A final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina também representa uma grande vitória para o Barcelona. Além de colocar frente a frente duas das principais seleções da atualidade, a decisão terá nove jogadores revelados pela La Masia, a tradicional academia de base do clube catalão.
Reconhecida mundialmente como uma das melhores categorias de base do futebol, a La Masia volta a mostrar sua força em um dos maiores palcos do esporte. Ao todo, oito atletas da seleção espanhola passaram pelo centro de formação do Barcelona, enquanto Lionel Messi, maior ídolo da história do clube, defenderá a Argentina na decisão disputada no MetLife Stadium.
La Masia volta a ser protagonista em uma final de Copa
O sucesso da base do Barcelona não é novidade. Em 2010, quando a Espanha conquistou seu primeiro título mundial, nove jogadores formados na La Masia fizeram parte daquele elenco campeão. Entre eles estavam nomes como Víctor Valdés, Carles Puyol, Gerard Piqué, Sergio Busquets, Xavi, Andrés Iniesta, Cesc Fàbregas, Pedro e Pepe Reina.
Agora, 16 anos depois, a história praticamente se repete. A seleção comandada por Luis de la Fuente conta com oito atletas que passaram pelas categorias de base do Barcelona, enquanto Messi tenta conduzir a Argentina ao bicampeonato consecutivo da Copa do Mundo.
A influência da La Masia ultrapassa as fronteiras do futebol espanhol e reforça a tradição do Barcelona na formação de jogadores capazes de decidir partidas tanto por clubes quanto por seleções.

Messi tenta ampliar ainda mais sua história
Lionel Messi chegou à La Masia em 2000, quando tinha apenas 13 anos. Mais de duas décadas depois, o argentino é considerado o maior jogador da história do Barcelona e, para muitos, também o maior atleta que o futebol já viu.
Integrante da famosa geração de 1987 da base catalã, ao lado de Gerard Piqué e Cesc Fàbregas, Messi liderou o período mais vitorioso do clube, conquistando quatro títulos da Liga dos Campeões e inúmeros troféus nacionais.
Na final da Copa do Mundo de 2026, o camisa 10 busca levar a Argentina ao primeiro bicampeonato consecutivo do torneio em mais de 60 anos. Para isso, terá pela frente justamente a nova geração formada pela La Masia.

Lamine Yamal lidera a nova geração do Barcelona
Se Messi marcou uma era, Lamine Yamal surge como o principal talento revelado pela La Masia desde o craque argentino. Aos 19 anos, o atacante já é tratado como um jogador de potencial histórico.
Além de ser o estreante mais jovem da história do Barcelona, Yamal herdou a emblemática camisa 10 do clube. Curiosamente, quando ainda era bebê, chegou a ser fotografado ao lado de Messi em uma ação promocional, imagem que ganhou enorme repercussão anos depois.
Apesar de ainda sentir os efeitos de uma lesão muscular sofrida em abril, o atacante segue sendo uma das principais esperanças da Espanha. Para muitos, mesmo tão jovem, ele já figura entre os melhores jogadores do mundo.
Cubarsí e Dani Olmo vivem grande Copa
Outro nome que vem chamando atenção é Pau Cubarsí. O zagueiro, também de apenas 19 anos, mostrou maturidade durante toda a competição e consolidou seu nome entre as maiores promessas do futebol europeu.
Companheiro de geração de Yamal na La Masia, Cubarsí enfrentou alguns dos melhores atacantes do mundo durante o torneio e apresentou atuações seguras. Independentemente do resultado da decisão, aparece como forte candidato ao prêmio de melhor jogador jovem da Copa.
Já Dani Olmo teve um caminho diferente. Depois de deixar a base do Barcelona aos 16 anos, seguiu para o Dínamo Zagreb, da Croácia, onde iniciou sua carreira profissional antes de se destacar também pelo RB Leipzig.
O meia retornou ao Barcelona em 2024 e voltou a mostrar grande desempenho defendendo a seleção espanhola. Atuando como principal articulador da equipe, Olmo tem sido um dos destaques da campanha até a final.

Gavi busca recuperar seu melhor nível
Gavi também integra a lista de atletas revelados pela La Masia presentes na decisão. Depois de sofrer uma grave lesão no joelho, que comprometeu boa parte de sua evolução nos últimos anos, o meio-campista tenta retomar o futebol que o colocou entre os jovens mais promissores do planeta.
Estreando pelo Barcelona aos 17 anos, Gavi rapidamente conquistou espaço tanto no clube quanto na seleção. Em 2022, tornou-se o jogador mais jovem da história da Espanha a marcar um gol em Copas do Mundo.
Nesta edição, porém, desempenha um papel mais discreto. Ainda assim, aos 21 anos, segue sendo visto como uma peça importante para o futuro da seleção espanhola.
Eric García, Grimaldo e Cucurella completam a defesa
Eric García também faz parte do grupo formado na La Masia. Após deixar o Barcelona para atuar na base do Manchester City, voltou ao clube em 2021 e conseguiu recuperar espaço nas últimas temporadas.
Mesmo sem entrar em campo na Copa até aqui, sua convocação demonstra a evolução que apresentou desde seu retorno ao futebol espanhol.
Alejandro Grimaldo vive trajetória semelhante. Revelado pelo Barcelona, acabou deixando o clube após não encontrar espaço devido à concorrência de Jordi Alba. Passou por Benfica e Bayer Leverkusen antes de garantir uma transferência para o Atlético de Madrid durante a disputa do Mundial.
Já Marc Cucurella conseguiu se consolidar como titular absoluto da seleção espanhola. Depois de deixar o Barcelona, construiu carreira por Eibar, Getafe, Brighton e Chelsea. Pouco antes da Copa, foi contratado pelo Real Madrid, encerrando qualquer possibilidade de retorno ao clube catalão.
Víctor Muñoz fecha a lista da La Masia
O nono representante da La Masia na final é Víctor Muñoz. O atacante passou três temporadas nas categorias de base do Barcelona antes de ser dispensado ainda aos 14 anos.
Depois disso, continuou sua formação no DAMM e, posteriormente, ingressou nas categorias de base do Real Madrid. Na última temporada, destacou-se durante empréstimo ao Osasuna, desempenho que lhe garantiu convocação para a seleção espanhola.
Embora ainda não tenha estreado na Copa do Mundo por conta de problemas físicos, Muñoz já assegurou uma transferência para o Liverpool, que acionou sua cláusula de rescisão antes mesmo do início da competição.
A presença de nove jogadores formados pela La Masia na final entre Espanha e Argentina reforça, mais uma vez, a capacidade do Barcelona em desenvolver talentos de nível mundial. Seja com atletas que permaneceram no clube, como Lamine Yamal, ou com jogadores que seguiram outros caminhos, a influência da base catalã continua sendo determinante no cenário do futebol internacional.
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