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Barcelona vence de virada, alcança a quinta vitória seguida e encerra série invicta do Atlético de Madrid

O Barcelona vive seu melhor momento desde a derrota no último El Clásico. Em duelo antecipado da 19ª rodada de La Liga, os catalães mostraram força mental, organização e eficiência para superar um início turbulento, virar a partida por 3 a 1 diante do Atlético de Madrid e colocar fim à sequência invicta de 13 jogos dos Colchoneros.

A vitória, construída com paciência e ajustes importantes, deixou o Barça ainda mais confortável na liderança do Campeonato Espanhol, agora com 37 pontos, quatro à frente do Real Madrid, que ainda tem um jogo a menos. O Atlético estacionou nos 31, perdendo contato com a briga pelo topo.

Raphinha marca em primeiro tempo equilibrado

A partida começou com duas propostas muito distintas. O Barcelona usava o Camp Nou para fazer aquilo que se acostumou: controlar posse de bola, circular com calma e tentar desmontar o adversário com toques curtos e mobilidade. O Atlético, como já virou padrão nos times de Diego Simeone, alternava entre um bloco médio e baixo, marcando em compactação extrema e apostando em bolas longas para explorar as costas da defesa catalã.

Não demorou para que os Colchoneros encontrassem chances nos contra-ataques, ainda que, inicialmente, acumulassem impedimentos por conta da ansiedade em acelerar transições.

Mas aos 19 minutos veio o lance que abriu o jogo. Nahuel Molina fez um lançamento preciso em profundidade, achando Álex Baena livre para disparar pelo campo ofensivo. O camisa 8 conduziu, esperou o momento certo e tocou na saída de Joan García. O bandeirinha marcou impedimento, porém o VAR corrigiu a decisão e validou o gol, deixando o Barcelona em situação desconfortável diante dos seus torcedores.

Atrás no placar, o Barça precisou reinventar rapidamente seu ataque. Raphinha e Lamine Yamal trocaram de lado para confundir a marcação, enquanto Pedri passou a circular mais próximo da área. A movimentação deu efeito quase imediato.

Aos 26 minutos, Pedri encontrou Raphinha com um passe entre linhas. O brasileiro dominou, driblou Oblak com categoria e colocou a bola na rede, marcando seu primeiro gol desde o retorno após lesão. Um lance que devolveu confiança ao Barça e incendiou o estádio.

O gol fez o Barcelona crescer, empurrando o Atlético para trás. A intensidade catalã gerou mais uma grande oportunidade antes do intervalo. Em jogada de Dani Olmo, Pablo Barrios entrou de forma imprudente na disputa e cometeu pênalti. Era a chance da virada instantânea. Lewandowski tomou distância, bateu com força, mas exagerou e isolou a bola na arquibancada, desperdiçando o que poderia ter sido o lance decisivo da etapa inicial.

Barcelona volts agressivo e consegue vitória dominante

Mesmo com a frustração do pênalti perdido, o Barcelona voltou para o segundo tempo com a mesma postura agressiva. O Atlético recuou ainda mais e buscava apenas contra-atacar, mas não conseguia sair com eficiência.

Yamal, que já havia sido importante na primeira etapa, cresceu ainda mais e passou a ser o principal articulador da equipe. Em sua primeira jogada de perigo na etapa final, atraiu dois marcadores na direita e deixou Raphinha livre, mas o brasileiro desperdiçou finalizando para fora.

Aos poucos, a pressão catalã transformou-se no segundo gol. Mais uma vez com participação direta de Yamal. Ele recebeu aberto, conduziu e serviu Lewandowski. O centroavante girou, a bola sobrou limpa para Dani Olmo e o meia bateu cruzado para virar o jogo, aos 12 minutos.

O detalhe negativo foi que Olmo sentiu uma lesão no movimento do chute e precisou ser substituído, transformando a comemoração em preocupação para Hansi-Flick. Apesar disso, o Barcelona estava mais confortável e com o placar ao seu favor.

A sequência de problemas físicos levou o treinador alemão a proteger seus jogadores. Lewandowski, Pedri e Raphinha foram substituídos, deixando apenas Yamal dos principais nomes ofensivos em campo. O Barça mudou de postura, reduziu o ritmo e procurou controlar o jogo de forma mais cautelosa. Isso permitiu que o Atlético crescesse, especialmente após Simeone lançar seu time ao ataque com mudanças ofensivas.

O momento mais perigoso dos visitantes veio com Thiago Almada, que recebeu na área, driblou o goleiro e ficou com o gol vazio. No entanto, o argentino finalizou desequilibrado e mandou para fora, desperdiçando a melhor chance de empate dos Colchoneros. A partir dali, o Barcelona recompôs seu sistema defensivo e passou a controlar melhor a partida, mesmo sem a mesma intensidade ofensiva.

Nos acréscimos, já com o Atlético totalmente exposto, o Barcelona encontrou espaço para matar o jogo. Em transição rápida pela direita, Yamal acionou Baldé do lado oposto. O lateral dominou e cruzou para Ferrán Torres, sozinho na área, completar e decretar o 3 a 1. Foi o golpe final para uma vitória sólida, construída com maturidade e inteligência.

O resultado reafirma o Barcelona como o time mais consistente da Liga no momento, mesmo enfrentando dificuldades com lesões. Para o Atlético, a derrota representa um alerta: a equipe jogou bem em momentos isolados, mas não conseguiu manter o nível competitivo que sustentou sua série invicta.

(Foto: Josep Lago/AFP)