Bayern, Olise, Díaz e Kane
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Bayern x PSG: Kane, Olise e Luis Díaz estão formando o melhor trio de ataque da história?

Quando Harry Kane, Michael Olise e Luis Díaz chegam perto do gol, com certeza é lance de perigo a favor do Bayern de Munique com alta probabilidade de sucesso. É só perguntar para times como Atalanta, Real Madrid, Paris Saint-Germain ou qualquer adversário na Alemanha, que eles vão dizer o quanto esse trio é letal e atualmente compõe um dos principais ataques do futebol europeu.

Brigando por uma vaga na grande decisão da Champions League que está em disputa no jogo desta tarde contra o próprio PSG, o Bayern viu Kane, Diaz e Olise marcarem mais de 100 gols desde a primeira vez que estiveram juntos em campo, em agosto de 2025. Na história eles são apenas o quinto trio a chegar nesse feito desde a virada do século, e a tríplice coroa com a Copa da Alemanha e a Liga dos Campeões somada ao título conquistado com rodadas de antecedência da Bundesliga pode ser decisiva na carreira dos três.

Mas diante desses resultados e objetivos que ainda estão em jogo, a pergunta que fica é: em que prateleira está o trio do Bayern entre os grandes trios de ataque dos últimos tempos? Às vésperas do segundo e decisivo jogo das semifinais da Champions – em que o time alemão saiu perdendo na ida por 5 a 4 apesar de buscar a reação, analisamos os números com as seguintes comparações.

As linhas de frente estruturadas pelo Barcelona de Guardiola

Colocar três jogadores para liderar o ataque é uma estratégia básica ao longo de toda a história do futebol, mas evidentemente nunca foi tão popular quanto nos últimos 15 anos. Tal ressurgimento se deu em grande parte ao vistoso e vencedor futebol apresentado pelo Barcelona de Pep Guardiola entre 2008 e 2012.

Usando dessa linha de ataque na equipe catalã, Guardiola conquistou duas Champions League e três títulos de La Liga com um estilo dominador e concentrado na posse de bola durante toda a partida. O padrão era dependente tanto do meio de campo quanto da linha de frente – que operava sem um nove de fato – para se garantir dentro e fora da posse da bola.

Oito vezes vencedor da Bola de Ouro, Lionel Messi frequentemente era o jogador central, embora por muitas vezes fosse para o fundo buscando arrastar seus adversários para fora da posição e criar espaço para seus colegas de Barcelona, ou para conquistar uma superioridade numérica no meio-campo. De qualquer maneira, o resultado final foi um estilo vibrante que ficou conhecido pelo nome de ‘Tikitaka’ e que era praticamente imparável, dando ao time cerca de 14 títulos enquanto Guardiola esteve no comando.

De lá para cá, as linhas de ataque com três homens passaram a ser tendência em boa parte do futebol europeu, com equipes como Real Madrid e PSG implantando táticas semelhantes nos anos seguintes. Na Premier League, porém, a linha de três no ataque que mais se aproximava do Barça de Guardiola era o trio campeão da Champions e do Campeonato Inglês, Sadio Mané, Roberto Firmino e Mohamed Salah, do Liverpool de Jürgen Klopp.

Durante as cinco temporadas em que estiveram juntos em Anfield, o brasileiro foi o atacante central dos Reds e assim como Messi no Barcelona, era o responsável por cair nas entrelinhas, coordenar o jogo com os meio-campistas e, assim, abrir espaço para Mané e Salah correrem atrás. O trio é considerado de forma unânime como uma das maiores linhas de frente da história do futebol inglês, tendo dado ao Liverpool e a Klopp uma coleção de títulos importantes.

Os números semelhantes nos últimos anos

Hoje em dia, todos sabem que o Bayern de Munique possui o ataque mais invejado do futebol europeu. Tendo contratado Kane, Olise e Díaz em janelas sucessivas de verão desde 2023, o time bávaro construiu de modo ardiloso e silencioso a linha de frente mais perigosa da Europa, da qual Vincent Kompany tem feito um uso espetacular.

Após cada um dos três marcarem no jogo de ida das semis contra o PSG, o Bayern se tornou o primeiro clube na história da Alemanha a ter seu trio de atacantes marcando 100 gols em uma única temporada, feito raro no contexto geral. Desde a temporada 2013/14, isso só aconteceu cinco vezes:

  • Messi, Suárez e Neymar (Barcelona): O padrão ouro, a era “MSN”. Em três temporadas consecutivas (2014-15 a 2016-17), eles marcaram 122, 131 e 111 gols.
  • Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo (Real Madrid): O famoso “BBC” marcou 100 gols em 2014-15.
  • Olise, Kane e Díaz (Bayern de Munique): O novo trio centenário, com 101 gols na atual temporada (2025-26).

Como esse Bayern se compara ao adversário PSG?

O Paris Saint-Germain já teve um trio com craques como Messi, Neymar e Mbappé, mas não engrenou conforme o esperado pela crítica e pela torcida. Foi com Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Khvicha Kvaratskhelia que o time francês achou o caminho das conquistas além de seu país e enfim conquistou a Europa, e acabou vice-campeão da Copa do Mundo de Clubes de 2025 diante do Chelsea.

É fato que o trio comandado por Luis Enrique não é tão poderoso quanto o do Bayern de Kompany, mas também consegue tumultuar a defesa adversária a partir da fluidez e da criatividade de seus integrantes. Na temporada 2025/26, Doué (12), Kvaratskhelia (18) e Dembélé (18) somam 48 gols, contra os 101 gols de Olise (21), Díaz (26) e Kane (54).

Enquanto o ataque bávaro tem uma estrutura definitiva, com Díaz pela esquerda, Olise na direita e Kane no centro, o sistema parisiense foca na rotação constante de posições, com os jogadores se alternando no decorrer da partida.

Maiores artilharias de trios desde 2013 (Dados Opta):

  1. Messi, Suárez, Neymar (15-16) – Barcelona: 131 gols

  2. Olise, Kane, Díaz (25-26) – Bayern: 101 gols

  3. Ronaldo, Bale, Benzema (14-15) – Real Madrid: 100 gols

  4. Firmino, Salah, Mané (17-18) – Liverpool: 91 gols

  5. Dembélé, Doué, Kvaratskhelia (24-25) – PSG: 55 gols

Foto: IMAGO