juba, deixando Vitinho livre dentro da área. Gomes fez o passe rasteiro e o camisa 28 do Colorado bateu cruzado para balançar as redes.
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Se o Bahia tinha a intensidade e disposição para marcar alto quando não tinha a posse, o setor criativo da equipe deixou muito a desejar no primeiro tempo. Com um meio-campo formado por Erick, Jean Lucas e Michel Araújo, a equipe de Rogério Ceni dependeu muito de bolas longas para conseguir chegar ao gol adversário. Erick Pulga teve a melhor chance do Bahia justamente em uma jogada de ligação direta feita pelo zagueiro David Duarte, mas acabou desperdiçando.
Além de possuir mais qualidade no meio-campo, com Alan Patrick tendo mais liberdade do que o normal neste setor, o Inter também contou com um ótimo apoio de ambos os laterais pelos lados. Tanto Bruno Gomes quanto Bernabei deram amplitude e apareceram com frequência no terço final do campo, e o Bahia, com dois laterais de características ofensivas (Arias e Juba), teve muita dificuldade em marcar os avanços pelas alas.
Inter amplia no início do segundo tempo, mas mudanças de Rogério Ceni são essenciais para empate tricolor
Logo aos quatro minutos do segundo tempo, Vitinho ampliou o placar no Beira-Rio. O lance começou em um erro de Juba, que tentou uma jogada de letra e perdeu a bola. Bruno Gomes aproveitou o vacilo e, com um ótimo passe em posição recuada, deixou Vitinho livre para sair cara a cara com o goleiro e finalizar com categoria, aumentando a vantagem colorada. E apesar de ter abrido uma vantagem “confortável” no placar, o futebol do Inter decaiu muito após o segundo gol.
Aos 15 minutos, o Bahia diminuiu com William José. Ademir fez ótima jogada individual pela direita, cruzando rasteiro com precisão para William José, que dominou sem qualquer marcação e chutou firme para marcar. Um vacilo tremendo da defesa do Colorado, que tinha seis jogadores dentro da grande área, mas nenhuma movimentação para atacar o camisa 12 do Esquadrão de Aço.
Após o gol, Rogério Ceni promoveu mudanças que melhoraram consideravelmente o rendimento da equipe. Primeiro, a entrada de Éverton Ribeiro mudou totalmente a dinâmica da equipe – em menos de 35 minutos em campo, o meio-campista criou uma grande chance e deu três passes decisivos no último terço do campo. Do outro lado, Alan Patrick caiu bastante de produção por um problema físico, e mesmo assim ficou em campo até os minutos finais do confronto.

Com a saída de Borré, principal retentor de bola no ataque Colorado, o Inter viu sua produção ofensiva ficar praticamente nula. O Bahia chegava com muito mais frequência e o empate parecia questão de tempo; Ivan fez um milagre após cabeceio de Santiago Mingo em falta cobrada por Éverton Ribeiro, e William José protagonizou um lance inacreditável ao acertar as duas traves em uma finalização na marca do pênalti.
O Bahia arrancou o empate nos acréscimos, coroando uma bela jogada coletiva que empurrou o Internacional para o próprio campo defensivo. Iago, que entrou muito bem no lugar de um improdutivo Luciano Juba, fez um cruzamento preciso pela esquerda; David Duarte ganhou pelo alto e desviou de cabeça, deixando a bola viva na área. A sobra ficou para Tiago, jovem de apenas 20 anos, que também entrou bem na partida. Livre de marcação, o camisa 77 completou de cabeça e mandou para o fundo das redes, garantindo um empate para o Esquadrão de Aço no apagar das luzes.
Resultado: Internacional 2 – 2 Bahia